Jornais: Dilma sai à frente na disputa pelos palanques do Nordeste

Petista deve ter candidaturas aliadas estruturadas nos nove Estados e dois nomes na disputa majoritária em pelo menos quatro (Maranhão, Ceará, Alagoas e Paraíba)

Folha de S. Paulo

Dilma sai à frente na disputa pelos palanques do Nordeste

A presidente Dilma Rousseff (PT) largou na frente na montagem de palanques de apoio na região Nordeste, reduto eleitoral do governador de Pernambuco e possível adversário em 2014, Eduardo Campos (PSB).

A petista deve ter candidaturas aliadas estruturadas nos nove Estados e dois nomes na disputa majoritária em pelo menos quatro (Maranhão, Ceará, Alagoas e Paraíba).

Campos planeja lançar candidatos em todos os Estados da região, mas sem perspectiva de duplo apoio em nenhuma praça.

Aécio Neves (PSDB-MG) deverá contar com nomes aliados nos nove Estados, mas os tucanos enfrentam dificuldades para montar palanques sólidos nos maiores eleitorados.

Anúncio de verba revela eficiência, diz petista

A presidente Dilma Rousseff rebateu ontem, em evento para liberar R$ 3,7 bilhões em obras de mobilidade no Paraná, a afirmação de que tem intensificado a agenda de anúncios nos últimos meses.

Na terça a Folha mostrou que Dilma ampliou o número de eventos nos últimos dois meses, liberando R$ 34,5 bilhões para obras de mobilidade --quase o dobro do bimestre anterior. As verbas anunciadas ontem em Curitiba são o sétimo anúncio bilionário desde setembro.

O período coincide com a ascensão da dupla Eduardo Campos e Marina Silva, do PSB, no cenário eleitoral.

STF aceita pedido para extraditar ex-premiê de ilha na América Central

A segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a extradição do ex-premiê das ilhas Turks e Caicos, Michael Misick. Ele é acusado pelo governo do Reino Unido --do qual as ilhas da América Central fazem parte-- de corrupção e formação de quadrilha.

Segundo a acusação, Misick cobrou propina de construtoras que atuam no setor hoteleiro das ilhas.

A extradição não será imediata. O STF ainda terá que publicar a decisão no Diário Oficial da Justiça, quando será aberto prazo de cinco dias para recursos. Se for mantido, o pedido irá para a presidente Dilma Rousseff, responsável pela última palavra nesses casos.

O Estado de S. Paulo

Dilma anuncia pela 2ª vez recurso para mesma obra

Em sua quarta viagem ao Paraná neste ano, a presidente Dilma Rousseff reuniu ontem tucanos e petistas no mesmo palanque para anunciar, em Curitiba, investimentos em obras do metrô que já tinham sido prometidos em 2011, mas nunca saíram do papel.

Em outubro daquele ano, a presidente organizou um grande evento no Parque Barigui, na região norte da capital, para dizer que o governo federal liberaria R$ 1 bilhão a fundo perdido (sem necessidade de devolução). A obra estava orçada em R$ 2,25 bilhões e o então prefeito, Luciano Ducci (PSB) era aliado do governador tucano Beto Richa. Na ocasião, o ato foi interpretado no meio político paranaense como o lançamento informal da candidatura de Gleisi Hoffmann (PT), ministra-chefe da Casa Civil, ao governo do Estado.

Marina é 'sombra' de Campos, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem em Brasília que a ex-ministra Marina Silva é "sombra" do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assim como o ex-governador José Serra é a "sombra" do senador Aécio Neves (PSDB) na disputa pelo Palácio do Planalto,em 2014. "Eu já fui essa sombra (da presidente Dilma Rousseff), mas não sou mais. E, se encherem muito o meu saco, vou voltar em 2018", disse o petista em encontro com aliados.

Lula participou ontem de uma série de eventos no Congresso sobre os 25 anos da Constituição. Em encontro fechado com senadores da base da presidente Dilma Rousseff, avaliou que Campos pode ter problemas por causa da aliança feita com Marina. "O Eduardo não sabe o tamanho da encrenca em que se meteu", disse aos líderes do PTB e do PR no Senado durante um almoço, no qual apareceu acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo de São Paulo.

Aécio afirma ser contra mandato no BC

O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência, senador Aécio Neves, afirmou ontem que não considera necessária a aprovação de uma lei para fixar mandatos para diretores e presidente do Banco Central. O assunto foi retomado na sexta-feira, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-ÁL), defendeu a votação até o final do ano de um projeto que garantiria a autonomia funcional ao banco.

"Eu acho que ela (a autonomia funcional) não precisa de um regramento legal. Ela pode ser exercida, como em parte vem sendo feita hoje, pelo governo", disse o tucano, antes de evento no Senado em comemoração aos 25 anos da Constituição. Para Aécio, a autonomia do Banco Central tem de ser preservada e a condução da política monetária pela instituição pode ser feita "independente de mudança na legislação".

Campos viaja para se apresentar como presidenciável na Europa

Depois de se apresentar para empresários e setor produtivo do Brasil, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato à Presidência da República pelo PSB, tem prevista uma série de encontros pela Alemanha e Inglaterra entre amanhã e 9 de novembro.

