Jornais: consultorias eram tráfico de influência, suspeita Polícia Federal

Operação Lava Jato apura negócios de Paulo Roberto Costa com fornecedoras da Petrobras

O ESTADO DE S.PAULO

Consultorias eram tráfico de influência, suspeita Polícia Federal

Operação Lava Jato apura negócios de Paulo Roberto Costa com fornecedoras da Petrobrás

A Polícia Federal rastreia consultorias milionárias que o engenheiro e ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa - alvo da Operação Lava Jato - fechou com empresas contratadas pela estatal. A PF suspeita que Costa exerceu tráfico de influência na Petrobrás e abriu as portas para empresas às quais ele próprio prestava assessoria.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o ex-diretor, associado ao doleiro Alberto Youssef, o Primo, suposto operador de um esquema de lavagem de dinheiro, destinava parte das comissões que recebia a título de consultoria para custear campanhas eleitorais.

Documentos recolhidos na primeira etapa da missão e a interceptação de e-mails de Youssef reforçam a suspeita de que a organização por eles integrada repassava valores para deputados e partidos políticos, entre os quais o PP e o PMDB. A Lava Jato foi desencadeada dia 17 de março para estancar lavagem de R$ 10 bilhões, segundo estimativa da PF. Youssef e Costa estão presos em caráter preventivo.

Dilma acusa oposição de ‘campanha política’ contra Petrobrás

Graça Foster vai ao Congresso para afastar CPI

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, participa hoje de uma sessão conjunta das comissões de Assuntos Econômicos e de Fiscalização e Controle do Senado a fim de tentar esvaziar a necessidade de abertura de uma CPI para investigar suspeitas que pesam sobre a estatal de petróleo. Convidada também para falar, hoje, numa comissão da Câmara, Graça Foster cancelou essa participação.

A estratégia dos governistas é protelar a abertura da investigação no Congresso. Na semana passada, os senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se valeram do argumento de que é necessário aguardar uma resposta do Supremo Tribunal Federal para defender que a decisão sobre a CPI da Petrobrás fosse adiada.

Tucano chora ao falar de seu indiciamento

O pré-candidato do PSDB ao governo mineiro, Pimenta da Veiga, chorou ontem ao citar seu indiciamento pela Polícia Federal, durante uma palestra a empresários de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.

O tucano é suspeito de lavagem de dinheiro por ter recebido, em 2003, R$ 300 mil da SMPB, uma das agências de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Pimenta da Veiga alega que o dinheiro recebido se referia a pagamentos por serviços de advocacia. Ele só declarou o recebimento em 2005, após a CPI dos Correios, que investigou o mensalão federal, identificar o depósito.

O tucano disse esperar que o governo Dilma Rousseff não "persiga adversários". Pimenta da Veiga voltou a classificar a iniciativa da PF como uma "ação político-eleitoral" orquestrada pela oposição em Minas. O inquérito do qual o pré-candidato é alvo foi aberto no ano passado, como um desmembramento da denúncia do mensalão mineiro.

Casal 'tapioca-açaí' vai apostar fichas na 'esperança' de 2002

A chapa de Eduardo Campos e Marina Silva vai usar o mote da "esperança" que tanto embalou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, em 2002, na disputa presidencial. A estratégia ficou evidente ontem, quando Marina foi apresentada oficialmente como vice, em aliança definida por ela como "casamento de tapioca com açaí".

O plano da dupla é centrar fogo na presidente Dilma Rousseff e no PT, mas poupar Lula. Campos e Marina batem na tecla de que uma alternativa é possível no Brasil para romper a "bipolaridade política" entre o PT e o PSDB e resgatar a "esperança".

Em jantar com Aécio, PMDB lança chapa “Aezão” no Rio

Reunidos pelo presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, líderes de alguns partidos da base do governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição, formalizaram nesta segunda-feira apoio ao tucano Aécio Neves na disputa pela Presidência da República e lançaram a chapa "Aezão": Aécio-Pezão.

Em jantar de quase três horas com Aécio, 45 parlamentares, prefeitos e dirigentes partidários prometeram trabalhar pela vitória do tucano no terceiro maior colégio eleitoral do País. "Quero repetir o que ouvi hoje, que vamos ganhar com o Aezão", disse o Aécio na saída do jantar, em um restaurante da zona sul.

