Jornais: consequência do mensalão, país sofre pressão para punir empresas corruptas

De acordo com O Globo, países ricos querem que o Brasil cumpra convenção que define punição a empresas envolvidas com corrupção. Demais jornais destacam a guerra no Oriente Médio

O GLOBO

Ecos do mensalão: Brasil sofre pressão para punir empresas corruptas
Países ricos querem que governo cumpra convenção e aprove lei rígida sobre o tema. No Congresso, é forte o lobby contra o endurecimento da legislação; empreiteiras temem o efeito do julgamento no Supremo. O Brasil sofre pressão para aprovar lei que prevê até a extinção de empresas adeptas do suborno para ganhar contratos públicos. O governo assumiu o compromisso em 2000, ao assinar uma convenção da OCDE, entidade que reúne 34 países, a maioria ricos. A OCDE ameaça recomendar às empresas de seus países que não negociem com as brasileiras. Deputados dizem que o lobby das empreiteiras contra o projeto aumentou com o julgamento do mensalão e a nova interpretação para condenar corruptos.

Esplanada em expansão: Em 10 anos, Ministério quase dobrou
De 2002 a 2012, quase dobrou o total de ocupantes da Esplanada dos Ministérios. Há 10 anos, eram 21, somando, além dos ministros, os secretários com status ministerial. Em 2012, a Esplanada tem 38 titulares. O 39º ministério, o da Micro e Pequena Empresa, está prestes a ser ocupado pelo PSD.

A epidemia se espalha: Crack já preocupa interior do estado
Droga que assola as ruas da capital, o crack já chegou a quase todos os municípios do Rio. Dados mostram que as apreensões tiveram aumento de 620% em seis anos. Beltrame defende a internação compulsória.

Efeitos da crise: Saldo comercial em marcha a ré
Com a crise global e a baixa competitividade de produtos nacionais, o comércio exterior brasileiro terá retrocesso de dez anos em 2012, com saldo abaixo de US$ 20 bi, dizem consultorias. Para 2013, pode cair a US$ 13 bi.

Israel destrói o QG do Hamas na Faixa de Gaza
Premier Ismail Haniyeh diz que ataque não vai dobrar o movimento palestino; vizinhos tentam cessar-fogo. Na quarto dia da Operação Coluna de Fumaça, Israel bombardeou e destruiu o prédio onde funcionava o escritório do premier do Hamas, Ismail Haniyeh, em Gaza. O edifício estava vazio, e Haniyeh disse que o ataque não fará o movimento esmorecer. Ontem houve centenas de bombardeios israelenses a Gaza, e os palestinos continuaram disparando foguetes contra Israel. Capitaneados pelo Egito, países da região se mobilizaram para tentar um cessar-fogo.

Artigo: Conflito interessa aos dois lados. Adrian hamilton, colunista do 'Independent'

Um mar de oportunidades
As praias do Rio não são apenas beleza e diversão. Os negócios na orla carioca geram hoje cerca de 20 mil empregos diretos e um faturamento de R$ 1,4 bilhão por ano.

Cultura com cota
Em semana repleta de eventos afro, o MinC lança editais para a cultura negra que geram discussão entre artistas.

FOLHA DE S. PAULO

Dilma usa BNDES para ajudar Estados e cidades
Governo amplia crédito recorrendo a banco de fomento à produção. Com dificuldades de caixa, o governo de Dilma Rousseff passou a recorrer ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para socorrer Estados e municípios. O banco federal é destinado a fomentar a produção. Em menos de três anos, o volume de crédito do BNDES comprometido com governos regionais saltou de R$ 10 bilhões para mais de R$ 17 bilhões, mostra levantamento feito pela Folha. A tendência é de crescimento ainda mais acelerado. Só neste ano, foram criadas linhas de crédito no valor aproximado de R$ 30 bilhões. Numa ação mais inusitada, a gestão petista ofereceu neste mês aos governadores até R$ 129 bilhões em financiamentos do banco, nos próximos 16 anos. É uma tentativa de acordo em torno da nova proposta de reforma tributária, pela qual o dinheiro do BNDES faria parte de um fundo regional para compensar Estados pobres prejudicados pela mudança na repartição da receita do ICMS.

Governo de SP também deu verba a jornal que não existe
O governo paulista também destinou verba de publicidade oficial a jornais que não existem, a exemplo da administração federal. Entre 2008 e 2010, a gestão de José Serra (PSDB) repassou R$ 309,1 mil para publicações fictícias. O valor é mais do que o dobro do gasto pelo Planalto com jornais inexistentes. O governo de São Paulo afirma que a responsabilidade é da agência de publicidade.

Israel aumenta ofensiva e destrói sede do Hamas
Israel ampliou sua ofensiva na faixa de Gaza e destruiu o quartel general do grupo islâmico Hamas. No local, o primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, recebeu anteontem o premiê egípcio, Hisham Qandil, que tenta obter um cessar-fogo. Ao menos 39 palestinos e três israelenses morreram desde quarta-feira.

'Impunidade sofreu tranco’, diz Ayres Britto sobre mensalão
O ministro Ayres Britto, que presidiu o julgamento do mensalão, diz que o STF foi corajoso ao vedar atitudes antijurídicas. Em entrevista, ele afirma que o PT e o PSDB “perderam o que os gregos chamam de Deus dentro da gente, entusiasmo.”

