Jornais: Em negócio inusual, J&F vai gerir Delta sem pagar nada

Estrear na área da construção com a empresa de Fernando Cavendish é um risco que a J&F decidiu correr, já que não terá ônus, informa o Valor Econômico

VALOR ECONÔMICO

 

Em negócio inusual, J&F vai gerir Delta sem pagar nada

Em um dos mais intrigantes negócios do ano, a construtora Delta — que ocupa papel central na CPI sobre o contraventor Carlos Cachoeira e vê um portfólio de R$ 4 bilhões em obras públicas ruir com as denúncias — terá sua gestão transferida a um novo grupo que não gastará um centavo para assumir seu controle. A holding J&F Participações, controladora da JBS, processadora de carne bovina e neófita no setor de construção, passará a dirigir a empresa na próxima segunda-feira, sob condicionantes. A JBS tem o BNDES como um de seus maiores acionistas, com 31,4% do capital.

Nas atuais circunstâncias, estrear na área da construção com a empresa de Fernando Cavendish, dono de 80% do capital da Delta, é um risco que a J&F decidiu correr, já que não terá ônus. Ela mira as dezenas de obras para a Copa de 2014, os Jogos Olímpicos, o Programa de Aceleração do Crescimento e contratos com a Petrobras. Uma das dez maiores construtoras do país, a Delta tem apenas 1% de suas receitas provenientes de serviços ao setor privado.

Foi selado ontem o destino da carioca Delta Construções, empresa acusada de envolvimento nos escândalos de corrupção que têm como pivô o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além do senador Demóstenes Torres (ex-DEM). A holding J&F Participações, controladora da processadora de carne bovina JBS, assumirá a gestão da construtora na próxima segunda-feira e deve indicar hoje um novo presidente executivo para o seu comando.

Segundo fontes do grupo, o governo federal foi consultado sobre o negócio e "não se manifestou contra". "O governo não nos pediu nada, mas não se faz um negócio desse sem consultar Brasília", disse um executivo da J&F. O governo é, indiretamente, sócio da J&F, uma vez que o BNDESPar, o braço de participações acionárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), detém 31,4% das ações do JBS.

A J&F, da família Batista, com receita anual superior a R$ 55 bilhões, não desembolsou um centavo para assumir a gestão da Delta. Vai contratar nos próximos dias uma empresa de auditoria para verificar as contas e os contratos da construtora. Ao fim desse processo ou mesmo durante, decidirá se comprará ou não a companhia. Uma fonte estima que, se comprasse a empresa hoje, portanto, antes da auditoria, a J&F pagaria pouco menos de R$ 1 bilhão pelo negócio.

Pelo acordo fechado ontem, se decidir ficar com a Delta, a J&F honrará o pagamento da companhia com dividendos da própria construtora, gerados a partir da gestão que começará na segunda-feira. De acordo com a J&F, a Delta tem R$ 900 milhões em recebíveis, um portfólio de R$ 4 bilhões em quase duas centenas de obras públicas já contratadas e patrimônio líquido de R$ 1 bilhão.

Os novos gestores não estão preocupados, segundo assegurou um integrante do grupo ao Valor, com a possibilidade de o governo federal declarar a inidoneidade da Delta, por causa de seu suposto envolvimento em irregularidades. "Uma grande construtora brasileira passou dez anos como inidônea. Foi à Justiça e, ao fim desse prazo, ganhou a causa", lembrou uma fonte.

"Na pior das hipóteses, devolve-se a empresa", disse a mesma fonte, referindo-se à possibilidade de a auditoria encontrar problemas legais na Delta. Em comunicado divulgado na tarde de ontem, a J&F informou que contratou a consultoria KPMG para conduzir um "rígido processo de auditoria".

Planalto nega consulta e desaprova compra

O Palácio do Planalto não foi consultado e não aprova a compra da Delta Construções pela J&F, holding que controla o frigorífico JBS, maior empresa processadora de alimentos de origem animal. A Delta está no centro das denúncias de corrupção no esquema de Carlinhos Cachoeira e é responsável por diversas obras do PAC.

