Governo acredita em consenso para plebiscito da reforma política

Após um dia repleto de reuniões, consulta popular para tratar do tema está mais próxima de ser enviada ao Congresso. Conteúdo, no entanto, ainda será definido

A série de reuniões da presidenta Dilma Rousseff com ministros, presidentes de partidos e líderes da base no Congresso, realizadas durante toda a quinta-feira (27), resultou no consenso para o plebiscito ser proposto e a necessidade de uma reforma política. Esta é a avaliação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, feita na noite de ontem após o último encontro.

"Estabelecemos uma unidade extremamente forte e firme no sentido de que as manifestações legítimas democráticas e pacíficas tenham uma resposta numa participação, numa consulta popular, para que nós possamos avançar. (…) Por isso que todos os partidos estão convictos que a consulta à população, que o plebiscito é fundamental, porque ouve em primeiro lugar a população", afirmou Ideli.

A mesma opinião têm os líderes partidários governistas. Para eles, foi possível chegar a um acordo sobre a necessidade de um plebiscito. Inclusive, descartaram a possibilidade de haver um referendo, que viria depois de o Congresso estudar e aprovar mudanças na legislação. "E quando confrontado a ideia de um plebiscito e a ideia de um referendo, por unanimidade, nós fechamos essa unidade já referida em torno de um plebiscito", disse o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

"Terminada reunião com a presidenta Dilma com o lideres da base. Produzimos um amplo apoio à proposta do plebiscito", disse o líder do PT, José Guimarães (CE). Já o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), ponderou que é preciso ainda esclarecer alguns pontos. "PSB apóia consulta popular! Agora é aguardar TSE manifestar-se sobre os prazos e condições para fazê-lo e governo e Congresso definirem as perguntas", completou.

Dilma primeiro se reuniu com presidentes de dez partidos que fazem parte da base aliada no Congresso. Depois, ela esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes governistas na Casa. Por último, recebeu os líderes governistas na Câmara. Todos os encontros foram acompanhados pelo vice-presidente Michel Temer e os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Conteúdo

De acordo com o presidente do Senado, o governo deve enviar na próxima semana a mensagem com o pedido de plebiscito. O peemedebista acrescentou a possibilidade de uma das perguntas a serem feitas aos eleitores é sobre a possibilidade de mudar o princípio da anualidade. A Constituição prevê que mudanças no processo eleitoral precisam ser sancionadas pelo menos um ano antes das eleições.

Com o acordo em torno do tipo de consulta popular, os temas do plebiscito serão debatidos pelos parlamentares. “O que vai constar, o tempo que vai levar para ser feito, e quando vai valer serão definidos com as bancadas. Uma série de fatores será levada às bancadas. Vai ser necessário costurar acordos”, avaliou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, de acordo com a Agência Brasil.

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