Empreiteira investigada na Lava Jato pagou R$ 7 mi a ex-diretor após prisão

A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro serviu como repasse de propina dos esquemas entre a empreiteira e a Petrobras

A Camargo Corrêa pagou R$ 7,4 milhões nos últimos anos a um ex-diretor, Pietro Bianchi, que foi sido preso e acusado pela Polícia Federal em 2009, na Operação Castelo de Areia, de ser o principal responsável por organizar os pagamentos de propina da empreiteira a políticos. As informações são da Folha de S.Paulo.

O valor foi pago a Bianchi entre janeiro de 2008 e dezembro de 2013. A Polícia Federal suspeita que parte dos pagamentos, que a empresa diz ter feito como forma de remuneração a serviços de consultoria de Bianchi, serviram para repasse de propina, como ocorreu com outras empresas investigadas na Operação Lava Jato.

Em acordo de delação premiada, dois ex-diretores da empreiteira, Dalton Avancini e Eduardo Leite, disseram nos casos de contrato da Camargo e Corrêa com as empresas Treviso e Piemonte, que chegavam a R$ 77 milhões, não houve serviço prestado. Os valores foram usados para repasse de suborno.

A Camargo e Corrêa não informou o tipo de serviço de consultoria que Bianchi realizou no período em questão. Disse, por meio de nota, que “trata-se de prestador de serviços com contrato regular e efetivamente cumprido”.

Confira na íntegra reportagem da Folha de S.Paulo

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