Guimarães critica articulações promovidas por Temer

"É mais grave estar no hotel articulando ou estar recebendo no Jaburu dezenas e dezenas de deputados organizando os ministérios?", questionou o líder do governo

Em seu pronunciamento como líder do governo na Câmara durante a sessão que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, José Guimarães (PT-CE) criticou o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que já estaria articulando possíveis nomes para compor ministérios. "É mais grave estar no hotel articulando ou estar recebendo no Jaburu dezenas e dezenas de deputados organizando os ministérios?", questionou Guimarães, em resposta ao deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), que falou sobre as articulações promovidas pelo ex-presidente Lula em um hotel em  Brasília.

"Temos no mínimo 180 dias pela frente, a votação no domingo e já estão negociando ministério. Isso é saída para o Brasil? Não é razoável o vice-presidente da República fazer isso porque ele assume a posição de querer governar o pais à revelia da escolha popular", disse o líder do governo. Guimarães se refere à intensa movimentação de parlamentares na residência oficial do vice-presidente e às notícias que circularam na última semana dizendo que Temer já estaria pensando em nomes para comandar as pastas em um eventual governo. "Temer presidente e Eduardo Cunha vice-presidente, essa é a saída para o Brasil?", indagou o líder durante sua fala.

"Desemprego é motivo para cassar alguém? Um pouco de inflação é motivo para cassar alguém? Relacionamento político é motivo para cassar alguém? E o que o PSDB fez no Paraná? E as pedaladas dos outros governos?", perguntou Guimarães, reforçando que o governo tem ajudado os estados a recuperar suas economias.

Guimarães reafirmou que a oposição não tem os 342 votos necessários para aprovar o processo de impeachment no domingo. "Propagaram aos quatro cantos do Brasil que já têm votos para passar o impeachment. Cadê os votos? Eu tenho a lista dos nossos votos aqui, e nós não temos menos de 200", afirmou. "Eles não têm votos para aprovar o impeachment", concluiu.

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