Rodoanel tem arrastão; chacina deixa 5 mortos
Um grupo armado com me­tralhadoras e espingardas calibre 12 fez um arrastão na madrugada no Rodoanel Mário Covas. Um ônibus da Viação Cometa que ia para Curitiba foi invadido pelo bando. São Paulo teve a maior chacina no ano, com cinco mortos em Cidade Ademar, na zona sul. No município, ao menos oito pessoas foram assassinadas na noite.

José Eduardo Cardozo
Sistema prisional não deixará de ser medieval.

Carreiras: Estrangeiros enfrentam falta de escola bilíngue para filhos

O ESTADO DE S. PAULO

Israel destrói prédio do alto comando do Hamas em Gaza
Escritório do primeiro-ministro do grupo foi derrubado; tropas israelenses se concentram para invasão por terra. Aviões de Israel bombardearam ontem durante a madrugada o escritório em Gaza do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh. Ninguém se feriu. O prédio do Ministério do Interior, um quartel-general da polícia e um centro de treinamento do grupo islâmico, entre mais de uma centena de alvos, também foram atingidos na ofensiva. Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, falou sobre a mudança de estratégia, de alvos individuais para edifícios do governo: “Está claro que o próprio Hamas não faz distinção entre sua máquina terrorista militar e sua estrutura de governo”, disse. Do outro lado, 30 foguetes foram lançados de Gaza e três soldados se feriram. Israel autorizou a mobilização de 75 mil reservistas para uma possível invasão por terra.

Novo apoio
Livre da ditadura de Hosni Mubarak e sob governo islamista, Egito emerge como potência mais próxima do Hamas, no lugar de Irã e Síria.

Falta de sondas para o pré-sal ameaça metas de produção
Atrasos na contratação de sondas de perfuração e de embarcações ameaçam comprometer as metas da Petrobrás, já reduzidas em 2012, após oito anos sendo cumpridas. Pressionada a elevar a produção, a estatal corre para garantir equipamentos necessários ao plano de multiplicar por dez a produção do pré-sal até 2020, informam Sabrina Valle e Sergio Torres.

Violência: famílias destruídas
Enquanto o Estado diz que a violência está sob controle, a guerra não declarada entre polícia e PCC continua a tirar vidas - sete pessoas foram assassinadas só na madrugada de ontem. Uns morreram confundidos com policiais. Outros, porque estavam no lugar errado. Dez famílias expõem sua dor.

Aliás
Ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa diz em entrevista que segurança é também uma questão de urbanismo. Em artigos, Fernando Salla, da USP. Daniel Hirata (UFRJ) e Vera Telles (USP) e Renato Lima e Samira Bueno, do Fórum de Segurança, discutem a atual onda de violência.

Fidelidade da Câmara a Dilma cai ao menor nível
A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta a fase de menor apoio na Câmara desde que tomou posse. A taxa média de governismo dos maiores partidos da base está no nível mais baixo nos 23 meses de Dilma no Planalto: 65%. Das últimas 10 votações nominais, ela perdeu 4. A fidelidade a Dilma vem caindo semestre a semestre. É menor agora do que foi no início de 2012, segundo o Basômetro, ferramenta online de acompanhamento de votações do Estadão Dados.

Repatriação de dólares na Ilha de Jersey pode demorar

Inglês: No país dos monoglotas
A baixa proficiência de inglês no Brasil expõe deficiências no sistema de ensino. Mesmo com uma grade curricular que contempla ao menos oito anos de aulas do idioma, durante a educação básica, o País ficou em 46º lugar num ranking que levou em conta 54 países. Um teste nas ruas de São Paulo comprovou essa realidade.

CORREIO BRAZILIENSE

O poder sob bombas
No quarto dia de batalha entre as forças militares de Israel e os palestinos do Hamas, os ataques se concentraram em pontos estratégicos e em alvos simbólicos, ligados aos dirigentes na Faixa de Gaza. Mísseis israelenses destruíram o gabinete do premiê Ismail Haniyeh. Musheer Elmasri, um dos líderes do Hamas, fala ao Correio e promete enviar “encomendas" a Israel em caso de invasão.

Crise Europeia: Dilma critica duramente a austeridade
Ao falar na Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado, realizada em Cádiz, na Espanha, a presi­dente afirmou que a estratégia de contenção fiscal adotada pelos países europeus não é a saída para a crise. Ela receita políticas de investimento público e privado, acompanhadas de programas sociais.

Fundos de Investimento: Como fugir dos perigos
Brasileiros têm R$ 2,1 trilhões nesses tipos de aplicação, mas não sabem que eles rendem pouco e ainda são arriscados.

A cidade que corre o risco de sumir
Se o STF impedir o uso do amianto no país, o município goiano de Minaçu (a 365 km do DF) pode desapare­cer. Ele vive da explo­ração do minério.

Até vizinho vira fiscal de servidor
A transparência na di­vulgação dos salários do funcionalismo per­mite que alguns deles, de vida luxuosa, se­jam denunciados ofi­cialmente à CGU.

O sofrimento de Oscar Niemeyer
O sábado terminou como começou para o arquiteto, que está internado no Rio há 16 dias: o funcionamento dos rins, prejudicado por uma he­morragia digestiva, continuava afe­tado até o fechamento desta edi­ção. Mesmo fragilizado, ele teria conversado com a mulher, Vera, so­bre detalhes relacionados a proje­tos editoriais e arquitetônicos.

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