A expectativa da Presidência da República é de que nos próximos dias a Delta seja declarada "inidônea" pela Controladoria-Geral da União (CGU). Como tal, ela perderá todos os contratos com a administração pública federal.

"O governo é contra. Eles [J&F] vão pegar um mico!", disse ontem graduado assessor da presidente Dilma Rousseff. "Imagine! Logo ficaria para a sociedade que a empreiteira da CPI foi salva pelo governo com dinheiro do BNDES ", comentou.

Para Gurgel, críticas visam a imobilizá-lo

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, atribuiu a "pessoas que estão morrendo de medo do processo do mensalão" as críticas que vem recebendo por não ter aberto investigação contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) assim que recebeu, em 2009, o inquérito da chamada operação Vegas da Polícia Federal (PF). Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, o relator, Odair Cunha (PT-MG), decidiu ontem que pedirá, na sessão do dia 17, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Demóstenes Torres.

As declarações de Roberto Gurgel foram feitas durante o intervalo da sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF). "Há uma tentativa de imobilizar o procurador-geral da República para que não possa atuar, seja no caso do senador Demóstenes, seja preparando-se para o processo do mensalão, caso que classifiquei como talvez o mais grave atentado à democracia brasileira", disse Gurgel.

"É compreensível que pessoas ligadas a mensaleiros estejam interessados em acusações falsas para atacar o procurador-geral da República", acrescentou, sem especificar, no entanto, quem estaria por trás da suposta estratégia. Perguntado se o ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu poderia ser um dos responsáveis, ele se limitou a dizer: "Há, se não réus, protetores de réus interessados, pessoas com notórias ligações com os réus do mensalão".

Mensalão terá rito especial

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar ontem uma espécie de rito especial para o julgamento do mensalão - processo mais complexo que já chegou à Corte, com mais de 50 mil páginas detalhando o maior escândalo do governo Lula. Ao analisar uma questão de ordem, os ministros decidiram que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para sustentar, no plenário, as acusações contra os 38 réus envolvidos no caso. O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, disse que o julgamento deve durar de três a quatro semanas.

Em geral, os advogados dos réus e a Procuradoria-Geral da República (PGR) contam com apenas uma hora para fazer suas considerações no tribunal. Mas para os ministros do STF, se a regra prevalecesse no caso do mensalão, a PGR sairia em desvantagem: teria menos de dois minutos para tratar de cada um dos réus, enquanto cada advogado de defesa contará com uma hora para se pronunciar.

O ministro Ricardo Lewandowski lembrou que, no julgamento do caso do ex-presidente Fernando Collor, na década de 90, havia oito acusados. Na ocasião, disse Lewandowski, os integrantes do STF sentiram que o procurador-geral da República ficou em situação de inferioridade, pois foram oito horas de defesa contra uma de acusação.

Lei da Copa passa no Senado e vai à sanção presidencial

O plenário do Senado aprovou em votação simbólica, na noite de ontem, a Lei Geral da Copa com as regras para o Mundial em 2014 e a Copa das Confederações de 2013. A proposta vai para sanção da presidente Dilma Rousseff. Os senadores não fizeram alterações no texto votado na Câmara.

A proposta foi aprovada em plenário após acordo do governo com senadores, prevendo a manutenção do texto aprovado pelos deputados. Como houve dispensa de votação em comissões temáticas no Senado, os senadores Ana Amélia (PP-RS), Blairo Maggi (PR-MT), Francisco Dornelles (PP-RJ) e Vital do Rêgo (PMDB-PB), relatores da proposta, leram em plenário os respectivos pareceres favoráveis à aprovação.

O acordo para evitar alterações ao texto permitiu que a proposta não voltasse à Câmara. Havia a possibilidade de o texto não ser aprovado antes de o prazo máximo para a análise pelo Congresso, um ano antes da realização da Copa das Confederações, em junho de 2013.

