Jornais: Eduardo Campos diz que lei sobre o aborto já é ‘adequada’

“Como cidadão, acho que minha posição é a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”, afirmou o ex-governador de Pernambuco

O ESTADO DE S.PAULO

Campos diz que lei sobre o aborto já é ‘adequada’

Em Aparecida (SP), pré-candidato do PSB defende atual legislação sobre o assunto Opré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse ontem, durante visita ao Santuário Nacional de Aparecida (SP), ser contra a legalização do aborto. Campos, que aproveitou o domingo de Páscoa para visitar o centro de peregrinação de católicos de todo o País,defendeu a atual legislação e disse também que o tema será tratado com clareza em seu futuro programa de governo.

“Como cidadão, acho que minha posição é a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”, afirmou o ex-governador de Pernambuco, visivelmente constrangido após ser perguntando sobre o assunto, ao lado do anfitrião, o arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damaceno – presidente nacional da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo Campos, a “legislação brasileira já é adequada”. “Ela (a lei) já prevê as circunstâncias e os casos (em que o aborto é permitido) e eu não vejo razão para que se altere exatamente a legislação que o Brasil já tem”, disse o pré-candidato.

Campos garantiu que “a campanha deve ter no seu programa (de governo) posição clara” sobre a questão. “Vamos tratar esse tema na campanha como já tratei em outras campanhas que fiz. E já tenho posição pública sobre o tema.” Questionado sobre qual era essa posição, ele disse que, como “cristão, cidadão e pai de cinco filhos”, a sua vida já respondia à pergunta.

Horas depois do evento,Campos postou em sua página no Twitter que não fugirá de temas espinhosos na campanha. “Minha caminhada será assim, não fugirei dos temas espinhosos, nãofugirei dos debates, nem das perguntas. O Brasil saberá sempre o que penso sobre cada assunto”, escreveu o ex-governador, ao publicar que havia respondido a uma pergunta sobre aborto “com clareza e transparência”.

Para oposição, entrevista de Gabrielli que responsabiliza Dilma reforça CPI

Em uma semana considerada decisiva para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás, a oposição acredita que a entrevista do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli ao Estado reforça seus argumentos a favor de uma investigação no Congresso que apure negócios da empresa.

Na entrevista, publicada ontem, Gabrielli afirma que a presidente Dilma Rousseff não pode fugir de sua responsabilidade pela decisão da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos - operação iniciada em 2006 e concluída em 2012, após a Petrobrás perder uma batalha judicial com a empresa belga Astra Oil. A aquisição da refinaria localizada no Texas, ao custo final de US$ 1,2 bilhão, é a principal polêmica que envolve a estatal. Dilma, então ministra da Casa Civil, era a presidente do Conselho de Administração da empresa na época do negócio.

"O objetivo dela (a CPI) é exatamente determinar, sem qualquer pré-julgamento, qual é a responsabilidade de cada um nesse caso da refinaria de Pasadena e em outros episódios envolvendo a Petrobrás. A CPI não é uma demanda das oposições, como querem fazer crer alguns governistas, mas sim da sociedade brasileira", afirmou ontem ao Estado o pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves.

Renan vai contestar STF

Aliado do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), diz que vai apresentar recurso para que o plenário do STF analise o caso se Rosa Weber decidir pela instalação de CPI exclusiva sobre a Petrobrás.

PT deve dar posto de Vargas a ex-ministro

Luiz Sérgio conta com o apoio de 50 dos 88 deputados da bancada petista para ocupar a vice-presidência da Câmara

A ala majoritária da bancada do PT na Câmara decidiu indicar o nome do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), ex-ministro das Relações Institucionais e da Pesca, para suceder André Vargas (PT-PR) no cargo de vice-presidente da Câmara. Vargas abriu mão do posto na quarta-feira passada.

A reunião que selou o apoio da ala majoritária da bancada petista a Luiz Sérgio ocorreu poucas horas depois de Vargas formalizar a saída do cargo. Além do ex-ministro, a ala cogitava indicar o deputado José Guimarães (PT-CE).

Correntes minoritárias do PT apoiam o nome do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Derrotado por Vargas na disputa interna no início deste ano, Teixeira ainda não decidiu se vai entrar outra vez na disputa.

Nova lei reduz tempo de 'nanicos' na TV

Aprovada em 2013, minirreforma muda distribuição na propaganda eleitoral e legendas pequenas perdem até 2/3 de espaço no palanque eletrônico

A eleição de 2014 deve ser a última na qual os candidatos "nanicos" terão a seu dispor um tempo de propaganda no horário eleitoral desproporcional à importância de seus partidos. O acesso das legendas minúsculas ao chamado palanque eletrônico sofrerá uma redução drástica, de até 67%, graças a uma mudança na legislação - já aprovada, mas cujos prazos de vigência ainda estão em discussão pela Justiça Eleitoral.