Campos se encontrará com políticos e empresários dos dois países. A visita tem como objetivo atrair investimentos estrangeiros para o Estado, mas servirá também para que ele se apresente no exterior como possível competidor das eleições presidenciais do ano que vem.

O Globo

Dilma critica violência contra periferia

A presidente Dilma Rousseff lamentou ontem a morte do jovem Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, vítima de um tiro no tórax após uma abordagem da Polícia Militar no domingo, na Zona Norte de São Paulo. A morte provocou protestos e violência em São Paulo. Pelo Twitter, Dilma prestou solidariedade à família da vítima: "Foi com tristeza que soube da morte do jovem Douglas Rodrigues, de apenas 17 anos, na Zona Norte de SP. Nesta hora de dor, presto minha solidariedade a sua família e amigos" escreveu. "Assim como Douglas, milhares de outros jovens negros da periferia são vítimas cotidianas da violência. A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil"

Em busca de apoio, Dilma tenta acordo com PMDB

A presidente Dilma Rousseff decidiu atuar pessoalmente para assegurar a presença do PMDB em sua chapa à reeleição no próximo ano. Em encontro na segunda-feira com o vice-presidente Michel Temer, que também é presidente nacional do partido, Dilma decidiu que irá conversar pessoalmente nas próximas semanas com o governador Sérgio Cabral e com os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Vital do Rêgo (PMDB-PB), que controlam três dos diretórios estaduais mais importantes, para a manutenção do apoio.

A presidente deve receber cada um individualmente seguindo a estratégia que vem sendo defendida por Michel Temer, que se esforça para esvaziar o movimento dentro do PMDB em defesa de uma pré-convenção, em março, na qual seriam definidas as condições objetivas para a manutenção da aliança com o PT.

Funcionário do STF que desviou dinheiro da Caixa é finalmente notificado da sentença

Para evitar o constrangimento de ser intimado dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), o analista judiciário ítalo Colares de Araújo decidiu comparecer à 10^ Vara Federal em Brasília, onde finalmente foi notificado sobre a sentença que o condenou a 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro. A presença do servidor do Supremo na vara da Justiça Federal ocorreu após um sumiço de mais de quatro anos.

Desde a sentença, em 2009, ítalo adotou a estratégia de fornecer endereços errados à Justiça, o que o impedia de ser intimado, apesar de bater ponto na mais alta instância do Judiciário brasileiro. Depois de O GLOBO revelar a história no último dia 20, o juiz federal titular da 10^ Vara, Vallisney de Souza Oliveira, determinou a intimação "com urgência" no STF. O servidor se antecipou e encerrou a sucessão de sumiços.

Comissão da OEA adverte Brasil sobre risco à liberdade de expressão

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) advertiu ontem o Brasil de que a manutenção dos crimes de desacato, injúria, calúnia e difamação no Código Penal, de 1940 e em revisão no Congresso, representa um risco ao exercício pleno da democracia e à liberdade de expressão, por criminalizar a opinião, de cidadãos em geral e de jornalistas em particular. O órgão reiterou que, na jurisprudência do

Sistema Interamericano, disputas sobre a veracidade de acusações e a intenção e o dano de suposto ataque à honra devem ser circunscritas à esfera civil e respeitar p critério de proporcionalidade para evitar excessos em punições, banir a ameaça de prisão e inibir o uso da Justiça como instrumento para silenciar críticas.

Correio Braziliense

Atraso na reação contra o vandalismo

Depois de quatro meses, finalmente, os governos federal, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo decidiram sentar para traçar uma ação conjunta de combate à ação dos black blocs nas manifestações cada vez mais frequentes no país. O aumento da violência, tendo como pico o fechamento da Rodovia Fernão Dias na última segunda-feira, aliada às cenas impressionantes da agressão ao coronel da PM Reynaldo Simões Rossi, na sexta-feira passada, na capital paulista, levaram o Planalto a dar o sinal verde para que a conversa entre os entes federados saísse do plano virtual e passasse para o concreto.

Uma década de Bolsa Família

A menos de um ano da disputa ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff participa, na manhã de hoje, ao lado de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, de uma cerimônia para marcar os 10 anos do Bolsa Família. No auditório do Museu da República, os petistas apresentarão em seus discursos os resultados positivos do programa de transferência de renda — a principal vitrine do governo PT.

A cerimônia contará também com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, um representante da Associação Internacional de Seguridade Social (Issa) e de um beneficiário do programa. Um documentário sobre o Bolsa Família, do cineasta Sérgio Machado, também será apresentado.

Lula recebe homenagem por texto que rejeitou

O Congresso homenageou ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter participado da elaboração da Constituição de 1988, embora ele tenha feito parte do grupo de petistas que, na época, votou contra o texto aprovado. Em discurso durante o evento, Lula admitiu que a versão do PT para a Carta Magna não era a melhor e que ele teria dificuldades para governar o país, caso tivesse sido aprovada. O ex-presidente aproveitou ainda para defender a política organizada em uma tentativa de atrair a simpatia dos manifestantes de junho para o PT.

Os jornais também destacam hoje as seguintes notícias publicadas ontem pelo Congresso em Foco:

Renan quer votar passe livre para estudantes até dezembro

Senado homenageia ex-presidentes nos 25 anos da Constituição

Visita de Lula gera confusão na Câmara

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