 

O GLOBO

PF indiciará ex-diretor da estatal, doleiro e outras 26 pessoas

A Polícia Federal concluirá até quinta-feira o inquérito da Operação Lava-Jato, com o indiciamento das 28 pessoas presas nas duas fases da ação policial que investiga desvios de pelo menos R$ 10 bilhões para o exterior. O número de indiciados pode até aumentar, segundo os delegados que preparam o relatório final, com a inclusão de outras pessoas que não foram presas e cujos nomes surgiram ao longo das investigações.

As 15 pessoas que continuam presas preventivamente, entre elas o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, deverão permanecer na prisão. Nesta semana, eles devem ser transferidos para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, no interior do Paraná.

O relatório da PF será enviado ao juiz federal Sérgio Moro e ao Ministério Público Federal. O MPF vai analisar o documento da PF e decidir se oferece denúncia ao juiz. Aceita a denúncia, todos se transformam em réus e aguardarão presos pela sentença. Os presos da Lava-Jato serão indiciados por evasão de divisas, manutenção de contas não declaradas no exterior, operações não autorizadas pelo sistema de câmbio, desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e financiamento ao tráfico de drogas. Este último crime deve ser imputado aos quatro doleiros presos na operação, sobretudo a Carlos Habib Chater, de Brasília, que foi flagrado financiando traficantes.

Eduardo Campos diz que Brasil parou no governo Dilma

PSB formaliza chapa para eleições deste ano. Partidários avaliam que lançamento oficial vai permitir que a campanha deslanche

Em um evento para cerca de mil pessoas, o PSB formalizou nesta segunda-feira a chapa do ex-governador Eduardo Campos como candidato à presidência tendo a ex-senadora Marina Silva como sua vice. A aliança começou a ser costurada seis meses atrás, quando a Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina, não conseguiu ser oficializada como um partido político pelo Tribunal Superior Eleitoral. A formalização da chapa tem como objetivo principal tentar acelerar o processo de transferência de votos da senadora para o ex-governador, que ainda não conseguiu crescer significativamente nas pesquisas eleitorais.

— O Brasil perdeu o rumo estratégico. Dizia que ia para um lado e ia para o outro. Foi perdendo seus fundamentos macroeconômicos, na inclusão social. E a gente viu que esse processo nos conduziu ao cabo de três anos a um diagnóstico que é voz corrente: o Brasil parou, o povo perdeu a fé. E nós não podemos deixar o povo brasileiro desanimar da nossa luta — afirmou.

Em um discurso de mais de meia hora, Marina deixou claro que nem todos os problemas da aliança já estão superados e que a construção da parceria com Campos vem sendo um longo processo, mas ressaltou que não deixaria de aceitar ser vice por vaidade:

No Rio, Aécio diz que Dilma tem que ‘devolver limpo’ o macacão da Petrobras

Pré-candidato tucano esteve na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, respondeu na tarde desta terça-feira, no Rio de Janeiro, às acusações da presidente Dilma Rousseff, que afirmou em Pernambuco que a oposição está empenhada em ‘ferir’ a imagem da Petrobras. Na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Aécio disse que Dilma deve devolver “limpo” o macacão da empresa.

— Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT, que estabeleceu o aparelhamento através da irresponsabilidade, que resulta na prisão de diretores em operações da Polícia Federal — disparou o tucano.

Para Aécio, que mais cedo esteve em Salvador, o caminho correto é Dilma pedir desculpas aos brasileiros, aos servidores da empresa e aos trabalhadores que investiram seus recursos nas ações da Petrobras. O senador mineiro disse que, se esses trabalhadores que investiram anteriormente compraram R$ 100 em participações da empresa, hoje eles teriam R$ 35, pois houve uma desvalorização de 75% dos papéis da estatal.

