Fernando Collor admite desconforto, mas vê crime de responsabilidade

Senador admitiu desconforto por ter passado por situação análoga. Entretanto, Collor avaliou que governo recebeu país em estabilidade política e institucional. Mas ponderou que com Dilma, Brasil entrou em "areia movediça"

O senador Fernando Collor (PTC-AL) admitiu desconforto na situação de julgar o afastamento da presidente Dilma Rousseff, pelo fato de ele mesmo ter passado por situação análoga. Em 1992, Collor renunciou ao cargo de presidente da República, mas o Congresso seguiu com o julgamento, confirmando seu impeachment.

"Sei das amarguras de um governante nessa situação. Condenaram-me politicamente, mas fui absolvido na Suprema Corte", registrou o senador, ao discursar no Plenário nesta terça-feira (9).

Collor criticou a lei do impeachment, na questão de prazos e quóruns para votação, e defendeu uma lei de governança política mais moderna. Apesar das críticas, o senador disse entender que houve infrações legais que mostrariam crime de responsabilidade de Dilma Rousseff.

Na visão de Collor, em 2010, o governo recebeu o país em estabilidade política e institucional, com “razoável ajuste econômico” e com motivação social. Mas com Dilma, ponderou, o país entrou em uma “areia movediça”, quando o governo desprezou a voz das ruas e se desconectou da realidade.

"É preciso virar esta página. Mudança, como diz Alvin Toffler, é o processo no qual o futuro invade nossas vidas", concluiu Collor, citando o escritor e futurista estadunidense.

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