Governistas avaliam ir ao STF contra manutenção dos direitos políticos de Dilma

Líder do DEM questiona decisão do Plenário do Senado que preservou os direitos políticos da petista mesmo depois de cassar o seu mandato por 61 votos a favor e 20 contra

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), além do senador Aécio Neves (PSDB-MG) estudam entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão de manter os direitos políticos de Dilma Rousseff – chancelada pelo Senado com 36 votos contra, quando seriam necessários apenas 27.

Segundo Caiado, a decisão do plenário “fere a constituição”. “O Senado Federal não pode fatiar a sentença”, afirmou. Para o senador, “a inabilitação não é pena acessória, é pena conjunta”. Enfático, o senador acusou a segunda votação de ter sido um grande acordão entre o PT e o PMDB – o que foi negado pelo ex-ministro de Temer, senador Romero Jucá (PMDB-RR)

Já Aécio Neves, afirmou que, como apoiador do governo Michel Temer, o PSDB sai “preocupado” com a decisão do PMDB. De todo modo, ressaltou o caráter “pedagógico” do processo. “A partir hoje, todo governante que atentar contra a constituição pagará pelos seus atos”, disse.

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