Governo realiza obras do PAC em 11 aeroportos

As principais obras são a ampliação do sistema de pistas e a construção do terminal remoto em Guarulhos e a reforma do terminal de passageiros do Aeroporto de Brasília, iniciada em abril

O primeiro balanço da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado nesta sexta-feira (29), aponta que, até junho deste ano, foram executados 37,5% do orçamento previsto para 2011. Entre janeiro e junho, o total de recursos foi de R$ 86,4 bilhões. De abril a outubro do ano passado, quando foi divulgado o último balanço, haviam sido executados R$ 95,7 bilhões do orçamento.

Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior - que apresentou o primeiro balanço do PAC deste governo, junto com outros 11 ministros - estão sendo executadas obras em 11 aeroportos do país. A ampliação e adequação dos aeroportos é uma das maiores preocupações para a realização dos eventos esportivos que o Brasil cediará. As obras precisam estar concluídas até a Copa do Mundo, que será realizada em 2014.

As principais obras de aeroportos, segundo Belchior, são a ampliação do sistema de pistas e a construção do terminal remoto em Guarulhos e  a reforma do terminal de passageiros do Aeroporto de Brasília, cuja primeira fase iniciou em abril deste ano.

Pelo balanço, as únicas obras concluídas no primeiro semestre deste ano são a primeira etapa do sistema de pistas e pátios do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, e as obras de construção e instalação do conector no Aeroporto de Recife.

Em meio à crise no Ministério dos Transportes, a presidenta Dilma Rousseff determinou que sejam revisados todos os contratos de obras em execução ou em licenciamento, para evitar custos extras. "Todos estão em revisão. O PAC 1 mostrou uma dificuldade que é essa ausência de projeto executivo, o que levou a contratação de obras com projetos básicos insuficientes que levou a uma série de aditivos. No PAC 2, vamos contratar só com projetos executivos", disse a ministra do Planejamento.

No balanço, não consta a conclusão de nenhuma obra rodoviária ou ferroviária, que têm controle direto do Ministério dos Transportes. Uma das mais aguardadas, o Trem-Bala que ligará Rio de Janeiro e São Paulo, sequer teve leilão iniciado. Pelo balanço, o andamento da obra aparece como "adequado", por estar prevista, até o fim de agosto, a apresentação de novo projeto de concessão do empreendimento.

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