Gilmar e Joaquim mudam voto para condenar Duda Mendonça

Apesar da mudança de voto dos dois ministros, publicitário e sócia são absolvidos por evasão de divisas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mudou nesta quarta-feira (17) seu voto na acusação de evasão de divisas contra o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes. Na segunda-feira (15), ele tinha se posicionado pela inocência da dupla em razão da abertura da conta Dusseldorf nas Bahamas e das 53 operações que somaram R$ 10,4 milhões. O dinheiro foi usado para pagar as despesas de campanha do ex-presidente Lula em 2002. Hoje, ele votou pela condenação dos dois.

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Não foi apenas Gilmar que mudou o voto. O relator do mensalão, Joaquim Barbosa, informou que, quando apresentou seu voto, tinha se posicionado pela procedência da ação. No entanto, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, colocou Joaquim como um dos ministros que absolveram Duda e Zilmar. Com a retificação, o resultado prático a favor da dupla de publicitários não muda. O placar, porém, passa de nove a um para sete a três.

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No início da sessão, antes de retomar o voto para concluir o item 7, que trata da lavagem de dinheiro, Gilmar disse que foi confrontado com "questões fáticas". Desta forma, decidiu retomar a análise dos autos. Por isso, acabou mudando seu voto na acusação de evasão de divisas. Para o ministro, parte dos 53 depósitos na conta Dusseldorf, aberta nas Bahamas e vinculada ao Bank Boston em Miami (EUA), coincidiu com parte dos recursos definidos como ilegais pela corte.

Gilmar lembrou que, nos autos, Duda e Zilmar disseram que estavam "há muito tempo" tentando receber os quase R$ 11 milhões que o PT lhes devia pelas propagandas da campanha de Lula em 2002. Eles foram orientados pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, a abrir uma conta em um paraíso fiscal para ter acesso à quantia.

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