Funcionários da EBC encerram greve de 15 dias

Proposta aceita, que evitou ida a dissídio, prevê acordo coletivo com vigência de dois anos e aplicação do IPCA para correção dos salários. Trabalho foi retomado na meia-noite deste sábado

Após 15 dias de greve, os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) aceitaram proposta da direção e resolveram retomar os trabalhos. A proposta vencedora prevê acordo coletivo com vigência de dois anos (2013/2014 e 2014/2015), sendo aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para correção dos salários (5,86%), mais ganho real de 0,5% retroativo a 1º de novembro de 2013 e de 0,75% concedido a partir da data-base de 2014.

Com isso, o reajuste salarial ficará em 6,36% no primeiro ano. Os pisos salariais passarão de R$ 1.917,00 para R$ 2.038,91, no caso do nível médio, e de R$ 3.208,00 para R$ 3.412,02, no de nível superior. Os benefícios terão correção pelo IPCA nos próximos dois anos, também retroativos a 1º de novembro. Os valores dos benefícios ficaram assim: auxílio-creche, de R$ 422 para R$ 446,73; auxílio para pessoa com deficiência: de R$ 611 para R$ 646,80; auxílio-alimentação, de R$ 786,50 para R$ 832,60.

A empresa pagará o vale-cultura, nos termos da Lei nº 12.761, de 27 de dezembro de 2012, que instituiu o Programa de Cultura do Trabalhador e manterá as cláusulas sociais do acordo vigente. Será concedido auxílio-alimentação extra em dezembro de 2013 e em junho de 2014, no valor de R$ 832,60; e em dezembro de 2014 e junho de 2015, no valor corrigido pelo IPCA da época.

Segundo Jonas Valente, coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF), a greve entra para a história. “O tempo inteiro estivemos abertos para negociar com a empresa e com o governo. Essa greve não foi só pela reivindicação do aumento salarial, mas também pela manutenção de direitos adquiridos, pela luta de maior qualidade para a comunicação pública e, por último, pelo direito de protestar. Saímos com um saldo positivo e tenho certeza de que estamos construindo uma nova cultura dentro da empresa, na qual os funcionários lutam por participação e cobrança de direitos”, ressaltou, de acordo com nota da entidade.

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