Ex-chefe de Dilma queria votar pelo impeachment, mas vai se abster

Pedetista, Pompeu de Mattos optou não votar a favor do impeachment, como pretendia, para evitar ser expulso do partido, que fechou questão contra. Para ele, sua ex-assessora na Assembleia Legislativa é honesta, mas se envolveu com grupo da "roubalheira"

Ex-chefe da presidente Dilma Rousseff, o deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS) decidiu se abster da votação sobre o processo de impeachment da petista. Dilma é amiga pessoal do pedetista e foi chefe de gabinete de Pompeu quando ele era deputado estadual. O deputado explica que, embora seu partido tenha decidido votar contra o impeachment, ele prefere não votar. Dilma foi filiada ao PDT antes de entrar para o PT.

“Nem Dilma, nem Temer, muito menos Cunha ou Renan. Temos de ter nova eleição livre”, defendeu o gaúcho. Segundo ele, a Câmara não está votando as chamadas pedaladas fiscais, mas a “roubalheira” instalada no governo por grupos do PT, do PMDB e do PP. “O que estamos votando não é a pedalada fiscal, que não é crime que implique impedimento, até porque Lula e FHC pedalaram. É verdade que ela pisou no acelerador. O que acontece é que há uma roubalheira no governo. Não é ela. Mas um grande grupo do PT, do PMDB e do PP, que montou esquema para roubar o país e o governo”, afirmou. Na prática, a abstenção conta em favor da presidente, já que são necessários 342 votos para que seja autorizada a abertura do processo.

A bancada gaúcha é uma das primeiras a votar. A votação começará, de maneira alternada, com a chamada de deputados de Roraima e do Rio Grande do Sul.

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