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Em vídeo, as bizarrices que marcaram a legislatura

Troca de acusações, xingamentos e baixarias. Nos últimos quatro anos, parlamentares protagonizaram sessões de pastelão e por pouco não saíram no tapa. Sobrou até para a Xuxa. Veja os principais embates dos últimos quatro anos

Teve a volta "triunfal" do ex-presidente do Senado que havia sido deixado o cargo poucos anos antes pela porta dos fundos. Vestal da ética cassado pelos colegas após revelações de sua relação íntima com um conhecido contraventor. Acusado de homofobia e racismo presidindo a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Deputado dizendo que não estupraria deputada por falta de “merecimento”. A legislatura que chega ao final sob a mancha do chamado petrolão foi pródiga em “excentricidades”. Mas os fatos inusitados não param por aí.

As “Excelências” podem não ter perdido o costume de se tratarem por “Excelências”, mas, em diversos casos, perderam a paciência e o respeito em plenário. Em sessões dignas de pastelão, não fosse a turma do “deixa-disso”, o Congresso teria virado um ringue de lutas. Candidatos a parlamentares “valentões” não faltaram nos últimos quatro anos. Sobrou até para visitas, como a “Rainha dos Baixinhos”. O Congresso em Foco apresenta, a seguir, alguns desses episódios. Confira:

Pastor Eurico x Xuxa
Em 21 de maio de 2014, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) atacou  a apresentadora Xuxa, que foi à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara defender a aprovação do projeto da Lei da Palmada. “Desculpe-me eu citar aqui, com todo respeito à pessoa e ao ser humano, mas a conhecida ‘rainha dos baixinhos’, no ano de 82, cometeu a maior violência contra crianças em um filme pornográfico”, disparou o deputado, em referência à participação da então modelo no filme "Amor, estranho amor", em que contracena com um garoto de 12 anos. Xuxa não respondeu, mas fez sinal de um coração com as mãos. Os deputados começaram um bate-boca imediatamente, criticando duramente Eurico, que acabou destituído da CCJ por seu partido.

Aécio x Lindbergh
Em 22 de março deste ano, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) discutiram asperamente no plenário do Senado durante as discussões do projeto do Marco Civil da Internet. “Não me venha passar pito, porque Vossa Excelência não é dos mais assíduos nem pontuais desta casa, não me venha falar de autoridade política. Eu não aceito isso”, disse o petista ao tucano. “Não vou debater com o senador Lindbergh, não tem estatura moral e política para debater comigo. Cuide dos seus problemas e seus processos”, atacou o tucano. O senador Mário Couto (PSDB-PA) foi para cima de Lindbergh, e a turma do “deixa-disso” entrou em ação para conter os brigões.

De Humberto Costa para Mário Couto: “Débil mental”
Corrupto, safado e débil mental. Esses adjetivos nada lisonjeiros foram trocados entre os senadores Mário Couto (PSDB-PA) e Humberto Costa (PT-PE) em 25 de agosto de 2011, quando o tucano cobrava do petista que assinasse o pedido de criação da CPI da Corrupção. O pernambucano reclamou que a Mesa Diretora não tomava providências contra as agressões ao PT feitas pelo paraense: “Dizem: não, trata-se de um louco, um débil mental...um débil mental consegue agredir o outro”.

A troca de acusações entre os dois continuou pelo cafezinho do Senado.

De Bala Rocha para Chinaglia: “Seu fdp”
Em 5 de dezembro de 2013, o então líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi alvo de xingamento do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP). A confusão começou nas discussões de um projeto que formalizava um tratado de cooperação entre o Brasil e a França para combater o garimpo ilegal na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa. Bala Rocha contestou o relato feito por Chinaglia de um encontro entre a bancada amapaense e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O governista fez alusão à prisão de Bala Rocha, em 2004, em uma operação da Polícia Federal. "Graças à minha formação, nunca fui algemado na minha vida", provocou. O troco foi imediato: “Fui injustiçado, seu porra, seu filho da puta”. “Daqui em diante vou obstruir todas as votações nesta Casa até que este líder do governo vagabundo peça desculpas para mim”, acrescentou.

De Caiado para Garotinho: “Chefe de quadrilha”
Em 14 de maio de 2013, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) proferiu um dos discursos mais duros da atual legislatura. Durante a longa sessão que resultou na aprovação da chamada MP dos Portos, Caiado direcionou sua metralhadora verbal contra Anthony Garotinho (PR-RJ). Garotinho havia dito que o DEM estava seguindo as orientações do banqueiro Daniel Dantas nas discussões do novo marco regulatório do setor portuário, área em que atua. “Estou convencido de que Vossa Excelência faz parte do chiqueiro, está com a catinga dos porcos”, disparou o goiano. “Garotinho não se pode tratar de Excelência, que é quem tem algo diferenciado. Ele é tratado de chefe de quadrilha”, prosseguiu. “Garanto que dali para fora é um frouxo, amarela, não tem coragem de dizer um décimo do que fala!”, afirmou o líder do DEM.