A senadora Ana Amélia lamentou, entretanto, a urgência em aprovar a Lei da Copa sem a realização de um amplo debate no Senado. A senadora considerou que as polêmicas envolvendo as negociações com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deveriam ter sido discutidas à época da assinatura de contratos, em 2007.

Depósito judicial ajuda o superávit

Os depósitos judiciais continuarão inflando a arrecadação do governo federal neste ano. A Secretaria da Receita Federal estima que a contribuição desses depósitos será de R$13 bilhões, o que representa um aumento de cerca de 20% em relação a 2011 (R$ 10,8 bilhões). O recolhimento, num cenário de desaceleração do ritmo de arrecadação de impostos e contribuições, será grande aliado da área econômica para o cumprimento da meta de superávit primário. O volume esperado em depósitos judiciais equivale a 13,4% da economia prevista para o governo central, de R$ 97 bilhões. “O ritmo [dos depósitos judiciais] está muito mais forte neste ano”, informou uma fonte na área econômica. Esses depósitos são realizados após ordem judicial e servem para sustentar causas em discussão, isto é, ainda pendentes de decisão definitiva do Judiciário.

Massa salarial já subiu 6,2% no ano

No primeiro trimestre, a massa salarial nas seis principais regiões metropolitanas cresceu 6,2% acima da inflação em relação ao mesmo período do ano passado. O que explica o fenômeno são os setores que não sofrem com a concorrência externa, não sendo afetados diretamente pelo câmbio valorizado — entre eles a construção civil, na qual o aumento da massa salarial chegou a 7,9%. Na construção, o reajuste deste ano de 14,1% para o salário mínimo ajudou a impulsionar o rendimento real, que subiu 12,2% no primeiro trimestre, movimento também influenciado pela escassez de mão de obra.

Os números mostram a solidez do mercado de trabalho, o que deve garantir um impulso â demanda nos próximos meses, ainda que o nível elevado de endividamento de muitas famílias pareça limitar a capacidade de consumo. A massa salarial é a combinação da variação do nível de emprego com a da renda real (descontada a inflação).

Governo pode reduzir compulsórios

O governo pretende atender algumas demandas do setor bancário, elencadas em documento entregue recentemente pela Febraban ao Ministério da Fazenda. Não há como reduzir o compulsório de forma horizontal, mas o Banco Central pode diminuí-lo para uma ou outra linha de crédito, assim como a Fazenda pode baixar o IOF de forma mais seletiva, apurou o Valor.

O governo também poderá alterar a legislação para baixar o limite da taxa de juros nos financiamentos imobiliários firmados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, que é de até 12% ao ano mais TR. Seria uma forma de “forçar” os bancos a repassar aos clientes a redução do custo de captação de recursos a partir das mudanças feitas na caderneta de poupança.

UE pode abrandar metas de arrocho fiscal

Governos da zona do euro devem afrouxar a meta de déficit da Espanha em 2013, segundo autoridades envolvidas nas discussões. É um sinal de que pretendem abrandar um pouco a aplicação das rígidas normas fiscais do bloco.

Autoridades disseram que a flexibilização provavelmente não se limitará à delicada meta de déficit da Espanha. Entre outros países que podem se beneficiar no futuro está a França, que teria de efetuar cortes significativos para atingir a meta de déficit público em 2013, o que dificultaria a promessa de estímulo ao crescimento econômico do presidente eleito, o socialista François Hollande.

Concessão de rodovias pode ser prorrogada

O governo analisa a possibilidade de prorrogar o prazo dos primeiros contratos de concessão de rodovias federais firmados na década de 90, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O alongamento dos contratos seria uma forma de fazer com que as concessionárias que estão à frente dessas estradas assumissem obras que não foram previstas no início das concessões, mas que acabaram se tomando indispensáveis por conta do aumento de tráfego nos últimos anos. A dilatação dos prazos diluiria o pagamento dessas novas despesas, evitando que o custo extra fosse repassado para as tarifas de pedágio, onerando os usuários.

