Jayme Rincón nega parceria para heliporto de Cachoeira

Jayme Rincón admite a possibilidade de assunto ter sido tratado por empresários amigos com o governador Marconi Perillo

O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincón, negou nesta sexta-feira (23) que o governo de Goiás tenha planejado fazer uma parceria público-privada para construção de um heliporto com o bicheiro Carlinhos Cachoeira em Goiânia. Como revelou o Congresso em Foco hoje, o bicheiro e os empresários Walterci de Melo e Marcelo Limírio planejavam construir o terminal de pouso e decolagem de helicópteros em uma área pública do governo estadual. Em grampos, diziam ter o apoio de Perillo e ainda acertavam um encontro em Paris para definir a situação.

Cachoeira queria heliporto em parceria com Perillo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu esclarecimentos ao governo. De acordo com o presidente da Agetop, isso já foi explicado ao tribunal. O site não conseguiu confirmar essa informação.

Perillo não esclareceu se tratou da criação do heliporto com os dois empresários do ramo farmacêutico, que são amigos do governador, de Rincón e de Cachoeira. O presidente da Agetop disse ao site na tarde desta sexta-feira que, se essa conversa aconteceu, foi de forma rápida em meio a outros assuntos. “O governador encontrou com Marcelo Limírio 500 vezes. É amigo pessoal do governador, é amigo pessoal meu. O Walterci encontramos 200 mil vezes. Se o Marcelo tocou no assunto de heliporto, tocou en passand”, disse o presidente da Agetop.

Entretanto, Rincón ressaltou que, se algo tivesse sido definido entre Perillo e os empresários, o tucano teria avisado o presidente da Agetop. Isso porque Rincón afirma ser o responsável por todos os pedidos de parcerias público-privadas. Ele disse que, de todos os pedidos, só um foi aprovado, e não se trata de heliporto. “Esse assunto não existe dentro do governo porque não evoluiu.”

Eles não precisam

Marcelo Limírio tem um patrimônio de R$ 933 milhões segundo declarou à Receita em 2011. Walterci de Melo, R$ 3 milhões segundo seu amigo Jayme Rincón. Ele sustenta que a dupla de empresários não precisaria de uma parceria com o governo para criar o heliporto, avaliado por ele em R$ 2 milhões. “Isso o Marcelo gasta numa viagem pra Europa, como ele está agora.”

Entretanto, só o terreno do local negociado por Cachoeira, Walterci e Limírio foi avaliado em R$ 10 milhões, segundo reportagem do jornal O Popular, de 24 de agosto deste ano.

De Miami, nos Estados Unidos, Walterci avisou ao Congresso em Foco que não comentaria o assunto. O advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, disse que não pôde analisar o caso. Limírio está em Varsóvia, na Polônia, e não foi localizado por seu advogado, Djalma Rezende, e seus assessores. O defensor do empresário afirmou não ter autorização para fornecer o correio eletrônico de Limírio.

Ex-tesoureiro da campanha de Perillo em 2010, Rincón foi indiciado pelo relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG). Ele disse ao site que vai processar o deputado petista.

Cachoeira queria heliporto em parceria com Perillo
Tudo sobre caso Cachoeira

Saiba mais sobre o Congresso em Foco (2 minutos em vídeo)

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!