Joaquim condena três réus por lavagem de dinheiro

Relator encerra o item 7 da denúncia votando pela culpa dos ex-deputados Paulo Rocha e João Magno e o ex-ministro Anderson Adauto

O relator do mensalão, Joaquim Barbosa, encerrou o voto do item 7 da denúncia, sobre o crime de lavagem de dinheiro, com a condenação de três réus. Para ele, os ex-deputados Paulo Rocha (PA) e João Magno (MG) e o ministro dos Transportes Anderson Adauto são culpados por terem tentado ocultar o destino dado ao dinheiro recebido pelo "valerioduto".

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Nesta quinta-feira (11), o relator da Ação Penal 470 tratou da situação de Adauto, do ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP) e dos ex-assessores José Luiz Alves e Anita Leocádio. Ontem (10), ele já tinha indicado a culpa de Magno e Rocha e votado pela absolvição de Anita por falta de provas.

No início da sessão, ele votou pela absolvição de Professor Luizinho. Depois, também se posicionou pela inocência de José Luiz Alves, ex-assessor de Anderson Adauto no Ministério dos Transportes. Para o relator, ele não tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro sacado nem acesso à cúpula do PT.

De acordo com a denúncia, Adauto recebeu R$ 800 mil do valerioduto, esquema criado pelo empresário Marcos Valério para distribuir o dinheiro retirado de empréstimos falsos e de crimes contra a administração pública. Apesar de Alves fazer os saques, o real destinário, para o relator, era o então ministro.

"Ele era o verdadeiro beneficiário do dinheiro. A sua posição de destaque reforça a ideia de que ele tinha conhecimento da origem ilícita", afirmou Joaquim. O relator disse Adauto pediu ajuda a Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, preocupado com dívidas de campanha do PL (hoje PR). Depois de 30 dias, Delúbio afirmou que partido poderia ajudar.

Após encerrar o voto, Joaquim propôs entrar no item 8, que trata da acusação de evasão de divisas contra os publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes. No entanto, os outros integrantes da corte preferiram continuar a votação deste capítulo. Neste momento, o revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, apresenta seu voto.

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