Impeachment: “Uma coisa tão natural da democracia”, diz Temer

Questionado se estaria nervoso ou inseguro sobre o julgamento que poderá efetivá-lo como presidente da República, Temer respondeu de maneira irônica: "Imagina, uma coisa tão natural da democracia"

O presidente interino Michel Temer usou a ironia para falar sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff - cujo julgamento final teve início nesta quinta-feira (25). Ao final da cerimônia de recepção da Tocha Paralímpica no Palácio do Planalto, Temer foi questionado por jornalistas se estaria inseguro ou nervoso, ao que o peemedebista respondeu com outra pergunta: "Aconteceu alguma coisa?" - "o processo de impeachment", responderam os jornalistas - "imagina, é uma coisa tão natural na democracia", disse Temer antes de deixar o salão Nobre.

A resposta surpreende, uma vez que, desde a redemocratização, o processo de impeachment da presidente Dilma é o segundo a ser testemunhado pelo país. Outros presidentes eleitos também foram alvos de denúncias que poderiam descambar em um impeachment, mas nenhuma delas passou da fase de admissibilidade.

Pouco antes, durante seu discurso, Temer disse que participará da cerimônia de abertura das Paralimpíadas, "esteja eu na posição que tiver que estar". O evento será realizado na noite do dia 7 de setembro, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

"Quero anunciar que, em qualquer circunstância, esteja eu na posição que tiver que estar, quero dizer que é com muita emoção, com muita alegria cívica e com muito patriotismo que eu irei à abertura dos Jogos Paralímpicos".

Tranquilo, Temer saudou todos os presentes e chegou a provocar o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê Rio-16, Carlos Arthur Nuzman. "Eu que acompanhei tanto na abertura quanto no encerramento a sua fala, imaginei que logo depois você - poliglota que é - falaria também em inglês e francês, fazendo-se compreender por todos os atletas estrangeiros", disse Temer. O presidente interino não participou da cerimônia de encerramento da Olimpíada de 2016 e foi alvo de protestos durante a realização dos jogos.

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