Os "nanicos" têm acesso privilegiado à propaganda eleitoral por causa de uma regra na legislação que, até o ano passado, determinava que um terço do horário eleitoral fosse dividido igualmente entre todos os candidatos. Os outros dois terços eram rateados de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos ou coligações na Câmara dos Deputados.

A nova regra, porém, determina que apenas 11% do tempo, em vez de 33%, sejam divididos igualmente. Nada menos que 89% do horário eleitoral será rateado proporcionalmente ao peso dos partidos na Câmara.

 

O GLOBO

Planalto evita confronto com Gabrielli para conter CPI

Já oposição quer levar ex-presidente da estatal para depor na Câmara

Dilma ‘não pode fugir à responsabilidade’ por compra de Pasadena, disse executivo; para Aécio e Campos, cresce a necessidade de investigação

Em uma tentativa de conter a crise que pode levar à criação de CPI para investigar a Petrobras, o Planalto decidiu evitar o confronto com o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, que afirmou que a presidente

Dilma “não pode fugir da responsabilidade” na compra de Pasadena. A oposição diz que a declaração reforça a necessidade de CPI e tentará levar Gabrielli para depor na Câmara. “O desencontro de versões mostra cada vez mais a necessidade de que a verdade seja dita ao povo”, disse Eduardo Campos (PSB).

 

FOLHA DE S.PAULO

Paramilitar americano treina policial da Copa

A empresa americana Academi, que antes se chamava Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações antiterrorismo na Copa.

A Blackwater ficou conhecida por agir como um exército terceirizado dos Estados Unidos, com mercenários atuando nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

A empresa está envolvida em polêmicas. Ex-funcionários da Blackwater são acusados de terem matado 17 civis iraquianos no massacre da praça Nisour, em 2007.

Na semana passada, um grupo de 22 policiais militares e agentes federais brasileiros voltou de um treinamento de três semanas no centro da Academi em Moyock, na Carolina do Norte. O curso foi bancado pelo governo dos EUA e faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre as forças policiais dos dois países.

"O foco do programa é passar as experiências práticas vividas pelas tropas americanas no combate ao terrorismo. Por isso, fomos enviados, pois somos a tropa especializada que será empregada durante uma ameaça de ataque terrorista em São Paulo", disse à Folha o tenente Ricardo Bussotti Nogueira.

Após missa, Campos se diz contra aborto

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, defendeu ontem a legislação brasileira sobre o aborto. Em evento em Aparecida (180 km de São Paulo), Campos disse que, "como cidadão e cristão", é contra práticas que interrompam a gravidez.

"Acho que a legislação brasileira é adequada e, como cidadão, minha posição é a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto", afirmou, depois da missa de Páscoa no Santuário Nacional de Aparecida.

Ao lado do cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o ex-governador disse que a lei "já prevê as circunstâncias e os casos [em que a gravidez pode ser interrompida sem configurar crime]" e que não vê razão para que esses termos sejam alterados.

O socialista não quis falar de política e disse que seu programa de governo terá "posição clara" sobre o aborto. Questionado acerca de sua posição pessoal a respeito do tema, o pernambucano declarou: "Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta."

Durante a missa, Campos ficou no altar com a mulher, Renata, e o filho Miguel, de dois meses; seus outros filhos estavam na primeira fila de cadeiras do santuário, que recebeu cerca de 25 mil fiéis.

Cinco pessoas separavam o pernambucano de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.

Após fim da greve da PM, violência segue elevada na BA

Três dias após o fim da greve da Polícia Militar da Bahia, os números da violência na Grande Salvador seguem acima da média.

Das 19h de sábado até as 19h de ontem, o centro de dados da PM registrou dez homicídios na região. A média diária na capital é de cinco casos, em períodos normais.

A greve durou de terça a quinta-feira, período em que foram registrados 52 homicídios. Nos três dias após o fim da greve, foram 45 --mas pode haver subnotificação.

No sábado, a Folha apurou que parte da PM realizou a chamada "operação tartaruga", como retaliação à prisão do líder grevista Marco Prisco, soldado e vereador em Salvador pelo PSDB.

Pré-candidatos empatam entre quem os conhece

Os candidatos a cargos públicos costumam repetir que agora ainda é cedo para analisar o cenário eleitoral, pois a maioria dos brasileiros ainda não está conectada à disputa de outubro e poucos eleitores conhecem neste momento todos os principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto.

É tudo verdade. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer "bem" ou "um pouco" os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Nesse universo, embora a margem de erro do levantamento se torne bem maior por causa do número pequeno de entrevistados, o resultado final é muito diferente daquele apurado quando é considerado o total da amostra do instituto.

