Ex-suplente é condenado por mandar matar deputada

Talvane Albuquerque recebeu pena de 105 anos e quatro meses de prisão por ser o mandante da chacina que resultou na morte de Ceci Cunha e utras três pessoas em Maceió. Julgamento ocorreu 13 anos após o crime

O médico Talvane Albuquerque foi condenado na madrugada desta quinta-feira (19), em júri popular, a 103 anos e quatro meses de prisão por ser o autor intelectual do assassinato da ex-deputada Ceci Cunha (PSDB-AL). O julgamento, ocorrido 13 anos após o crime, durou três dias e ocorreu na 1ª Vara Federal de Alagoas. Além de Albuquerque, que era suplente de deputado na época, outras quatro pessoas receberam penas por envolvimento no caso.

De acordo com a decisão, Talvane Albuquerque, que chegou a assumir o mandato em 1999 pelo PTN, foi considerado o mandante do crime. Os outros quatro - José Alexandre dos Santos, Mendonça Medeiros da Silva, Jadielson da Silva e Alécio Vasco - foram considerados autores materiais. Jadielson recebeu pena de 105 anos de prisão, Alécio de 87 anos e três meses, José Alexandre de 105 anos e Mendonça de 75 anos e sete meses.

Além da pena de prisão, Talvane também foi condenado a indenizar a família das vítimas em R$ 100 mil. Todos os cinco podem recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Ceci Cunha, o marido e mais dois parentes foram assassinados em 1998 em Maceió (AL). O crime, que ficou conhecido como Chacina da Gruta, ocorreu logo após ela ser diplomada para mais um mandato como deputada.

Segundo a Agência Brasil, a acusação usou gráficos de rastreamento telefônico dos acusados por meio de torres de celular. Eles revelaram a movimentação da deputada e dos supostos assassinos, conforme acusação do Ministério Público (MP) antes e no dia do crime, incluindo a rota de fuga. Também lembrou a ligação gravada entre Talvane e o pistoleiro Chapéu de Couro para tratar da morte do deputado Augusto Farias, que, segundo o MP, acabou sendo substituído por Ceci Cunha na mira do assassino.

A defesa dos réus, relatou a Agência Brasil, levantou dúvidas sobre o conteúdo do depoimento da irmã de Ceci, Claudinete Maranhão, única sobrevivente da chacina, ao lado do filho dela que na época era um bebê. Os advogados argumentaram que ela deve ter se confundindo ao reconhecer Jadielson como um dos autores dos disparos. Também disseram que as testemunhas estavam sugestionadas a culpar Talvane desde o início.

Com informações da Agência Brasil

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