O ministro dos Transportes, Paulo Passos, diz que está analisando a situação e promete uma decisão rápida, já que muitas intervenções necessárias ainda aguardam uma definição do governo federal.

BNDESPar vale menos como sócio

Deixou de ser tão importante quanto era até dez anos atrás ter o BNDES como sócio. É o que mostra estudo de pesquisadores do Insper, segundo o qual não só a necessidade, mas também a vantagem de ter o banco de fomento como sócio diminuiu. A pesquisa, que analisou as empresas que integravam a carteira do BNDESPar — braço de participações do banco — entre 1995 e 2009, concluiu que no primeiro período analisado, até 2002, as companhias que tinham o BNDESPar como sócio tinham desempenho superior às demais, medido pelo Retomo sobre Ativos (ROA). Mas no período de 2003 a 2009 essa vantagem não se sustentou.

Mínimo tem poder de compra recorde

O salário mínimo ideal, calculado pelo Dieese, de R$ 2,3 mil, nunca esteve tão próximo do valor atual. O montante é 2,7 vezes maior que o mínimo vigente. Em 1994, início do real, essa relação era de 8,1 vezes.

Machado pode deixar a Transpetro

O ciclo do ex-senador cearense Sérgio Machado à frente da Transpetro parece estar chegando ao fim, após quase dez anos. Ele é um dos poucos remanescentes da antiga diretoria da Petrobras ainda no cargo.

Farmacêuticas terão R$ 5 bi

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) reestrutura o Profarma e vai colocar à disposição das indústrias farmacêuticas, a partir do segundo semestre, R$ 5 bilhões para financiar projetos de inovação e expansão.

Cade pune cartel em água oxigenada

O Cade impôs multa de R$ 133,6 milhões contra a Peróxidos do Brasil, do grupo Solvay Chemicals, por formação de cartel no segmento de água oxigenada. A outra acusada, Degusa, colaborou com as investigações e teve a punição extinta.

Caminhões chineses em Caruaru

O governo de Pernambuco anunciou ontem o fechamento de um acordo com a estatal chinesa Shaanxi Automobile Group para a instalação de uma fábrica de caminhões pesados no município de Caruaru, com investimento de R$ 1 bilhão.

Agrium desembarca no Brasil

A canadense Agrium, uma das maiores empresas de fertilizantes do mundo, comprou a Utilfertil, misturadora de Itapetininga (SP), e tem planos para mais aquisições no país. O valor do negócio não foi divulgado.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

 

Protetores de mensaleiros me atacam, diz procurador-geral

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que os ataques que sofre por não ter investigado Demóstenes Torres (ex-DEM) em 2009 partem de quem “está morrendo de medo do julgamento do mensalão".

Sem citar nomes, Gurgel disse ser “compreensível” que pessoas que buscam proteger os réus do mensalão, denunciados pela Procuradoria, queiram fazer ataques a ele e a ministros do STF, que julgarão o caso.

Gurgel usa escutas de 2009 contra senador

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, usou 22 gravações telefônicas da Operação Vegas da PF, de 2009, no pedido de abertura de inquérito contra Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) entregue em março deste ano.

A bancada governista na CPI do Cachoeira cobra Gurgel por não ter aberto inquérito contra Demóstenes na época. Ele disse em nota que o material não era suficiente para isso, e que o pedido poderia frustrar as investigações contra outros alvos da PF.

Em março, ao usar os diálogos de 2009, ele escreveu ao STF (Supremo Tribunal Federal): "Desde então, o senador Demóstenes Torres buscava atender com presteza os pleitos de Carlos Cachoeira."

Entre as gravações antigas, estão aquela em que o senador pede a Cachoeira para pagar R$ 3.000 em aluguel de táxi-aéreo e a discussão deles sobre legalização dos bingos.

Além das 22 gravações das Vegas, Gurgel mencionou outras 20 da operação mais recente, a Monte Carlo, em que Demóstenes aparece falando.

Eliane Cantanhêde

Contra fatos e contra fitas não há argumentos.

