Jean Wyllys dá cusparada em Bolsonaro: “Ele cospe na democracia o tempo todo”

Deputado do Psol explicou que foi insultado pelo parlamentar do PSC. “O deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando ‘veado’, ‘queima-rosca’, ‘boiola’ e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída”. Veja o vídeo

Os deputados Jean Wyllys (Psol-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) voltaram a se enfrentar no plenário da Câmara, durante a votação para a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Depois de anunciar seu voto contrário ao afastamento de Dilma e de chamar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “canalha”, Jean cuspiu em Bolsonaro.

Em sua página no Facebook, o deputado do Psol explicou que foi insultado pelo parlamentar do PSC. “O deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando ‘veado’, ‘queima-rosca’, ‘boiola’ e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída”, contou. Jean Wyllys disse que não se envergonha do que fez e que não saiu do “armário” para ficar quieto ou com medo desse “canalha”. Segundo ele, Bolsonaro cospe o tempo todo na democracia e nos direitos humanos.

Veja o vídeo e, em seguida, a íntegra da explicação de Jean

 

Veja a nota publicada pelo deputado:

“Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista, e faria de novo, com quanta saliva eu tivesse. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou com estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha.”

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