Dilma defende Petrobras e acusa adversários de tentar destruir imagem da estatal

Ao lado da presidente, Graça Foster diz que acredita mil vezes na Petrobras

Em Pernambuco, elas participaram da cerimônia de lançamento do navio Dragões do Mar

Com a Petrobras no centro de uma crise política, a presidente Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fizeram, nesta segunda-feira, uma enfática defesa da estatal durante a cerimônia de lançamento do navio Dragões do Mar, no Estaleiro Atlântico Sul em Ipojuca, Pernambuco. Dilma acusou seus opositores de estarem usando a crise para destruir a imagem do que ela classificou como uma empresa do tamanho do Brasil. E pediu o apoio dos funcionários e da população brasileira em defesa da empresa.

- Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, eu defenderei em qualquer circunstância e com todas as minhas forças a Petrobras. Não transigirei em combater qualquer ação criminosa, tráfico de influência, ou ilícito de qualquer espécie - disse a presidente aos funcionários do Estaleiro Atlântico Sul.

Antes, Graça Foster, em rápido discurso, reafirmou que acredita na estatal.

— Nós acreditamos na Petrobras. Nós acreditamos na Petrobras. Nós acreditamos mil vezes na Petrobras.

 

FOLHA DE S.PAULO

Sob pressão do PT, deputado afirma que vai renunciar

Desgastado depois que uma operação da Polícia Federal apontou sua ligação com um bilionário esquema de lavagem de dinheiro, o deputado federal André Vargas (PT-PR) afirmou ontem que renunciará hoje ao mandato.

Dizendo-se "condenado" sem provas pela imprensa e sugerindo que as "12 mil gravações" feitas pela PF na Operação Lava Jato ainda têm muito a revelar, o petista ficou isolado dentro do PT, que o pressionava a renunciar.

"São 12 mil gravações. Tem muita gente lá. Tem muito empresário, e a imprensa não trata as pessoas como supostamente envolvidas", disse Vargas ontem, ao comentar sua decisão, antecipada pela Folha. Questionado se poderia apontar essas pessoas, respondeu: "Não sou desses".

Vargas começou a cair em desgraça há duas semanas, quando a Folha revelou que fizera uma viagem de férias com a família num jatinho pago pelo doleiro Alberto Youssef, personagem central do esquema investigado pela PF.

A polícia encontrou indícios de que Youssef se associou ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para fazer negócios com construtoras e fornecedores da empresa estatal e distribuir dinheiro a políticos que apóiam o governo no Congresso. Os dois estão presos.

Dilma reage e diz que 'nada vai destruir' a Petrobras

A presidente Dilma Rousseff procurou ontem desqualificar os esforços que a oposição tem feito para investigar suspeitas que envolvem os negócios da Petrobras, acusando seus adversários de tentar "destruir" a empresa.

Numa cerimônia de inauguração de dois navios petroleiros no porto de Suape (PE), Dilma fez uma defesa enfática da estatal e criticou a oposição, seguindo a linha proposta há uma semana pelo seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma prometeu investigar irregularidades na Petrobras e punir com rigor os responsáveis, mas disse que não ficará "calada" diante da "campanha negativa por proveito político" que, afirmou, é movida contra a estatal.

Na semana passada, Lula criticou a CPI proposta pela oposição para investigar a Petrobras no Congresso e sugeriu que os petistas fossem "para cima" dos seus adversários contra a iniciativa.

Os aliados do governo no Congresso conseguiram barrar a CPI da Petrobras, propondo a criação de outra CPI, mais abrangente, para tirar o foco da estatal e investigar temas que possam criar constrangimento para a oposição.

Polícia Federal investiga gerente da estatal

Virmondes Pereira é o primeiro servidor da ativa da Petrobras a aparecer na Lava Jato

Um gerente da Petrobras que assinou contrato investigado pela Polícia Federal foi um dos alvos da segunda fase da Operação Lava Jato.

Na Petrobras desde 1980, Virmondes Alves Pereira é gerente-geral de Construção e Manutenção de Poços da área de Exploração e Produção e foi obrigado a depor na Polícia Federal na última sexta.

Ele é o primeiro servidor da ativa da estatal a aparecer na investigação da PF, que apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo doleiros.

Virmondes foi alvo do chamado "mandado de condução coercitiva" --mesma medida expedida pela Justiça em março, na primeira fase da Lava Jato, contra o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

A PF suspeita que Virmondes, que trabalha numa unidade da Petrobras em Macaé (RJ), atuou no contrato milionário da estatal com a empresa EcoGlobal, com sede na mesma cidade.