Cachoeira ordenou sequestro, diz delegado

No depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Raul Alexandre Souza revelou uma faceta violenta do grupo do empresário Carlinhos Cachoeira, citando "ampla sorte de crimes de natureza grave". Segundo o delegado, Cachoeira mandou sequestrar e grampear pessoas do seu grupo para punir traições.

A Folha teve acesso ao áudio do depoimento do delegado à comissão, em sessão reservada. "Em 19 de abril de 2009 um determinado funcionário foi sequestrado e mantido em cárcere privado em razão de desconfiança de Carlos Cachoeira de fraudes no recolhimento de máquinas caça níqueis", afirmou.

Conforme o delegado, os executores do crime foram o policial militar Jairo Martins de Sousa e o terceiro sargento da Aeronáutica Idalberto Martins de Araujo, o Dadá. A Folha não os localizou ontem.

De acordo com o delegado, o funcionário foi solto porque uma pessoa próxima a Cachoeira interfere "e consegue garantir a integridade" dele.

Souza relatou ainda que Cachoeira "se empenhou" para quebrar sigilo de seus funcionários para "verificar se algum deles pode ter envolvimento no assalto" à casa de um de seus gerentes.

Senado estende seguro-desemprego a toda doméstica

O Senado aprovou ontem projeto que estende aos trabalhadores domésticos não inscritos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) o direito ao benefício do seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa. O projeto também eleva o prazo máximo de recebimento do seguro para os inscritos.

Para ter direito ao benefício, no valor de um salário mínimo (hoje, R$ 622), os empregados têm de ter trabalhado como domésticos, e contribuído para o INSS, por um período mínimo de 15 meses nos dois anos anteriores à dispensa.

Para os trabalhadores não inscritos no FGTS, o projeto estabelece que o seguro poderá ser pago por até três meses. Para aqueles que são inscritos, e já têm, portanto, o recebimento do seguro garantido por lei, o projeto eleva o prazo de três para seis meses. O recolhimento do FGTS para o doméstico, hoje, é opcional pelo empregador.

Como foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o texto segue para análise da Câmara se não houver recurso para que seja também votado no plenário do Senado.

Kassab põe Metrô em "lista suja"por dívidas de IPTU

Por conta de dívidas de IPTU de imóveis desapropriados para prolongar a linha 5, a Prefeitura de São Paulo incluiu o Metrô na lista de maus pagadores, relata José Benedito da Silva. Com o “nome sujo”, a empresa fica impedida de receber verbas do município, que financia parte da obra. O Metrô alega não ser responsável por dívidas pré-desapropriações.

Câmara assume gasto pessoal de deputados com taxa de limpeza

Os deputados estão isentos de pagar a taxa de limpeza pública, de cobrança obrigatória aos moradores de Brasília, relata Erich Decat. A Câmara vai bancar para todos os parlamentares o pagamento do tributo, mesmo os atrasados. Neste ano, o gasto será de R$ 89,6 mil. A Casa alega que o custo operacional da cobrança da taxa (R$ 208 por ano) supera o seu valor.

A cúpula da Câmara decidiu baixar uma norma que isenta oficialmente os deputados federais de pagar um tributo cobrado pelo governo do Distrito Federal a seus moradores.

Os deputados já têm direito a moradia gratuita, em apartamento na região central de Brasília, ou ao recebimento de auxílio-moradia de R$ 3.000 mensais.

Com a nova norma, agora ficarão livres também oficialmente da Taxa de Limpeza Pública -que é de caráter obrigatório.

O dinheiro arrecadado com ela serve para os serviços de coleta, tratamento e destinação final do resíduo proveniente da limpeza pública.

A taxa passou a ser cobrada dos apartamentos funcionais da Câmara apenas a partir de 2008, e desde então vem sendo discutida na assessoria jurídica da Casa. Com isso, os parlamentares nunca a pagaram.

O ato da Mesa agora legaliza o "calote" e faz com que a Câmara absorva todas as dívidas de deputados em relação ao tributo.

