Ideli Salvatti é a nova relatora do orçamento

Fábio Góis


A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), é a nova relatora da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que definirá as diretrizes orçamentárias para 2011. A escolha foi feita há pouco pelo presidente do colegiado, deputado Waldemir Moka (PMDB-RS), depois que o peemedebista recebeu do líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), ofício com a indicação da catarinense.


A decisão da base governista foi provocada pela renúncia do senador Gim Argello (PTB-DF), que até hoje ocupava o posto. Em ofício encaminhado à CMO, o senador anunciou sua saída depois que reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste domingo (5), relatou um esquema de fraude no orçamento que, operado por Gil com a participação de laranjas e entidades fantasmas, somou um desvio de R$ 3 milhões em recursos obtidos via emendas. A situação foi rapidamente resolvida nesta terça-feira (7) pelo PT, depois de determinação expressa do Palácio do Planalto.

A decisão de Moka foi rapidamente anunciada nesta terça-feira (7), tão logo a saída de Gim foi formalizada. À primeira vista, a intenção do deputado foi não atrasar as deliberações sobre a peça orçamentária de 2011. Mas, segundo interlocutores da base governista no Congresso, a celeridade em solucionar o impasse, com a rápida exclusão de Gim, serve também para que o novo governo não inicie o ano legislativo de 2011 sob fogo cerrado da oposição.

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Na tarde de ontem (6), o relator anunciou que vai cancelar todas as emendas de sua autoria que tenham por objeto eventos e patrocínios culturais e transferi-las para a infraestrutura turística do Distrito Federal. Em nota, Gim Argello negou fraude na elaboração de emendas parlamentares que destinaram recursos para instituições fantasmas.

Na manhã de hoje, Gim refirmou que cabe aos ministérios e órgãos de controle fiscalizar os recursos oriundos de emendas parlamentares. O parlamentar descartou também adiamento na votação do orçamento 2011, previsto para o próximo dia 22. "Todo parlamentar recebe as demandas da sociedade e as encaminha aos ministérios”, justificou.

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