Homem é preso após disparar arma em frente ao STF

Abdias Soares, 69 anos, vai responder na Justiça por porte ilegal de arma e de disparo em via pública. Após prestar depoimento de quatro horas, foi transferido para a carceragem da Polícia Civil do Distrito Federal

O caseiro Abdias Soares, 69 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (21) após disparar quatro tiros para cima com um revólver calibre .38 em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser detido pela Polícia Legislativa da Câmara, ele prestou depoimento por aproximadamente quatro horas e acabou transferido para a carceragem da Polícia Civil do Distrito Federal. De acordo com Abdias, os tiros foram uma forma de chamar atenção da Justiça aos processos que tramitam contra ele em Goiás.

O incidente ocorreu por volta das 10h30 de hoje. Após os disparos, ele foi detido por seguranças da Câmara quando passava em frente ao Anexo 4 da Casa. Ao ser revistado, os policiais legislativos encontraram a arma dentro de uma mochila. Ao ser interrogado, afirmou que comprou o revólver por R$ 1,5 mil em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana no entorno do DF. De acordo com nota da assessoria da Câmara, ele informou aos policiais ser réu em ações cíveis em Goiás e que não conseguiu ser ouvido pela Justiça local.

"Eu estou enrolado há quatro anos e a Justiça não estava me ouvindo. (...) Queria chamar atenção da Justiça para ver se a justiça me ouve. Lá em Santo Antônio do Descoberto eu fui à promotoria quatro vezes e eles nem quiseram fizer ocorrência", disse Abdias após o interrogatório. Segundo a Câmara, ele não tem condenações nem passagens pela polícia e mora em Santo Antonio do Descoberto há 15 anos. O caseiro nasceu em Itapemirim, no Espírito Santo.

A Câmara informou que, se a Justiça decidir mantê-lo preso, o Departamento de Polícia da Câmara tem até dez dias, a contar de hoje, para enviar o inquérito ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Se ficar em liberdade condicional, o prazo para o envio da documentação estende-se para 30 dias, também a contar de hoje. Foram ouvidas como testemunhas no processo um vigilante do Senado Federal e o policial que autuou e prendeu o caseiro.

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