Inflação supera expectativas e sobe em abril

Em plena ofensiva do governo pela queda dos juros, a inflação surpreendeu e voltou a subir em abril. O índice oficial (IPCA) teve alta de 0,64%, o triplo do registrado em março. O aumento foi impactado pela alta do preço de cigarro e remédio.

O dólar subiu e fechou a R$ 1,963, o maior valor desde julho de 2009.

Espanha estatiza 3º maior banco do país; desconfiança do mercado cresce

Obama defende casamento gay, e tema entra na corrida eleitoral

 

 

 

 

O GLOBO

 

Investigada por desvios, Delta ainda cobra R$ 1 bi de governos

No mesmo dia em que a J&F Holding confirmou que assumirá o controle da Delta Construções — investigada por desvios e alvo da CPI do Cachoeira —, o presidente-tampão do Conselho Administrativo da empreiteira, Carlos Alberto Verdini, afirmou que a empresa tem direito adquirido em relação a contratos assinados com o poder público e ameaçou ir à Justiça receber o dinheiro. Segundo ele, a Delta tem R$ 4,5 bilhões em 200 contratos com União, estados e municípios, e é credora de quase R$ 1 bilhão. A J&F Holding, que controla o frigorífico JBS, assumirá a gestão da Delta, mas só decidirá se compra a empreiteira após auditoria. O BNDES detém 31,41% da JBS, principal empresa sob controle da J&F Holding.

Míriam Leitão

O JBS vai fazer agora um grande favor ao governo e um grande negócio, ao mesmo tempo. Até então, o grupo tinha feito grandes negócios com favores do governo.

Procurador ataca ‘quem teme mensalão’

Criticado por membros da CPI do Cachoeira por não ter dado andamento às investigações da Operação Vegas, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, atacou: “Temos críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão.” Sem citar nomes, disse que há, por trás das críticas, se não os réus, os protetores dos réus.

Comissão de Ética criada por Cabral ameaça renunciar

Diante do fracasso dos partidos em formar um governo, a Grécia ficou mais próxima de uma nova eleição. O líder do Coalizão Esquerda Radical, Alexis Tsipras, se reuniu com representantes das principais legendas, mas não obteve apoio para sua proposta contra o programa de austeridade negociado com a União Europeia. A liderança na articulação política cabe agora ao Pasok, o partido socialista, mas o cenário mais provável é que o presidente Karolos Papoulias seja obrigado a designar um governo interino e convocar nova votação. A crise na Grécia voltou a afetar as bolsas.

Matthew Norman

Será uma ironia se a UE, criada sobre as cinzas do extremismo, reavivar tais forças com sua austeridade.

Enquanto isso, naquela ilha

com suas roupas e perucas tradicionais, os lordes da Câmara alta do Parlamento britânico aguardam o discurso de Elizabeth II, que anunciou a intenção do governo de tornar seus cargos eletivos.

Inflação dá salto e BC pode frear juro baixo

A inflação da meta, o IPCA, triplicou em abril, passando a 0,64%. Com isso, os analistas já temem que o Banco Central não tenha condições de continuar baixando os juros como o governo pretende. O BC enfrenta ainda o desafio de divulgar ou não o voto de seus diretores.

 

 

 

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

Procurador-geral vê réus do mensalão por trás de ataques

Alvo da base aliada na CPI do Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusou os réus do mensalão de serem os mentores dos ataques contra ele. Parlamentares envolvidos na investigação contra a organização criminosa chefiada por Carlinhos Cachoeira afirmam que o procurador-geral prevaricou, pois havia indícios das ações de Cachoeira e de seus elos com políticos desde 2009, na chamada Operação Vegas, da Polícia Federal. Sem apontar um responsável, Gurgel afirmou que é “notório” quem seria o principal interessado nas críticas, mas negou-se a responder se seria o ex-deputado José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o ‘chefe da quadrilha” que operou o mensalão. As críticas, insinuou o procurador, seriam uma estratégia de réus do mensalão para fragilizar a acusação e seus julgadores - ministros do Supremo Tribunal Federal.