Deputado pediu favor a ex-diretor de estatal

Simão Sessim (PP) escreveu a Paulo Roberto Costa para tentar intermediar contratos de empresa de amigo com a Petrobras

Depois de confirmar as tratativas, parlamentar disse que fizera apenas visita de cortesia e que Costa não pôde ajudá-lo. Integrante da cúpula da Câmara dos Deputados, o deputado Simão Sessim (PP-RJ) pediu uma "valiosa ajuda" para o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato.

Sessim, que é o segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara, pediu que uma firma indicada por ele obtivesse contratos com "grandes empresas" e a Petrobras.

"Por ocasião da visita que lhe fiz em seu escritório acompanhado do deputado Dudu da Fonte [PP-PE] e do senador Ciro Nogueira [PP-PI], cometi a ousadia de pedir sua valiosa ajuda para a Empresa NIL Locações Ltda, que pertence a um grande amigo", disse Sessim em e-mail.

Comentários de Sheherazade são proibidos pelo SBT

Emissora atribui decisão ao "cenário" criado em torno da âncora, que defendeu justiça com as próprias mãos. Medida vale para todos os jornalistas do canal; apresentadora foi criticada por suas opiniões conservadoras

A apresentadora Rachel Sheherazade, do "SBT Brasil", não poderá mais emitir opinião no telejornal, segundo nota divulgada pelo SBT.

A âncora voltou ontem de férias, depois de ter negado rumores de que fora afastada da emissora por causa da polêmica em que se envolveu em fevereiro.

Na ocasião, ela defendeu a ação de um grupo que amarrou um assaltante a um poste. Também convocou quem fosse crítico daquela atitude a "adotar um bandido". A decisão do SBT de impedir comentários opinativos vale para todos os jornalistas. Foi tomada em decorrência "do atual cenário" em torno da apresentadora, diz a nota.

"Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil", diz o texto.

Comentários nos telejornais serão feitos apenas em editoriais, que serão identificados com uma tarja na tela. Ao apresentar uma reportagem sobre um assalto na edição de ontem do telejornal, Sheherazade disse que a cena era "revoltante". Não fez mais comentários.

A Folha apurou que ela foi surpreendida por uma reunião com a direção da emissora na tarde de ontem.

A âncora reclamava aos colegas que se sentia pressionada, e que não sabia sobre o que poderia opinar ou não.

Durante as férias dela, a direção da emissora decidiu que a funcionária deveria parar de dar sua opinião.

 

CORREIO BRAZILIENSE

Escândalos na Petrobras antecipam briga eleitoral

Oposição acusa o PT de transformar a estatal em caso de polícia. Dilma defende gestão

Inflamada por suspeitas de irregularidades que sacodem a maior estatal do país, a campanha para presidente da República já começou. “Não vamos permitir que a Petrobras se transforme em caso de polícia. Aos erros, a lei", disparou Eduardo Campos (PSB), em Brasília, ao anunciar Marina Silva como vice na chapa em que concorrerá ao Planalto. Presidenciável tucano. Aécio Neves também abriu fogo. "Diziam que privatizaríamos a Petrobras. O que eu quero é reestatizar a Petrobras, tirá-la das garras do partido que a ocupou para fazer negócios", fulminou. A presidente Dilma acusou a oposição de fazer “campanha negativa” contra a companhia, mas prometeu investigar "malfeitos”. "De quaisquer pessoas, das mais graduadas às menos graduadas", afirmou.

"O que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor. O que tiver de ser punido vai ser punido também com o máximo de rigor"

Dilma Rousseff ao inaugurar navio plataforma em Pernambuco

"O Brasil não pode achar normal uma empresa como a Petrobras, que, em 2010, valia R$ 458 bilhões, valer hoje R$ 185 bilhões"

Eduardo Campos ao anunciar Marina Silva como candidata

"Está na hora de a presidente devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT”

Aécio Neves ao apoiar chapa de oposição ao governo da Bahia

Sob pressão, petista pivô de crise renuncia

André Vargas deve abrir mão hoje do mandato. Deputado é suspeito de ser sócio do doleiro que operava esquema de distribuição de dinheiro a partidos da base aliada.

