Estádio de Brasília entra na mira da Lava Jato

Estádio Nacional Mané Garrincha, no Distrito Federal, foi o mais caro dos 12 construídos para a Copa do Mundo de 2014. Investigações apontam que o custo da obra envolveu pagamento de subornos

Depois da Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo, o próximo estádio na mira dos investigadores da Força Tarefa da Lava Jato é o Mané Garrincha, em Brasília. A arena brasiliense foi a mais cara das 12 construídas ou reformadas para a Copa de 2014. Ao todo, o custo da obra foi de R$ 1,403 bilhão.

Segundo apuração do colunista Marcel Rizzo, da Folha de S. Paulo, o consórcio responsável pela obra foi formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Segundo informações preliminares de executivos ligados à construção, o pagamento de subornos podem explicar o alto valor final do projeto.

O Mané Garrincha foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014 e também sediou jogos da Copa das Confederações, em 2013.

Recentemente, na 26ª fase da Lava Jato, denominada Operação Xepa, foram encontrados indícios de que as obras da Arena Corinthians envolveram o pagamento de propinas por parte da empreiteira Odebrecht. Segundo o procurador da República Carlos Fernandes Lima, a diretoria responsável pela supervisão da obra do Itaquerão aparece em documentos e tabelas apreendidos pela Polícia Federal que indicam o pagamento de propinas relacionadas à obra.

Em relação a outros estádios da Copa, o procurador afirmou que outras fases da Lava Jato já haviam indicado o pagamento de propinas envolvendo empreiteiras. Novos indícios estão sendo colhidos, acrescentou ele, “inclusive de delações que ainda estão em andamento”.

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