No cenário testado apenas com eleitores que conhecem os três principais candidatos, Campos fica com 28%. É seguido por Dilma, com 26%. Aécio pontua 24%.

Os três estão tecnicamente empatados. É que a margem de erro sobe para cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. No âmbito geral da pesquisa, essa margem chega a apenas dois pontos percentuais.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, faz um alerta: "Os eleitores que conhecem os três candidatos são os que mais acessam o noticiário, ou seja, são os mais escolarizados, de renda mais alta etc. Nada indica que o eleitor típico de Dilma, ao conhecer Aécio e Campos, deixará de votar nela".

Senador do PMDB flerta com PSDB para sucessão no Ceará

Quase sem espaço no grupo do governador Cid Gomes (Pros-CE), o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) tem ido atrás de diferentes partidos para tentar viabilizar seu nome na sucessão estadual.

Líder do PMDB no Senado, Eunício inclui na busca sondagens até ao PSDB, que faz oposição a Cid e ao PT.

O senador tenta atrair o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) para a vaga ao Senado de sua chapa.

O movimento é visto com bons olhos pelo presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), que mira a formação de um palanque forte no Ceará para sua candidatura à Presidência --em 2010, Dilma teve mais de 2,1 milhões de votos a mais que José Serra (PSDB) no Estado.

Everaldo Pereira: O pensamento que o brasileiro espera

Chegou a hora de dizer não ao aparelhamento do Estado e à tentativa de construir uma hegemonia que enfraquece a democracia

O PSC (Partido Social Cristão) vem surpreendendo a sociedade brasileira nos últimos anos. Em 2011, anunciou que teria candidatura própria à Presidência da República. Em 2013, o partido assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados tornando-a um instrumento de debate sobre questões controversas.

No último dia 8 de abril, reafirmou o compromisso assumido em 2011 com o lançamento oficial da nossa pré-candidatura à Presidência da República e com a apresentação da nossa Carta de Princípios e Diretrizes para o Brasil.

A nossa essência política é o conservadorismo. Muitas vezes mal compreendida, é uma das filosofias mais abrangentes e a que melhor traduz os sentimentos naturais do ser humano, pois ser conservador é trabalhar em busca do bem comum e da dignidade humana. Ser conservador é respeitar os valores humanos e a tradição, inovando-a, e defender a liberdade individual como direito inegociável.

 

CORREIO BRAZILIENSE

Brasília 54 anos - Uma cidade feita de céu

Primeira cidade moderna a se tornar patrimônio da humanidade, Brasília divide opiniões. Há quem goste e quem não goste da sua arquitetura moderna e do seu projeto urbanístico singular. Agora, quando se trata do céu, é quase impossível existir alguém que não goste. E não é para menos. Ao conceber a capital da República, Lucio Costa ficou tão impressionado com o firmamento que o incorporou ao Plano Piloto. “Como parte integrante e onipresente da própria concepção urbana — os ‘vazios’ são por ele preenchidos; a cidade é deliberadamente aberta aos 360 graus do horizonte que a circunda”, escreveu. Nada mais verdadeiro, como os leitores poderão conferir nesta imagem da capa do Correio e ao longo das 32 páginas do suplemento especial que o jornal publica hoje em homenagem aos 54 anos da metrópole que floresceu no cerrado.

Debate sobre aborto chega cedo à campanha

Na celebração da Páscoa em Aparecida (SP), Eduardo Campos diz que, "como cidadão e cristão", é contra a interrupção da gravidez

Um tema que já virou recorrente e rendeu grandes polêmicas em campanhas eleitorais apareceu mais cedo este ano. O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) se posicionou ontem contra o aborto durante visita no domingo de Páscoa a Aparecida (SP), o principal ponto de peregrinação católica do país. O ex-governador classificou a legislação brasileira como “adequada” e disse que “como cidadão e cristão” é contra a interrupção da gravidez. No país, o aborto só é permitido em casos específicos, como quando há risco de vida para a mãe e gestação de anencéfalos.

Na campanha eleitoral de 2010, o tema entrou na pauta dos então candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no fim do primeiro turno da disputa, realizado em 3 de outubro. No horário eleitoral já para a segunda etapa de votação, ocorrida em 31 de outubro, o tucano disse sempre ter condenado o aborto e afirmou ter valores cristãos. Por sua vez, Dilma, a vencedora da disputa, desmentiu acusações do adversário de que seria favorável à interrupção da gravidez e que vinha sendo vítima de “campanha caluniosa”.