Garotinho subiu à tribuna e rebateu o colega: “Eu não abandono amigo meu. Não finjo que não conheço Demóstenes. Não virei as costas para Demóstenes Torres depois de ter andado pelo estado de braços”. Para completar o espetáculo, o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) subiu à tribuna com uma faixa de protesto e foi retirado à força pela segurança.

Logo em seguida, Garotinho e Caiado fizeram as pazes.

De Aloysio para blogueiro: “Vai pra pqp”
Em 6 de maio de 2014, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) perdeu a paciência com um blogueiro que o questionou por que o PSDB resistiu a instalar CPIs em São Paulo. Rodrigo Grassi, mais conhecido como Rodrigo Pilha, era assessor da deputada Erika Kokay (PT-DF) e já havia causado polêmica ao seguir o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, nos arredores de um restaurante em Brasília. Ao ser indagado sobre seu envolvimento no esquema de corrupção do Metrô, Aloysio tentou dar um “pescoção” no blogueiro: “Vai pra puta que te pariu. Envolvimento é o cacete. Vagabundo”.

Bolsonaro x Maria do Rosário
No dia 9 de dezembro de 2014, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a atacar a deputada Maria do Rosário (PT-RS), repetindo o que havia feito diante das câmeras da Rede TV! em 2003. Desta vez, a agressão foi no plenário da Câmara. “Não saia, não, Maria do Rosário, fique aí. Fique aí, Maria do Rosário. Há poucos dias você me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que eu não a estuprava porque você não merece. Fique aqui para ouvir”, disparou. Devido à declaração, ele responde  a processo no Conselho de Ética e no STF.

Bolsonaro x Randolfe
Em 23 de setembro de 2013, Bolsonaro e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) trocaram empurrões e quase saíram no tapa durante visita de parlamentares às instalações do Doi-Codi no Rio. Defensor da ditadura militar, o deputado fluminense partiu para cima do senador ao ser informado de que não poderia participar da visita.

Bolsonaro x Domingos Dutra
Em 13 de março de 2013, Bolsonaro e o deputado Domingos Dutra (PT-MA) tiveram de ser contidos por integrantes e assessores da Comissão de Direitos Humanos, durante a polêmica passagem do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) pelo comando do colegiado.

Ivan Valente x Luiz Carlos Heinze
Irritado com as declarações do ruralista, o deputado Ivan Valente pediu a palavra e afirmou que não admitiria que o setor ruralista “xingasse” índios e parlamentares contrários à PEC que altera as regras de demarcação de terras. Durante discussões sobre a proposta que altera as regras de demarcação de terras indígenas, em 8 de outubro de 2013, os deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS) tiveram de ser apartados pelos colegas. Coordenador da bancada ruralista, Heinze não gostou das críticas feitas por Ivan ao deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) e foi tirar satisfação com o parlamentar do Psol, que defendia os índios.

De Renan para Mendonça Filho: “Cale-se aí”
Numa sessão tensa que resultou no adiamento, para a semana seguinte, da votação do projeto que autorizava o descumprimento pelo governo da meta fiscal de 2014, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), bateram boca. Foi no dia 26 de novembro de 2014, quando Mendonça Filho protestou contra a condução da sessão pelo peemedebista. “Vossa Excelência pode tudo aqui, só não pode ficar da tribuna gritando”, disse Renan. “Posso. Vossa Excelência está desmoralizando o Congresso Nacional. Vossa Excelência é uma vergonha para este Parlamento”, respondeu Mendonça. “Ao ver uma câmera é sempre assim. Cale-se aí. Cale-se aí”, devolveu o presidente do Congresso.

Silvio Costa x Pedro Taques
Em 31 de maio de 2012, o senador Pedro Taques (PDT-MT) foi xingado pelo deputado Silvio Costa (PTB-PE) após os dois se desentenderem sobre o direito do então senador Demóstenes Torres (GO) se calar na CPI do Cachoeira. “Você é um merda”, disparou o pernambucano. “Não me meça pela sua régua”, reagiu o mato-grossense.

Sarney x Demóstenes
Antes de cair em desgraça com as revelações de sua relação com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o então líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), perdeu a paciência com o então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Em 6 de dezembro de 2011, Demóstenes acusou Sarney de “tratorar” a oposição e descumprir acordo feito com a oposição. O peemedebista não passou recibo.

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