Falta de chuva agrava crise hídrica no Distrito Federal

Ainda assim, as perspectivas para fevereiro são boas. Deve ocorrer nos próximos dias o fenômeno La Niña, que provoca o resfriamento do Oceano Pacífico e aumenta a frequência de chuvas na área central do país

 

A crise hídrica se agrava no Distrito Federal. Até quarta-feira (25), o volume de chuvas ficou em 50% do esperado para janeiro. Com esse cenário, o governo de Brasília declarou situação de emergência para os próximos 180 dias. Segundo o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, o volume das chuvas está bem menor do que o esperado e o racionamento serve também como medida preventiva para o próximo período de seca.

"Fomos surpreendidos pela falta de chuva", afirma Luduvice. O presidente reconhece, porém, que a crise hídrica no Distrito Federal já era de conhecimento das autoridades desde outros governos. "Não tomaram medidas preventivas e hoje estamos correndo atrás do prejuízo", explica.

As perspectivas de chuvas para o DF são boas para fevereiro, pois o fenômeno La Niña, que ocorre este ano e provoca o resfriamento do Oceano Pacífico, aumenta a frequência de chuvas na área central do país.

Em 2016, o governo de Brasília implementou diversas ações para combater o impacto da seca no DF, como o racionamento, a cobrança da tarifa de contingência, a restrição no horário para captação por caminhões-pipa e a orientação para estabelecimentos como lava jatos. Também foram tomadas medidas como um acordo com agricultores para restringir o uso de irrigadores e a obrigatoriedade de redução do consumo de água em 10% nos órgãos do governo de Brasília.

Proteção

Para proteger os mananciais, no dia 25 teve início a operação de retirada de parcelamentos urbanos na região próxima ao Incra 6, em Brazlândia, onde algumas edificações estão a 15 metros do Canal do Rodeador, que abastece a barragem do Descoberto, e de onde era captada água de forma irregular.

O Descoberto é responsável pelo fornecimento de água para cerca de 1,8 milhão de habitantes do DF. A Agência de Fiscalização (Agefis) informou que as edificações em lotes rurais parcelados para moradias urbanas serão retiradas. O objetivo é impedir que a ocupação ilegal de áreas rurais aumente o problema da impermeabilização do solo.

Residências de aproximadamente 400 metros quadrados foram encontradas e demolidas. Algumas tinham um canal direto da casa ao córrego. Dois tanques com cerca de 15 mil peixes foram encontrados numa das chácaras da região. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) expediu um termo de intimação dando um prazo de sete dias para o proprietário remover os animais. O instituto verificou que o abastecimento desses reservatórios é feito por uma bomba, que puxa água de forma irregular do Canal do Rodeador.

Com informações do Brasília Capital

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