Janot nega acesso da CPMI à delação premiada

Como os depoimentos de Paulo Roberto Costa estão sob sigilo, procurador-geral da República rejeitou a possibilidade. Somente após apresentação de denúncias à Justiça o conteúdo será liberado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rejeitou a possibilidade de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras ter acesso à integra do depoimento do diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa dentro do processo de delação premiada. Ele encaminhou ofício na semana passada à CPMI negando oficialmente o pedido.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Janot disse não ser possível compartilhar o conteúdo da delação premiada até que uma denúncia criminal resultante dos depoimentos seja apresentada. Não é a primeira vez que ele afasta a possibilidade de outros órgãos terem acesso ao processo sigiloso. Janot também negou os pedidos apresentados pelo Ministério da Justiça, do governador do Ceará, Cid Gomes, e da própria Petrobras.

A decisão de Janot ocorreu no mesmo dia em que vieram à tona depoimentos de Paulo Roberto e do doleiro Alberto Youssef em ações penais relacionadas com a Operação Lava Jato. Ao contrário do conteúdo em sigilo, as revelações dos dois não estão em segredo de Justiça. Eles deram detalhes sobre a cobrança de propinas de empresas fornecedores da Petrobras. A cada contrato celebrado, eram cobrados 3%, que iam para os caixas de PT, PP e PMDB.

Mais sobre as eleições

Assine a Revista Congresso em Foco

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!