Governo segura verba do combate à seca

O dinheiro secou
O governo federal retém a verba milionária do tão propalado plano de emergência de combate à seca e chuvas, apesar da edição de medidas provisórias que trancam a pauta no Congresso. Foi o que constatou levantamento da Liderança do PSDB na Câmara. Dos R$ 706,4 milhões da MP 566 editada dia 24 de abril e votada nesta terça, só 4,3% (R$ 30,1 milhões) foram executados. Ainda em tramitação, a MP 569, de R$ 688,4 milhões editada em 14 de maio, teve apenas R$ 136,8 milhões pagos (19,9%).

Outros destaques de hoje no Congresso em Foco

Elza Fiúza/ABr

Tanque vazio
Desde o dia 5 de Junho, a MP 572, com R$ 381,2 milhões do Ministério da Defesa para compra de carros pipas, reservatórios e geradores não teve um centavo empenhado.

Vale lembrar
As MPs do Palácio do Planalto têm efeito para empenho e execução a partir do momento em que são editadas, independentemente da tramitação no Congresso.

Desastre real
Tal como o Orçamento Geral da União, as Medidas Provisórias viraram peças de ficção, bordão usado pela oposição.

Raio x
A MP 566 abre crédito extraordinário nos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Integração. Foram pagos R$ 21,1 milhões dos R$ 224 milhões previstos para ações da Defesa Civil e R$ 9 milhões de R$ 200 milhões para ‘Auxílio Emergencial Financeiro’, a verba que corre para a conta das empreiteiras convidadas sem licitação para reparos.

Garotada na mão
Curiosa a MP 569, que abrange créditos da Defesa, Integração e Desenvolvimento Social. A rubrica ‘Apoio à Manutenção da Educação Infantil’ prevê R$ 238,5 milhões. Desde maio não saiu nada para auxílio a escolas prejudicadas.

Diagnóstico
A oposição vai cobrar do Planalto. ‘Ou o governo utiliza as MPs por pura propaganda política, que é crime de responsabilidade, ou é prova total de incapacidade (de gestão)’, avalia o líder tucano Bruno Araújo (PE).

Alzheimer
O deputado Délio Malheiros (PV), maior crítico em Belo Horizonte de Marcio Lacerda (PSB), abriu mão da candidatura e aceitou ser vice na chapa do prefeito.

Tranca no portão
A migração de brasileiros para Portugal agora é negativa. O anúncio foi feito ontem pelo próprio governo luso. Preocupado com o êxodo que aumenta a cada mês.

Papelão
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e seu secretário-executivo, se recusaram a participar hoje no Rio de seminário com o mais renomado neurocientista da Europa, o francês Stanislas Dehaene. Ele coordena 30 pesquisadores.

Fugiu
Dehaene baixou no Brasil a convite do especialista em educação João Batista Oliveira. Na Europa, a tese da Idade Certa para a alfabetização é a partir dos seis anos. O MEC aqui defende oito. Ele queria discutir o assunto com o ministro. Perde o país.

No tapete…
Veja como dinheiro e competência criam cases de sucesso. Vide Corinthians e Boca Juniors. O Timão arrecadou R$ 44 milhões com patrocínios em 2011 com seis empresas. Investiu no bom futebol e levou o Brasileirão e a Libertadores.

…e no gramado
O argentino Boca se sustenta com quatro grandes empresas e com 100 mil sócios-pagadores. Em abril lançou um hotel com sua marca em Buenos Aires. Levou os principais títulos do país desde julho passado.

Bate-bola
Por falar nos hermanos, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), foi para lá para participar de seminários dos legislativos Brasil-Argentina, a fim de afinar as relações.

Correção
A coluna, editada de Brasília e que entende tudo de rap, trocou feio os nomes, e pede desculpas aos leitores e ao citado. Foi Rappin Hood, e não Mano Brown, quem participou de reunião na Fiesp sobre o Memorial do Lula semana passada.

Ponto Final
Baixou o Superman no Lula. Com a síndrome do presidente de pijama, atropela acordos e aliados país afora. Coleciona mágoas.

Com Gilmar Correa e Marcos Seabra

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