Governo admite corte de verbas no Minha Casa, Minha Vida

Após Dilma se reunir com a coordenação política do governo para discutir déficit do orçamento, Palácio do Planalto já admite arrocho para programas sociais. Segundo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, Bolsa Família será preservado

Marcelo Camargo/ABr
O governo federal admitiu publicamente que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida será afetado pelo projeto de lei orçamentária entregue ao Congresso Nacional na semana passada, que indica déficit de R$ 30,5 bilhões em 2016. A declaração foi feita pelo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, após reunião da coordenação política do núcleo da presidente Dilma Rousseff para discutir o orçamento. As informações são da Folha de S.Paulo.

Segundo Berzoini, programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, serão “absolutamente preservados”, mas aqueles que desprendem investimentos do governo em educação, saúde e habitação passarão por um “alinhamento” com a proposta orçamentária para o próximo ano.

"Ainda tem mais de 1,4 milhão de casas para serem entregues da fase 2 do Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, é um programa de grande impacto social, grande impacto orçamentário. A fase 3, certamente, vai dar continuidade a isso. Evidentemente, ajustada à disponibilidade orçamentária", declarou o ministro.

O ministro ainda disse que Dilma reforçou o pedido de empenho em relação ao ajuste fiscal e de alternativas para cobrir o déficit orçamentário. Conforme informa reportagem, o Palácio do Planalto tem defendido que as saídas do rombo fiscal devem ser encontradas “junto com o Congresso e com a sociedade”.

"Não queremos apresentar uma coisa e depois ver a reação", disse Berzoini.

Confira íntegra da reportagem da Folha de S.Paulo

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