Em mais um recuo, Maranhão remarca votações na Câmara

Até última sexta-feira, informação da Secretaria-Geral da Mesa era de que as votações em plenário seriam retomadas apenas em 4 de julho. Entretanto, repercussão negativa do ato fez com que parlamentares contrários à decisão pressionassem o presidente interino

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), voltou atrás e revogou o feriado de 13 dias ininterruptos que havia acordado com parte dos deputados da Casa. Até a última sexta-feira (24), a informação da Secretaria-Geral da Mesa era de que as votações em plenário seriam retomadas apenas em 4 de julho. Entretanto, a repercussão negativa do ato fez com que parlamentares contrários à decisão pressionassem o presidente. Maranhão, então, alertou a Secretaria ontem (sábado, 25) e disse que vai realizar sessões com ordem do dia na segunda e terça-feira (27 e 28).

A expectativa é que o presidente interino coloque na pauta de votação a medida provisória que avalia normas sobre o controle de doping no esporte. A matéria foi indicada pelo governo, que pretende analisar o teor da proposta antes dos jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que acontecem em agosto deste ano. Também tem a atenção do parlamento a pauta que modifica, tornando mais técnica, a indicação de dirigentes para fundos de pensão de empresas estatais.

Recuo

Na última sexta-feira (24), o presidente interino havia decidido que até o dia 4 de julho todas as sessões realizadas no plenário da Casa seriam solenes ou de debates. Ou seja, não teriam ordem do dia e, portanto, não seriam contabilizadas faltas e nem realizadas votações de matérias durante o período. Partidos reagiram com contrariedade à decisão institucional. Em nota divulgada à imprensa, a assessoria de comunicação do PSDB na Câmara criticou a posição adotada pelo presidente e avaliou como “reprovável” a conduta de Maranhão.

A mesma postura teve o líder do PRB na Câmara, deputado Márcio Marinho (BA), que diz ter apelado aos demais líderes partidários e ao próprio Maranhão para que medida fosse revista: “O republicano lembra que vivemos um momento delicado da política e da economia brasileira e uma semana sem votações representa ineficiência do processo legislativo, assim como um prejuízo incomensurável para a Nação”, diz trecho de nota da liderança do PRB.

 

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