Trabalho infantil é cena comum em portos do país

De tão corriqueira, a exploração da mão de obra de crianças e adolescentes em zonas portuárias já não choca nem nativos nem turistas. É o que mostra hoje a série de reportagens “Cais do abandono".

Reguffe quer desistir de candidatura

O deputado federal do PDT diz que foi maltratado pela direção do partido, mesmo após conseguir o apoio da legenda à chapa encabeçada por Rollemberg (PSB) ao GDF. O pedetista, agora, cogita não concorrer a nenhum cargo.

O deputado Luiz Antônio Reguffe conseguiu o aval do PDT para disputar o Senado na chapa encabeçada por Rodrigo Rollemberg (PSB). Reunidos na manhã de ontem, dirigentes da legenda decidiram autorizar a aliança com o senador, que é pré-candidato ao Palácio do Buriti. Na semana passada, Reguffe havia anunciado apoio a Rollemberg, sem obter previamente o aval do partido, o que gerou críticas dos diretórios regional e nacional do PDT. Setores da legenda defendiam uma coligação com o PT, do governador Agnelo Queiroz. Mas, cientes da popularidade de Reguffe, que foi o deputado proporcionalmente mais bem votado do Brasil em 2010, os pedetistas liberaram a coligação defendida pelo parlamentar. Reguffe, entretanto, agora cogita não ser candidato a nada. Ele reclama do tratamento recebido dentro do PDT.

Participaram da reunião de ontem o presidente regional, Georges Michel, o senador Cristovam Buarque, a distrital Celina Leão, além do ex-deputado Fábio Barcellos. Depois da deliberação, eles telefonaram para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que também autorizou a união. O grupo divulgou nota conjunta após o encontro. “O PDT-DF, juntamente com a direção nacional do partido, em nome da unidade, apoia integralmente a decisão do deputado Reguffe de disputar o Senado em uma aliança na chapa do PSB”, diz o documento.

O presidente do PDT-DF explicou que a legenda não vai se envolver na negociação de alianças. “Isso está 100% sob a responsabilidade do Reguffe. Podemos ajudar ou participar, se for necessário, mas caberá a ele negociar com os demais partidos que vão compor essa chapa alternativa”, comentou Michel. “Concluímos que a liderança do Reguffe, não só dentro do partido, mas na sociedade, é forte e tem que ser prestigiada”, justificou.

#vaitrabalhardeputado: Verba distrital é de dar inveja

Com orçamento de R$ 404,5 milhões por ano, a Câmara do DF custa mais do que a maioria das assembleias estaduais.

VALOR ECONÔMICO

Pacote de R$ 3 bi do BNDES apoia mercado de capitais

Para estimular o mercado de capitais, o BNDES anuncia hoje um programa de investimento de R$ 3 bilhões. Do total, R$ 2 bilhões serão destinados a fundos que compram participações acionárias em empresas médias e grandes ("private equity") e também de pequeno porte ("venture capital")

Por falta de gás, térmicas estão paradas

Em meio ao risco de racionamento de energia, duas usinas térmicas acionadas em caráter emergencial - Cuiabá e Uruguaiana - estão sem produzir por falta de gás natural

Fator lança fundo para resíduo sólido

Após dois anos de estudos, o Banco Fator vai lançar um fundo de participações ("private equity"), direcionado inicialmente a investidores institucionais, com foco em empresas do setor de coleta e transformação de resíduos sólidos

Beleza de negócio

O brasileiro Mauro Schnaidman, à frente da Jafra, empresa americana de venda direta de cosméticos, espera chegar a US$ 1 bilhão de faturamento em cinco anos, com crescimento orgânico e aquisições na América Latina e Ásia

Conexões aumentam em Congonhas

Números obtidos pelo Valor por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que 25,3% dos usuários de Congonhas, em São Paulo, no ano passado, não tinham a cidade como ponto de partida ou chegada da viagem. Estavam em busca de conexões

Pagamento da Petrobras por trading visava ganho fiscal

Documentos internos da Petrobras, obtidos pelo Valor, contrariam a versão da estatal e de seu ex-presidente José Sergio Gabrielli, de que, dos mais de US$ 1,23 bilhão gastos direta e indiretamente na compra da refinaria de Pasadena, US$ 340 milhões se referiam a estoques

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