Em vídeos, os micos e bizarrices na folia da política

De Itamar Franco a Lilian Ramos, passando por Paulo Paim, Joaquim Barbosa e Celso Russomanno. Neste domingo de carnaval, relembramos situações em que, forma voluntária ou não, alguns de nossos representantes participaram da festa

Era início de 1994, e o então presidente da República, Itamar Franco (1930-2011), ignorou os conselheiros da “República de Juiz de Fora” e resolveu ir à Sapucaí ver o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Até aí tudo bem – entra ano, sai ano, é vasta a lista de autoridades que já passaram pela passarela do samba. O problema é que o saudoso político mineiro estava acompanhado, entre outros, da cearense Lilian Ramos, sósia da cantora Fafá de Belém que, na ocasião, não usava calcinha – e assim foi flagrada pelas lentes de um fotógrafo atento.

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Aproveitando a atmosfera de confetes e serpentinas, o Congresso em Foco pede licença ao Rei Momo e, de mãos dadas com a Rainha do Carnaval, convida o leitor internauta a relembrar alguns episódios que, se deixaram algumas de nossas excelências em maus lençóis, fizeram a festa do folião tupiniquim. Um deles é justamente um trecho do programa “Documento especial”, em 1994,  do SBT, mostrando o que houve com Itamar:

Expresso 222...

Governador da Bahia, o petista Jaques Wagner é uma das vítimas de repórteres, fotógrafos e mesmo foliões em permanente estado de alerta em tempos de folia. Jaques recebia, como lembrou uma reporter da TV Bandeirantes, o samba e o frevo personificados nos governadores Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) e Eduardo Campos (Pernambuco), em plena “terra do axé music”.

Como mostra este vídeo abaixo, a repórter teve de interromper a arrastada intervenção de Jaques Wagner, evitando que o governador continuasse a pagar mico diante dos sorrisos desconcertados dos colegas de mandato.

“Herói dos aposentados”

Em março de 2011, quando foi homenageado em um tradicional bloco de rua do Rio de Janeiro, o senador Paulo Paim (PT-RS) certamente não estava sob o efeito de álcool ao discursar, de cima de um carro de som, para foliões aposentados com animação de criança.

Relembre:

“Pai dos aposentados”: Paim abre folia em bloco no Rio

Veja o vídeo em que Paim sai atrás – ou melhor, em cima – do trio elétrico:

Examinando o produto

Em 1990, o então dublê de repórter Celso Russomanno sequer imaginava que chegaria a liderar a corrida eleitoral ao governo de São Paulo, em 2012, contra José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), o vencedor. Em uma época de bailes carnavalescos em que closes, digamos, ginecológicos de mulheres lindas só eram transmitidos na madrugada em programas de televisão, Russomanno mal conseguir disfarçar o encanto diante dos quase 1,80m da gloriosa modelo Cristina Mortágua, bronzeadíssima em um microbiquíni verde-limão. Durante a campanha, o vídeo virou sucesso na internet, chegando a prejudicar a imagem do candidato do partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Confira o vídeo-pérola, sem mais palavras (o Congresso em Foco adverte: tire as crianças da frente do monitor, ao menos nos primeiros segundos do filmete):

Combustível do bom-humor

Se a corrupção não tem graça alguma quando se analisam seus efeitos, o espírito inzoneiro de nosso povo pede licença ao cotidiano e, tragicômico, usa e abusa da criatividade em tempos de carnaval. Há três anos, uma reportagem veiculada pela TV Brasil antes do carnaval mostrava que, quando se trata de democracia, brincadeira é coisa séria.

Trata-se da saudável arte de retratar figuras do noticiário político em máscaras, produto legitimamente brasileiro que ganha as ruas em épocas de folia. No início de 2010, quando a reportagem abaixo foi veiculada, a presidenta Dilma Rousseff ainda nem tinha deixado a condição de “candidata poste”, como a oposição maldosamente resolveu qualificar, do ex-presidente Lula nas eleições daquele ano. Estão lá na parede da loja, além da então ministra-chefe da Casa Civil, o saudoso deputado Enéas Carneiro, a deputado Luíza Erundina (PSB-SP) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), então governador mineiro.

Confira o vídeo:

Se Lula era “o melhor presidente do mundo”, como disse um carioca na reportagem, os revezes da política fizeram de um algoz de petistas envolvidos com o caso do mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o principal “mascarado” do carnaval 2013.

Assista ao vídeo da agência France Presse:

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