Ex-chefe da Casa Civil do governo Cabral é um dos alvos da Operação Lava Jato no Rio

 

Policiais federais estão nas ruas do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (23), para cumprir cinco mandados de prisão e buscas e apreensões, além de conduções coercitivas . Um dos alvos dessa fase da Operação Lava Jato, um desdobramento da Operação Calicute, é o ex-chefe da Casa Civil do Rio Régis Fichtner, que comandou a pasta, entre 2007 e 2014, durante o governo de Sérgio Cabral.

O ex-chefe da Casa Civil chegou a ser suplente de Cabral quando ele foi senador e advogado durante a campanha ao governo do Rio. Fichtner é suspeito, segunda a PF, de receber propina de mais de R$ 1,6 milhão de empresas interessadas em fechar contratos com o governo do estado.

A investigação mostrou que os empresários buscavam o escritório dele para firmar as condições do contrato. O ex-chefe da Casa Civil foi preso em casa, no condomínio da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Operação Calicute foi desencadeada em novembro do ano passado e resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral.

Fichtner foi citado no depoimento de Luiz Carlos Bezerra, um dos operadores financeiros do esquema. Nas anotações de Bezerra, Fichtner era conhecido como Alemão ou Gaúcho. Um dos mandados de prisão é para George Salada, um dos protagonistas, em Paris, ao lado de Cabral, na festa do guardanapo. Salada foi delatado pelo doleiro Lúcio Funaro.

Batizada como C'est fini, que em francês significa "é o fim", o nome da operação desta quinta-feira (23) é uma alusão ao fim das Farra dos Guardanapos. Tirada em Paris, na conhecida foto aparecem ex-secretários e empresários num jantar, onde eles usavam guardanapos na cabeça. O ex-governador também participou do jantar.

Fernando Cavendish, dono da Delta Engenharia, está sendo conduzido coercitivamente para depor. O empresário já foi condenado em outra ação da Lava Jato e cumpre prisão domiciliar desde agosto do ano passado. A Delta foi uma das principais construtoras do Rio na gestão de Cabral. Cavendish já assumiu ter pago 5% de propina em dinheiro para o ex-governador para que a Delta participasse da reforma do Maracanã.

Já Alexandre Accioly teve buscas e apreensões em seu apartamento e foi levado coercitivamente a depor, mas ainda não foi divulgado a ligação de Accioly, que é dono de uma rede de academias, com o esquema de corrupção.

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