Gilberto Carvalho prestará explicações sobre caso Rosemary Noronha

Oposição quer esclarecer se Secretaria-Geral da Presidência da República impediu sindicância da Casa Civil que apurava tráfico de influência da ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. Senadores querem também confirmar existência de documento que comprovaria as denúncias

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, prestará esclarecimentos aos senadores na próxima terça-feira (18) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Ele deverá explicar denúncia de que teria tentado impedir a sindicância instalada pelo governo para investigar a atuação de Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, investigada pela PF na Operação Porto Seguro.

Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) é o autor do requerimento que convocou o ministro. Segundo o senador, reportagem publicada pela revista Veja, em maio passado, mostrou que a Secretaria-Geral da Presidência teria tentado impedir a conclusão da sindicância da Casa Civil. Sob a coordenação da ministra Gleisi Hoffmann, os técnicos da Casa Civil detectaram “indícios de enriquecimento ilícito” de Rose, mas a equipe de Carvalho questionou a legalidade da sindicância. A reportagem afirma que, sob o pretexto de “acompanhar e orientar” a apuração da Casa Civil, a Secretaria Geral montou uma “sabotagem do trabalho de investigação”. A pasta teria solicitado documentos levantados pela Casa Civil e tentou interferir nas investigações.

"As investigações comprovaram que Rosemary Noronha usava o cargo que ocupava para traficar interesses, influenciar decisões e indicar pessoas na estrutura pública. No entanto, a matéria informa que no mesmo dia (em que a Casa Civil abriu a sindicância), a Secretaria-Geral da Presidência instaurou um processo 'com vistas a obter informações, acompanhar as apurações e orientar os órgãos envolvidos'", comentou Aloysio na época da apresentação do requerimento. Na época, a Secretaria Geral da Presidência negou que tenha feito uma investigação paralela para desqualificar o trabalho da Casa Civil.

Além das explicações, o senador quer que Gilberto confirme a existência de um documento com as conclusões da apuração paralela, que conteria uma série de ressalvas e advertências ao trabalho da comissão de sindicância.

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Com informações da Agência Senado

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