Em greve, professores tentam entrar na sede do Governo do Distrito Federal

Manifestantes tentaram entrar no Palácio do Buriti, mas foram impedidos por policiais, que usaram spray de pimenta. Categoria promete continuar em frente ao palácio enquanto não for recebida pelo governador Rollemberg ou algum representante

 

 

Professores da rede pública do Distrito Federal fecharam todas as faixas do Eixo Monumental em protesto contra o governo local. Em greve desde o dia 15, a categoria cobra encontro entre a comissão de negociação do governo e o seu sindicato. No final da manhã, os manifestantes derrubaram uma cerca de proteção no gramado do Palácio do Buriti, onde despacha o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

A Polícia Militar usou spray de pimenta para impedir a entrada dos professores no palácio. Alguns manifestantes passaram mal com a inalação do gás. O trânsito foi desviado, o que tem obrigado motoristas a fazerem trajetos alternativos. Mas o grupo afirma que não deixará o local enquanto não for recebido por Rollemberg ou alguma outra autoridade.  A pauta da categoria inclui a efetivação do plano de carreira, reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Os organizadores do ato estimam em 10 mil o número de participantes do ato. Já a PM fala em mil pessoas. Ainda pela manhã a categoria resolveu continuar a greve, mesmo com a decisão da Justiça de considerar a paralisação ilegal. Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), mais de 70% dos 28,5 mil servidores da ativa aderiram ao movimento. A entidade recorre da decisão judicial.

O Palácio do Buriti anunciou que cortará o ponto dos faltosos. “O corte de ponto será aplicado a todas as categorias e, no caso da Educação, tem como propósito garantir que os alunos não fiquem sem aula”, alega o governo do Distrito Federal em nota.

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