Jornais: fornecedores da Petrobras pagaram doleiro réu na Lava Jato

Papéis são um dos principais indícios de que prestadores de serviço da estatal pagavam propina, segundo a PF. Suíça bloqueou uma conta com U$ 5 milhões controlada por Youssef, preso na Operação Lava Jato, por suspeitar que ela recebeu recursos ilegais

Folha de S. Paulo

Fornecedores da Petrobras pagaram doleiro

Empresas que têm contratos com a Petrobras, como a Sanko Sider e a OAS, fizeram depósitos em conta na Suíça controlada pelo doleiro Alberto Youssef, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal.

A Suíça bloqueou uma conta com US$ 5 milhões (R$ 11,2 milhões) controlada por Youssef, por causa da suspeita de que ela recebeu recursos desviados da Petrobras.

Os papéis são um dos principais indícios de que fornecedores da estatal pagavam propina por meio do doleiro, segundo interpretação da PF.

A Sanko é a maior fornecedora de tubos da Petrobras e tem contratos com empresas que trabalham na obra da refinaria Abreu e Lima, apontada pela PF como fonte de desvios. A OAS também atua nessa obra, em Pernambuco.

A Sanko confirma que fez depósitos no exterior, mas diz que são pagamentos de importação.

A obra de Abreu e Lima é apontada pela Operação Lava Jato como fonte de desvios feitos por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa, que foi um dos responsáveis pela refinaria, e Youssef são réus numa ação penal por conta das suspeitas de desvio, o que ambos negam.

Além do bloqueio na conta de Yousseff, a Suíça também reteve US$ 23 milhões (R$ 51,3 milhões) em 12 contas atribuídas a Costa e seus familiares.

Dilma diz que xingamentos na Copa não irão intimidá-la

A presidente Dilma afirmou nesta sexta-feira (13) que não vai se "intimidar" com as vaias e xingamentos que ouviu na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão. Para rebater o coro de ofensas, ela evocou lembranças do período em que foi torturada pelo regime militar.

"Na minha vida pessoal, enfrentei situações do mais alto grau de dificuldade. Situações que chegaram ao limite físico. Suportei não agressões verbais, mas agressões físicas", disse a uma plateia de operários e trabalhadores do sistema de trânsito do Distrito Federal, governado pelo petista Agnelo Queiroz.

"Não vou me deixar atemorizar por xingamentos que não podem ser escutados pelas crianças e pelas famílias", acrescentou Dilma, que falava em meio a gritos de apoio dos operários. A presidente falava sobre a Copa quando os ouvintes entoaram: "a taça do mundo é nossa, com a Dilma não há quem possa".

Sobre o evento da véspera, Dilma disse: "O povo brasileiro não age assim. O povo brasileiro não pensa assim e, sobretudo, o povo brasileiro não sente da forma como esses xingamentos expressam. O povo brasileiro é um povo civilizado e extremamente generoso e educado. Podem contar que isso não me enfraquece".

Durante o jogo de estreia da Copa, na quinta-feira (12), Dilma foi xingada e vaiada ao menos quatro vezes. "Ei, Dilma, vai tomar no c...", gritaram, em coro, os torcedores. A vaia começou na área VIP do estádio, mas se espalhou.

Ofensas à presidente são 'cretinice', diz Lula

Em um ato de desagravo à presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula entregou uma rosa branca à petista, chamou de "cretinice" os xingamentos destinados a ela durante a abertura da Copa do Mundo e disse que o momento foi "a maior vergonha que o país já viveu".

"Foi um ato de cretinice com o povo brasileiro, que está cansado de ser pisado e escanteado", disse nesta sexta (13) em evento do PT no Recife (PE), ao lado de Dilma.

O ex-presidente afirmou que a imprensa "incentivou o tempo inteiro essa reação da sociedade" e atribuiu os xingamentos à "elite" brasileira.

Na abertura da Copa, Dilma foi xingada por torcedores no estádio --ela havia decidido não discursar justamente para evitar as vaias.

PSDB lança hoje Aécio à Presidência como a 'mudança confiável'

O senador mineiro Aécio Neves será indicado oficialmente pelo PSDB neste sábado (14) como candidato à Presidência da República, numa convenção partidária em que se apresentará como opção de "mudança confiável" para os eleitores insatisfeitos com a presidente Dilma Rousseff.

A convenção tucana será realizada em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Estado governado pelos tucanos há quase duas décadas e onde a rejeição a Dilma é maior que em outras regiões do país.

