Em nota, Dilma rejeita mudanças ministeriais

Presidenta cobra "empenho" dos ministros na realização dos cinco pactos. Rumores de trocas na coordenação política e na equipe econômica cresceram após reunião com a bancada petista ontem

A presidenta Dilma Rousseff rejeitou neste sábado (6), em nota oficial, a possibilidade de ocorrer uma reforma ministerial no momento. Após reunião com a bancada do PT na Câmara, cresceu a tese de mudanças na coordenação política do Palácio do Planalto. Outra possibilidade comentada, por causa do baixo desempenho econômico, é a troca na equipe responsável por ditar os rumos da economia brasileira.

"Não procedem as especulações de mudanças ministeriais", disse Dilma. Sairiam do cargo os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, além do secretário do Tesouro, Arno Augustin. Na nota, a presidenta diz esperar empenho dos ministros para a realização dos cinco pactos firmados com governadores e prefeitos  em 24 de junho como resposta as manifestações.

Após a reunião de ontem, o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que Dilma pediu ajuda na reconstrução da base governista no Congresso. “A presidenta pediu apoio para a bancada do PT para ajudar na recomposição da base, do diálogo com os partidos, com o PMDB. Vamos trabalhar para rearticular a base, pacificar a base”, disse. Segundo ele, a "viola desafinou um pouco, e o PT pode ajudar a afinar a viola”.

Veja a íntegra da nota:

"Nota Oficial

Não procedem as especulações de mudanças ministeriais. O que espero de meus ministros é empenho na realização dos cinco pactos firmados com os governadores e prefeitos de capital: responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação; reforma política com plebiscito;  melhoria profunda nos serviços públicos de saúde; pacto nacional da mobilidade  urbana que permita um salto de qualidade no transporte público; e destinação dos royalties do petróleo para educação.
Dos meus ministros quero determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica.
Continuaremos a governar o Brasil para todos, especialmente para os menos protegidos.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil"

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