Íntegra das respostas do governador Marconi Perillo

Assessoria dá explicações para as funções de Lúcio Fiúza e para o episódio da venda da casa

RESPOSTAS PARA CONGRESSO EM FOCO:

1- O que o governador dirá à CPI sobre a atuação de seu ex-assessor especial Lúcio Fiúza e  o presidente da Agetop Jayme Rincon?
A resposta será dada pelo governador durante o depoimento à CPI, nesta terça-feira.

2- O que faz um "assessor especial para assuntos sociais"?
Trata exatamente de assuntos sociais.

3- Desde quando Marconi Perillo conhece Lúcio Fiúza? Desde a campanha de 98 ou ainda antes, na Câmara dos Deputados, ou no trabalho ao lado de Henrique Santillo? Enfim, desde quando?
O senhor Lúcio Fiúza Gouthier era assessor do governador Marconi Perillo desde que o governador se elegeu deputado estadual (1991-1994).

4- Qual a função desempenhada por Lúcio Fiúza ao lado do governador Perillo?
Assessor Especial de Assuntos Sociais.

5- Qual a função desempenhada por Lúcio Fiúza ao lado do então governador Alcides Rodrigues? Era uma indicação do governador Marconi Perillo?
O convite foi feito pelo então governador Alcides Rodrigues, portanto é o ex-governador quem deve responder a esta pergunta.

6- Por que Lúcio Fiúza permaneceu no governo Alcides Rodrigues mesmo depois do rompimento com o então senador Marconi Perillo?
Também neste caso a pergunta deve ser encaminhada para o ex-governador Alcides Rodrigues.

7- Grampos da PF mostram Carlinhos Cachoeira e Wladimir Garcez mencionando Lúcio Fiúza como alguém que fazia e recebia pagamentos. Era essa a função dele no governo de Perillo?
Não. Fiúza era Assessor Especial de Assuntos Sociais.

8- Em quais campanhas Lúcio Fiúza trabalhou para Perillo? Qual era sua função? Ele ajudava na arrecadação de valores?
Ele trabalhou apenas na campanha estadual de 2010. Atuou na área de contabilidade e prestação de contas, mas não participou da arrecadação de recursos para a disputa eleitoral.

9- Segundo a PF, Jayme Rincón era influenciado por Carlinhos Cachoeira para conceder a ele e à Delta vantagens nas obras rodoviárias na Agetop e no fornecimento de refeições a presos. Como o sr. vê essa afirmação?
Conforme o governador Marconi Perillo e o presidente da Agetop, Jayme Rincon, já afirmaram diversas vezes, essas informações são totalmente improcedentes. O governador jamais permitiria esse tipo de comportamento em seu governo, tampouco permitiria que auxiliares atuassem dessa forma.

10- Jayme Rincón ou Lúcio Fiúza entregaram ao governador o dinheiro da venda da casa?
Não houve entrega de dinheiro, conforme afirma, de forma categórica, o próprio relatório da Polícia Federal. O governador recebeu o valor pela venda da casa por meio de três cheques, repassados pelo ex-vereador Wladmir Garcêz. O ex-vereador afirma ter recebido o valor referente à venda da casa diretamente do empresário Walter Paulo Santiago, em dinheiro, cuja soma utilizou para coibrir os cheques repassados para o governador, já que não poderia honrar com a dívida tomada de terceiros.

11- Além de presidir a Agetop, que outras funções Jayme Rincón exercia no governo ou na relação com o governador Marconi Perillo?
O senhor Jayme Rincon é presidente da Agetop e amigo do governador Marconi Perillo.

12- Jayme Rincon trabalhou nas campanhas eleitorais de Perillo? Ajudava na arrecadação de valores?
Sim, ele trabalhou na última campanha eleitoral e atuou no Comitê Financeiro da referida campanha.

13- Por que o empresário Walter Paulo diz ter pago os R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo e, ao mesmo tempo, há três cheques cuja soma chega a esse mesmo valor? O valor final da casa foi de quanto?
Os depoimentos do ex-vereador Wladmir Garcêz e o empresário Walter Paulo esclarecem essa questão por completo. Wladmir emitiu os cheques para o governador, após obtê-los de Cláudio Abreu. Como concluiu que não conseguiria honrar a dívida, resolveu vender a casa para outra pessoa. O empresário Walter Paulo acertou a oferta e pagou a Waldmir R$ 1,5 milhão, segundo afirmou o empresário, em dinheiro. O ex-vereador usou o dinheiro para pagar a dívida contraída com o empréstimo dos cheques, no valor total de R$ 1,4 milhão. O ex-vereador afirma ter ficado com os R$ 100 mil restantes a título de comissão. Portanto, o valor da casa foi exatamente de R$ 1,4 milhão. Não há qualquer contradição nessas informações, simplesmente porque elas são verdadeiras.

Lúcio: sinônimo de dinheiro no caso Marconi Perillo

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