Exumação é desumanidade para fins políticos, diz mulher de Janene

Na nota oficial, a viúva de Janene também classifica a exumação como um ato para “fins políticos. “Tudo isto é desnecessário", disse Stael Fernanda Janene

Após o presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmar que vai solicitar a exumação do corpo do ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, a viúva do ex-parlamentar, Stael Fernanda Janene, divulgou nota oficial na qual afirma que a proposta de Motta é “erro e uma maldade desumana que farão aos meus filhos, suas filhas e a toda comunidade muçulmana”.

Na nota oficial, a viúva de Janene explica que tanto o velório, quanto o enterro foram atos públicos e ela também classificou a exumação como uma ação para “fins políticos". “Tudo isto é desnecessário caso queiram realmente a comprovação de sua morte, pois ela se deu no Hospital Incor de São Paulo, devidamente registrada em cartório da mesma cidade, e também seu atestado assinado por um médico nacionalmente conhecido. Fácil, extremamente fácil de se comprovar, evitando-se assim um desconforto para toda a família, e dinheiro público gasto para fins midiáticos”, afirmou Stael Janene.

 

Confira abaixo a nota oficial na íntegra

Evitei todos estes dias em que meu nome foi citado indevidamente me pronunciar, pois acreditava que a verdade viesse à tona com o tempo. Ledo engano. Me pronunciarei agora não como a ex-mulher de Janene, mas sim, como mãe dos filhos dele. Estou estarrecida ao ver toda a mídia nacional colocar palavras e situações em minha boca sem nunca eu pronunciá-las, então como mãe em defesa de meus filhos resolvi fazê-lo. Em momento algum procurei ou fui procurada por qualquer deputado dizendo o que colocaram em minha boca, principalmente no que tange a respeito de minha suposta desconfiança sobre a morte do pai de meus filhos.

Jamais fiz isso, e nem poderia, pois fui eu mesma em companhia de meus filhos e das filhas dele, que recebi seu corpo na mesquita muçulmana aqui em Londrina. Ao contrário do que leio de que seu corpo estaria em caixão lacrado, não havia caixão algum, pois seu enterro se deu sob os costumes muçulmanos onde nem ao menos existe um caixão, quanto mais, lacrado. A imprensa Paranaense e grande parte da nacional acompanhou o enterro, e mais, toda comunidade muçulmana de Londrina é que prepararam o corpo para ser enterrado fielmente como seus costumes. Não posso deixar de me pronunciar neste momento, por entender ser um erro e uma maldade desumana que farão aos meus filhos,suas filhas e a toda comunidade muçulmana, se vierem a Londrina para um exumação despropositada para fins políticos. Ninguém merece tal desumanidade, muito menos meus filhos sendo expostos de maneira vil. Tudo isto é desnecessário caso queiram realmente a comprovação de sua morte, pois ela se deu no Hospital Incor de São Paulo, devidamente registrada em cartório da mesma cidade, e também seu atestado assinado por um médico nacionalmente conhecido. Fácil, extremamente fácil de se comprovar, evitando-se assim um desconforto para toda a família, e dinheiro público gasto para fins midiáticos

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