Empreiteira tinha ‘lista de mimos’ para políticos

Polícia Federal apreendeu, durante a sétima fase da Operação Lava Jato, um documento mostrando que a construtora OAS distribuía presentes para se aproximar de membros do governo e da oposição. Ao todo, 44 pessoas estavam na relação

Cortes de ternos, gravatas, relógios de R$ 10 mil, vinhos e até um kit churrasco estavam em uma lista de presentes para políticos apreendida durante a sétima fase da Operação Lava Jato, em novembro. De acordo com o documento, pessoas como o ex-presidente Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) estavam na relação. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo neste sábado (6).

De acordo com o jornal, a distribuição de presentes era uma fora encontrada pela construtora OAS para se aproximar dos políticos. A relação inclui 28 deputados federais, nove ministros, 13 senadores, oito governadores e quatro prefeitos. Não é possível, informa a Folha, saber se os presentes foram entregues ou devolvidos. Um dos exemplos de "mimo" foi um relógio de R$ 10.619 para Armando Tripodi, chefe de gabinete do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, está listado como destinatário de um corte de terno, mesmo presente indicado para Aécio em seu aniversário. Mantega e Mercadante aparecem na lista com gravatas, enquanto a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, deveria receber um kir churrasco.

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