Em seu discurso, Aécio planeja defender uma gestão "firme e transparente" da economia, fazendo ao mesmo tempo uma crítica à presidente e um aceno ao mercado financeiro e ao meio empresarial.

Empatado com Campos, Pastor Everaldo defende Estado mínimo

Everaldo Dias Pereira, 58, ou Pastor Everaldo (como se tornou conhecido), nasceu em casa, no Rio, em meio a um culto evangélico, e teve a avó, também evangélica, como parteira. Foi camelô, servente de pedreiro, office boy, corretor de seguros e, hoje, mesmo não tendo nunca se candidatado nem a vereador, afirma que será o próximo presidente da República.

O pré-candidato do PSC (Partido Social Cristão) à Presidência terá o nome confirmado neste sábado (14), em convenção do partido em São Paulo. "Acredito em milagres", disse, sobre sua afirmação de que subirá a rampa do Planalto em janeiro.

O pastor conseguiu se descolar um pouco do bloco dos nanicos após o ex-governador Eduardo Campos (PSB) sofrer uma queda na mais recente pesquisa do Datafolha e, com 7% das intenções de voto, empatar tecnicamente com ele, que tem 4%.

Pastor da Assembleia de Deus --do Ministério Madureira, um dos ramos da igreja pentecostal--, casado com a cantora gospel Ester Batista e pai de três filhos, Everaldo diz que irá se diferenciar de todos os outros candidatos por defender valores da família e um Estado mínimo.

Candidato do PV ataca Dilma, Aécio e Campos por silêncio sobre aborto

O candidato a presidente pelo Partido Verde, Eduardo Jorge, diz que os três principais concorrentes ao Palácio do Planalto lavam as mãos ao condenarem uma flexibilização da lei do aborto no país.

Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos "estão entrando como Pilatos na história. Estão lavando as mãos, porque não é essa a posição pessoal deles. Eles sabem muito bem do drama das mulheres", disse ele, que terá sua candidatura oficializada neste sábado (14) em Brasília.

 

O Estado de S. Paulo

Dilma diz não se abalar com ofensa verbal e cita agressão física sofrida na ditadura

Para Lula, ‘parte da imprensa incentivou’ xingamentos

PSDB lança Aécio e mira territórios governistas

Campos não pode exagerar na crítica, diz petista a jornal

Oposição unida no PT no maior estado do Nordeste

‘A polarização em São Paulo agora é com o PMDB’, diz Skaf

PF mapeia depósitos para doleiro na Suiça

Grupo acusado na Lava Jato nega repasses ilícitos a Youssef

 

O Globo

Aécio aposta em dissidências da base aliada de Dilma

Às vésperas da convenção nacional do PSDB que confirmará o senador Aécio Neves como candidato à presidência, o tucano, viveu clima de campanha em sua visita, na manhã desta sexta-feira, à cidade São João Del Rei, a 184 km de Belo Horizonte.

Em entrevista, ele disse que sua caminhada rumo ao Planalto se fortalecerá com as dissidências nos estados de partidos aliados à presidente Dilma Rousseff em nível nacional.

— No âmbito regional, a maioria dessas forças (PP, PMDB e PSD) estão se somando ao nosso lado. Elas querem mudanças. A presidente da República, com um esforço enorme com a oferta de cargos públicos a rodo hoje no Brasil, consegue ficar com mais tempo de TV, mas não ficará com o trabalho e com a crença desses partidos no seu projeto. Portanto, podem esperar que vamos ter dissidências cada vez mais amplas. Essas dissidências fortalecem a oposição porque elas representam o sentimento do Brasil, de uma mudança profunda — afirmou Aécio.

Lindbergh faz campanha ao lado de ex-assessor de Dirceu

Pré-candidato ao governo do Rio pelo PT, o senador Lindbergh Farias anunciou nesta sexta-feira, em Niterói, o apoio do prefeito da cidade e petista Rodrigo Neves para as eleições de outubro. Neves, no entanto, não participou do encontro realizado na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), que contou com a participação de secretários municipais da gestão do prefeito e de parlamentares.

Apesar de ser filiado ao PT, Rodrigo Neves era um dos principais apoiadores da pré-candidatura à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB. Ele organizou até um ato “pró-Pezão” na cidade.

Porém, os peemedebistas anunciaram o nome do deputado estadual Felipe Peixoto, do PDT, adversário político do prefeito em Niterói, como vice na chapa de Pezão. A decisão irritou Rodrigo Neves.

 

Nosso jornalismo precisa da sua assinatura

Continuar lendo