Governistas ajudaram a segurar indicação de Gim para o TCU

Ao todo, nove senadores de partidos da base votaram com a oposição para barrar urgência na indicação de senador investigado para o Tribunal de Contas da União. Veja como cada parlamentar votou

Nove senadores de partidos da base governista se aliaram à oposição para impedir a manobra que pretendia acelerar a indicação do senador Gim Argello (PTB-DF) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Por outro lado, dois oposicionistas endossaram o requerimento que permitia a votação imediata em plenário da indicação do senador petebista, alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Gim tem o apoio do governo para substituir o ministro Valmir Campelo, que está se aposentando no TCU.

 

O Congresso em Foco teve acesso à lista de votação do pedido (veja a lista abaixo), rejeitado ontem (8) por 25 votos a 24. Houve ainda duas abstenções.

Cícero Lucena (PSDB-PB) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE) foram os oposicionistas que votaram a favor da urgência para a indicação de Gim Argello.

Entre os senadores de partido da base aliada que votaram contra a orientação do governo, alguns se declaram independentes em relação ao Planalto, como Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia (PP-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Mas também votaram com a oposição os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Ataídes de Oliveira (Pros-TO) e Waldemir Moka (PMDB-MS).

Nesta quarta-feira (9), a oposição anunciou que apoiará a indicação do economista Fernando Moutinho, consultor de orçamento do Senado, para o cargo. Se o requerimento de urgência tivesse sido aprovado, Gim não precisaria passar por sabatina e poderia ter seu nome votado rapidamente pelo plenário.

Gim, que chegou ao Senado como suplente, é acusado por associações de servidores do TCU de não ter idoneidade moral e reputação ilibada, requisitos necessários para ocupantes de cargo de ministro.  Mas, conforme a justificativa do projeto de decreto legislativo formulado por senadores para indicá-lo, o escolhido preenche, sim, os requisitos porque tem "notórios conhecimentos jurídicos e da administração pública" e "mais de 16 anos de efetiva vida pública" e exerceu cargos públicos com "competência e dedicação".

 

A favor da urgência

  1. Alfredo Nascimento (PR-AM)
  2. Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP)
  3. Cícero Lucena (PSDB-PB)
  4. Cidinho Santos (PR-MT)
  5. Ciro Nogueira (PP-PI)
  6. Delcídio Amaral (PT-MS)
  7. Eduardo Braga (PMDB-AM)
  8. Francisco Dornelles (PP-RJ)
  9. Gim Argello (PTB-DF)
  10. Gleisi Hoffman (PT-PR)
  11. Humberto Costa (PT-PE)
  12. Ivo Cassol (PP-RO)
  13. Ivonete Dantas (PMDB-RN)
  14. João Vicente Claudino (PTB-PI)
  15. Jorge Viana (PT-AC)
  16. José Pimentel (PT-CE)
  17. José Sarney (PMDB-AP)
  18. Kátia Abreu (PMDB-TO)
  19. Luiz Henrique (PMDB-SC)
  20. Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
  21. Valdir Raupp (PMDB-RO)
  22. Vital do Rêgo (PMDB-PB)
  23. Wellington Dias (PT-PI)
  24. Zezé Perrella (PDT-MG)

Contra a urgência

  1. Aécio Neves (PSDB-MG)
  2. Aloysio Nunes (PSDB-SP)
  3. Álvaro Dias (PSDB-PR)
  4. Ana Amélia (PP-RS)
  5. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  6. Ataídes Oliveira (Pros-TO)
  7. Calsido Maldaner (PMDB-SC)
  8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  9. Cristovam Buarque (PDT-DF)
  10. Cyro Miranda (PSDB-GO)
  11. Eduardo Suplicy (PT-SP)
  12. Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  13. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
  14. Jayme Campos (DEM-MT)
  15. João Capiberibe (PSB-AP)
  16. João Agripino (DEM-RN)
  17. Mário Couto (PSDB-PA)
  18. Paulo Bauer (PSDB-SC)
  19. Pedro Simon (PMDB-RS)
  20. Pedro Taques (PDT-MT)
  21. Randolfe Rodrigues (Psol-AP)
  22. Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
  23. Ruben Figueiró (PSDB-MS)
  24. Waldemir Moka (PMDB-MS)
  25. Wilder Morais (DEM-GO)

Abstenções

  1. João Durval (PDT-BA)
  2. Paulo Davim (PV-RN)

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