Jornais: deputado do PT provoca Joaquim contra condenações do mensalão

André Vargas, vice-presidente da Câmara, reproduz gesto feito por petistas presos na presença do relator do caso

FOLHA DE S.PAULO

Provocação

André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, reproduz gesto feito por petistas presos no mensalão na presença de Joaquim Barbosa, presidente do STF. O gesto adotado pelos petistas presos no processo do mensalão, e que virou símbolo da campanha contra o resultado do julgamento, foi reproduzido ontem no plenário da Câmara na presença do relator do caso, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa.

Sentado ao lado do ministro na Mesa, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), ergueu o punho cerrado em alguns momentos da sessão de reabertura dos trabalhos legislativos.

Esse foi o gesto tanto do ex-presidente do PT José Genoino quanto do ex-ministro José Dirceu quando ambos se entregaram à Polícia Federal. A partir daí, passou a ser reproduzido por petistas nas redes sociais. "Foi o símbolo de reação dos nossos companheiros que foram injustamente condenados. O ministro está na nossa Casa. Na verdade, ele é um visitante, tem nosso respeito, mas estamos bastante à vontade para cumprimentar do jeito que a gente achar que deve", afirmou Vargas.

Em meio à tensão mundial, Dilma vê economia no rumo

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 3,13%, maior desvalorização desde julho. O índice atingiu seu menor patamar também em sete meses. Todas as suas 72 ações caíram. As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras recuaram 5,8%, para R$ 13,85, o menor valor desde 2005.

Ações também caíram nos EUA, na Europa e no Japão, após a divulgação de que o crescimento do setor de serviços da China desacelerou em janeiro para o menor nível em cinco anos. Agravou as perdas a divulgação de que a atividade manufatureira dos EUA cresceu em ritmo menor, o que levantou incertezas sobre a retomada da economia do país. (...)

O Brasil já vinha subindo a taxa básica, a Selic, mas uma recente pressão por um ritmo maior na alta dos juros passou a preocupar o governo. Em reação à crise de confiança dos investidores, a presidente Dilma foi enfática na mensagem de reabertura dos trabalhos do Congresso.

Ela assegurou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise e alfinetou os países desenvolvidos afirmando que ninguém pode reconstruir a economia mundial isoladamente     Com estiagem, Campinas corre risco de racionar água neste mês

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O ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, aumentou em 19,7% os gastos com publicidade da pasta em 2013 em relação a 2012

Coutinho deixou filme inacabado sobre o universo adolescente

Sepultado ontem, o cineasta Eduardo Coutinho, 80, deixou em fase de pós-produção o documentário "Palavra", feito a partir  de entrevistas com alunos de escolas públicas do Rio

Metrô teve prejuízo de R$ 800 mi, diz promotor

O promotor Marcelo Milani quer que as empresas que reformam trens do Metrô de São Paulo devolvam cerca de R$ 800 milhões, valor que ele considera ser o prejuízo em razão de superfaturamento nos contratos. Se não houver essa devolução em 90 dias, Milani diz que vai entrar com uma ação judicial pedindo a dissolução das companhias.

O pedido de dissolução é baseado no Código Civil, que prevê essa possibilidade para companhias que não cumprem as suas finalidades.

Milani também afirmou que pedirá que as empresas contratadas do Metrô entreguem o mais rápido possível dez trens que estão em seus pátios para reforma.

Sete empresas fazem as reformas, entre as quais Siemens, Alstom e Bombardier. Elas ganharam uma licitação de R$ 2,5 bilhões para modernizar 98 trens do Metrô. O promotor obteve um acordo com o governo estadual e o Metrô pelo qual a reforma dos trens ficará suspensa também por 90 dias. O Metrô diz ter aceitado a suspensão para colaborar com as investigações.

Filho e neta de Alckmin ficam no meio de tiroteio na capital

Um dos filhos do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Thomaz, 30, foi cercado anteontem à noite por quatro criminosos e acabou no meio de tiroteio entre os bandidos e policiais que fazem sua segurança. Ele estava com a filha de nove anos

 

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Por Pedrinho, por Leo, pela paz, pela vida

O repúdio dos brasilienses à escalada do crime reacendeu a necessidade de se adotarem medidas para o Distrito Federal superar o desafio da violência. A questão não se resume à operação tartaruga, movimento considerado ilegal pela Justiça. Especialistas e integrantes de conselhos comunitários defendem mais ações de segurança, o fim da impunidade e investimentos para reduzir a desigualdade social. Vítima de uma troca de tiros na Estrutural, o menino Pedro Henrique Pereira, de 5 anos, morreu na madrugada de ontem. Ele e Leonardo Monteiro, assassinado na quarta-feira em Águas Claras, estão entre os mais de 70 brasilienses que perderam a vida este ano em razão da insegurança pública.

PMs ameaçam vigiar os políticos

Pressionados pela Justiça, grupos de policiais trocam a “tartaruga" pela operação-padrão e prometem fiscalizar e multar autoridades nas ruas.
Deboche aos Poderes

Prestes a ir para a cadeia, João Paulo Cunha (PT-SP) se uniu a militantes acampados em frente ao STF para protestar contra o mensalão. Na mesma hora, no Congresso, durante a sessão de abertura do ano legislativo, o deputado André Vargas (PT-PR) repetiu, diante do ministro Joaquim Barbosa, o gesto que marca a reação dos petistas condenados.

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A morte de Eduardo Coutinho reabriu a ferida: com o fim dos manicômios, não há política pública para tratamento do transtorno psíquico. Cineastas, alunos, admiradores acompanharam o sepultamento do documentarista ontem à tarde no Rio de Janeiro.

Ibovespa é arrastado por onda de pessimismo

Notícias negativas vindas da China e dos EUA aumentaram a desconfiança dos investidores com os países emergentes e derrubaram a Bolsa de São Paulo. A queda ontem foi de 3,13%. O déficit recorde na balança comercial brasileira também aumentou o nervosismo do mercado.

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