Exército: processo de sargentos gays só interessa às partes

De acordo com assessoria de comunicação, documento que atestou “incapacidade definitiva para o serviço militar” tem caráter sigiloso e, por isso, não pode ser comentado pela corporação

Procurado há dois dias, o Centro de Comunicação do Exército entrou em contato hoje (11), por telefone, com o Congresso em Foco para se manifestar a respeito da reportagem “Casal de sargentos gays quer deixar o país”. No entanto, a corporação se limitou a dizer que o documento apresentado pelos sargentos Laci Marinho e Fernando Alcântara é sigiloso e, por isso, o Exército não pode comentá-lo. De acordo com o Centro, a ata médica que reconhece a "incapacidade definitiva para o serviço militar” do sargento Laci é de interesse somente das duas partes envolvidas. Como mostrou o Congresso em Foco, o casal recorreu à Corte Interamericana de Direitos Humanos para deixar o país, alegando que sofre perseguição e ameaças por conta de sua orientação sexual.

Casal de sargentos gays quer deixar o país
Saiba mais sobre a disputa que Fernando e Laci travam contra o Exército

A reportagem fez contato, por telefone, com o Centro de Comunicação na segunda (9) e na terça-feira (10), mas não foi atendida. No primeiro contato feito com a corporação, a repórter foi instruída a enviar seus questionamentos por e-mail, o que foi feito imediatamente em seguida. No entanto, até o fechamento desta reportagem, mais de 24 horas depois, o e-mail permanecia sem qualquer resposta. O Centro de Comunicação alega que tentou responder às solicitações por telefone.

O Exército preferiu não se manifestar sobre o assunto

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!