Janot pediu busca e apreensão na Câmara temendo perda de dados

Segundo o jornal O Globo, a operação sigilosa realizada essa semana tinha como foco registros do sistema de informática da Câmara. A ação, no entanto, foi feita no departamento de informática e não chegou ao gabinete de Cunha.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resolveu ingressar com pedido de busca e apreensão de documentos na Câmara com receio de que eventuais provas contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pudessem ser destruídas. A informação é do jornal O Globo.

Segundo o jornal, a operação sigilosa realizada essa semana tinha como foco registros do sistema de informática da Câmara. A ação, no entanto, foi feita no departamento de informática e não chegou ao gabinete de Cunha.

“Os peritos se limitaram a fazer cópias de determinados registros do departamento de informática, conforme solicitação da PGR. O material foi entregue ao oficial de justiça, que o levou ao STF. Do tribunal, o material será compartilhado com o Ministério Público”, informa O Globo.

De acordo com o jornal, nos registros, há a confirmação de que teriam passado pelo gabinete de Cunha os dois requerimentos usados para pressionar Toyo e Mitsui, empresas com contratos com a Petrobras. O deputado nega ser autor dos pedidos, assinados pela ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), atual prefeita de Rio Bonito (RJ).

O advogado de Cunha, Antonio Fernando de Souza, confirmou ao jornal a ação de busca e apreensão, mas a minimizou. Do outro lado, após a operação da PF, o presidente da Câmara, visivelmente irritado com a operação da PF, disse que a Mesa Diretora vai normatizar o uso de senhas dos deputados e seus assessores.

“Todos temos aqui uma forma de liberalidade com relação à utilização disso sem preocupação com consequência. É preciso normatizar e hierarquizar o acesso de todos que detêm nossas senhas para que eles possam efetivamente usar de acordo com a delegação de competência que concedermos. Cada um pelo nível de confiança que detém”, disse Cunha.

“O que foi feito aqui foi absolutamente desnecessário. Bastava mandar um oficio, se mandaria tudo o que se pediu, não precisava nada disso. Vir aqui, daquela forma como vieram”, analisou Cunha que complementou. “São circunstâncias que mostram o desespero do procurador de tentar alguma coisa que possa tentar me incriminar”.

 

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