FHC sobre eleições: Brasil precisa arejar

Em entrevista ao blog do Josias de Souza, ex-presidente disse que Aécio Neves e Eduardo Campos serão bons para o país. Para ele, população está sentindo que está "na hora de mudar". Ele defendeu julgamento do mensalão mineiro e do caso do trensalão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que está na hora de acontecer uma alternância de partidos no comando do país. Para ele, o "Brasil precisa arejar". Após quase 12 anos de governo do PT - dois mandatos de Lula e um de Dilma Rousseff, FHC entende que agora é a vez do senador Aécio Neves (PSDB) ou do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), serem eleitos.

“Não estou pensando partidariamente, estou pensando historicamente. Está na hora. O Brasil precisa arejar”, disse ele, em entrevista publicada nesta quinta-feira (23) no blog do Josias de Souza no portal UOL. Até por ser presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique demonstra preferência por Aécio pelo fato de estar dentro de uma estrutura partidária maior.

Na visão de FCH, a administração petista, apesar dos bons índices na economia, como a baixa taxa de desemprego e a alta arrecadação, já demonstra fadiga para a população. Ou seja, está na hora de trocar. Mas, mesmo acreditando que Aécio e Campos poderiam fazer boas administrações, ambos não se firmaram como contrapontos da oposição ao atual governo.

Sobre o mensalão mineiro, FHC disse que tem uma diferença do caso petista, recentemente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto o dinheiro no PT foi usado para pagar propinas a integrantes da base aliada, no PSDB foi para bancar a campanha de reeleição frustrada de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. Os ministros da mais alta corte do país condenaram 25 dos 38 réus do mensalão por diversos crimes.

No caso do trensalão, defendeu a prisão dos culpados, pediu mais rapidez da Justiça, mas fez uma ressalva: “Acho que tem que ser apurado. Se trata de surborno, parece óbvio, de funcionários. Qual é o elo disso com o governador ou com o partido? Eu não vi nem indício. É corrupção, é condenável, mas não foi para o PSDB. Não apareceu, pelo menos até hoje, nenhum dado que diga: esse dinheiro foi usado pelo PSDB. Não foi. É outra coisa. É corrupção, condenável. O PSDB tem que explicar isso".

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