O aborto só deixou de orbitar a disputa do segundo turno quando alunas da mulher de Serra, Mônica Serra, relataram que a professora contou ter interrompido uma gravidez no período em que o casal estava no exílio, no Chile, em 1973. A justificativa para o aborto, ainda conforme a aluna da mulher de Serra, teria sido a ditadura. Mônica Serra era professora de dança na Universidade de Campinas (Unicamp) e revelou a história em sala de aula em 1992.

Em Aparecida, Campos afirmou não conhecer ninguém que seja a favor do aborto. Ao lado de dom Raymundo Damasceno, cardeal e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o ex-governador lembrou que a lei brasileira “já prevê as circunstâncias e os casos em que é permitido interromper a gravidez sem que seja considerado crime” e que não vê razão para que esses termos sejam alterados. O pré-candidato disse que o programa de governo de sua campanha terá “posição clara” sobre o aborto.

Nanicos capazes de atrapalhar Dilma

Pouco representativos nas pesquisas de intenção de votos, candidatos sem expressão nacional são uma das esperanças da oposição para levar a eleição ao segundo turno. Somados, eles podem chegar a 5%

Individualmente, eles não têm nenhuma expressão eleitoral. Nas pesquisas de intenção de voto são geralmente representados por um traço ou baixíssimos índices percentuais. Juntos, podem ser responsáveis por levar a eleição presidencial ao segundo turno. Nas eleições deste ano, as chamadas candidaturas nanicas já são representadas por pelo menos oito nomes. É um dos maiores números desde o pleito de 1989, a primeira eleição direta para presidente após a redemocratização, quando 15 nanicos entre os 22 candidatos tentaram chegar ao Palácio do Planalto, a exemplo do folclórico Enéas Carneiro, falecido em 2007.

Naquele ano, a soma dos percentuais de todos eles chegou a 5,5%. De acordo com as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, os nanicos de 2014 estão no mesmo patamar. Os índices somados variam entre 4% e 5%. Os principais adversários da presidente Dilma Rousseff, o mineiro Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), apostam no crescimento do pré-candidato do PSol, o senador Randolfe Rodrigues (AP), para chegarem ao segundo turno.

Planalto perde apoio na base

Sob a pressão das denúncias envolvendo a Petrobras e da queda nas pesquisas, Dilma vê diluir no Congresso o suporte dos aliados

A oposição chega do feriado prolongado amanhã disposta a aumentar a pressão pela instalação da CPI da Petrobras. E o cenário para buscar a investigação está como o de um dia de sol para uma piscina: queda na avaliação da presidente Dilma Rousseff, população clamando por alguma mudança — o que, por si só, traz embutida uma tendência de eleição em dois turnos — e, acima de tudo isso, as suspeitas cada vez mais volumosas de negócios escusos do governo na área do petróleo. Diante desse quadro desfavorável, a própria base aliada vai se afastando. Em conversas reservadas no feriadão, seus integrantes fizeram chegar ao Planalto que a CPI virá. Só não se sabe se ampliada ou focada apenas na Petrobras. Essa decisão estará a cargo da ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber.

Os governistas concluíram por esses dias que a carga sobre a estatal não vai parar nem o discurso de que a oposição pretende destruir a empresa surtiu efeito para conter a crise. Tampouco a audiência da presidente da empresa, Graça Foster, estancou a pressão pela investigação. Graça, ao dizer que a compra da Refinaria de Pasadena foi “um mau negócio”, fez um contraponto às afirmações do ex-diretor Nestor Cerveró, o defensor da operação. Ou seja, as dúvidas continuam. Para completar o desfile de ambos em comissões do Congresso, as notícias sobre mais um deputado enroscado na rede da Operação Lava-Jato — Luiz Argollo (PP), que teria recebido o doleiro Alberto Yousseff em sua casa em Brasília — deixam os congressistas em um cenário cada vez mais estreito para evitar a CPI em ano eleitoral, quando todos estarão em teste nas urnas.

Aécio será orador em Ouro Preto

Orador oficial da 63ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, hoje, em Ouro Preto, o senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à Presidência da República, deve fazer um discurso forte, com críticas ao governo federal e propostas para melhorar o país. Na solenidade, serão agraciadas 240 personalidades e entidades que contribuem ou contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país.

“Estarei em Ouro Preto tendo o privilégio de ser o orador oficial do 21 de abril pela primeira vez. Como governador, tive a oportunidade de convidar personalidades de todo o Brasil para estarem lá. É um momento também de eu dar uma palavra a partir de Minas, inspirado em Minas, para o Brasil. Eu pretendo fazer um pronunciamento que aponte alguns caminhos importantes para o resgate de alguns valores que estão em falta no Brasil”, disse Aécio. Este ano, a solenidade coincide com o aniversário dos 30 anos do movimento Diretas Já e os 25 anos da Constituição do Estado.

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