Empresas paralelas da Petrobras foram usadas para propina

Ministério Público abriu novas frentes de investigação sobre o esquema de desvio de dinheiro na estatal. Pelo menos três projetos elaborados pela petroleira são alvo de apuração

O Ministério Público Federal abriu uma nova frente de investigação na Operação Lava Jato. Agora, os procuradores querem saber se projetos envolvendo pelo menos três sociedades de propósito específico (SPE) e a Petrobras foram usadas para distribuição de propinas. Indícios apontam para pelo menos R$ 11 milhões pagos em troca de contratos na estatal.

De acordo com o jornal O Globo, os detalhes dos pagamentos surgiram nos depoimentos do consultor da empreiteira Toyo Setal Júlio Gerin Camargo e do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. Eles informaram que houve propina nos projetos da ampliação da refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos, no aumento da capacidade de escoamento de gás da Bacia de Campos e na construção do gasoduto Urucu-Manaus.

O uso de SPEs, segundo o jornal, é um ponto de embate entre a Petrobras e o Tribunal de Contas da União (TCU). A corte contesta a dispensa de licitação nas sociedades. Já a estatal informa que não há uso de dinheiro público. Das três obras apontadas pelos funcionários da Toyo Setal, duas não tiveram chamada pública. Apenas a ampliação do gasoduto passou pelo processo licitatório.

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