Dora Kramer: Gente diferenciada

Roberto Gurgel é um alvo antecipado, assumida e calculadamente escolhido pelo PT.

Serra tem 31% e Haddad, 3%, na primeira pesquisa Ibope

A cinco meses da eleição, o candidato José Serra (PSDB) lidera a corrida pela Prefeitura de São Paulo, com 31% das preferências, de acordo com a primeira pesquisa Ibope para a eleição municipal. Celso Russomanno (PRB) aparece em segundo lugar, com 16%, seguido de Netinho (PCdoB), com 8%, Soninha Francine (PPS), com 7%, Gabriel Chalita (PMDB), com 6%, e Paulinho da Força (PDT), com 5%. Fernando Haddad (PT), o único na lista que nunca disputou eleições, tem 3%. O levantamento ouviu 805 eleitores entre os dias 5 e 7 em pesquisa estimulada, na qual os eleitores declaram a preferência após ler a relação de candidatos.

Inflação pelo IPCA triplica em abril e vai a 0,64%

A inflação oficial, medida pelo IPCA, triplicou de março para abril, passando de 0,21% para 0,64%. De acordo com o IBGE, a inflação de alimentos dobrou, mas cigarros, empregados domésticos e remédios, juntos, foram responsáveis por quase 40% do índice no mês. Em maio, os reajustes de energia elétrica, água e esgoto e táxi devem pressionar o IPCA.

Dólar preocupa o governo

Pela primeira vez desde julho de 2009, o dólar ultrapassou R$ 1,95 e já preocupa o governo por causa do efeito sobre inflação e atividade econômica.

Pressionado, Obama se diz favorável ao casamento

Barack Obama tornou-se o primeiro presidente dos EUA a apoiar o casamento entre homossexuais. Candidato à reeleição, Obama estava pressionado desde domingo, quando seu vice, Joe Biden, expressou seu apoio. Obama disse ter relutado porque considerava “suficiente” a união civil. O provável candidato republicano, Mitt Romney, disse que sempre foi contra e criticou Obama por mudar de opinião.

TCE suspende edital da USP por suspeita de direcionamento

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo suspendeu ontem o edital para licitação de R$ 62 milhões do sistema de iluminação do câmpus do Butantã da Universidade de São Paulo por suspeita de direcionamento a uma empresa. Após a decisão, a USP anunciou a revogação do edital.

Hollande e Putin vão à Rio+20

A presidente Dilma Rousseff telefonou para parabenizar François Hollande e Vladimir Putin pelas vitórias na França e na Rússia e os dois confirmaram presença na Rio+20.

Grávida é presa por não pagar pensão a ex

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Senado acaba com 14° e 15° salários

O projeto que põe fim à farra com o dinheiro do contribuinte foi aprovado, em plenário, por unanimidade. Como a benesse é paga também a deputados, a proposta, que só saiu da gaveta após denúncia do Correio, precisa ainda passar pela Câmara.

Remuneração de ministros do Supremo deve chegar a R$ 32.147

 

CPI do Cachoeira: Procurador negocia para depor por escrito

Assessores do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, negociavam ontem para que o depoimento do chefe à comissão se limite a um questionário, a ser respondido por escrito. Gurgel atribuiu críticas recebidas de integrantes da CPI a “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”.

Mensalão: STF define regras de julgamento

Em vez de uma, procurador-geral terá cinco horas para defender a condenação dos 38 réus no processo. Ainda não há data marcada, mas relator do caso estima que o julgamento vai durar três semanas.

Transporte: Dissolução do Grupo Amaral preocupa GDF

O governo teme que a penhora de bens, causada por litígio familiar, paralise investimentos do grupo em empresas de ônibus e prejudique o transporte público no DF.

Seguro contra desemprego para doméstica

Jogo beneficiente: Tchecos pedem "revanche" da final de 1962

Diplomatas da República Tcheca, entre eles o embaixador Ivan Jancarek, enfrentarão deputados brasileiros, hoje, no Bezerrão.

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