Em carta, ministro da Educação de Bolsonaro critica uso político-partidário do ensino

O filósofo Ricardo Vélez, escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Educação, divulgou uma carta nesta sexta-feira (23) comentando sua escolha para o cargo. O colombiano naturalizado brasileiro diz no documento ter apoiado a candidatura do militar da reserva por Bolsonaro ter externado “a opinião da grande maioria do povo brasileiro” de desejar a renovação política.

Ao anunciar o nome de Vélez, Bolsonaro citou que o filósofo é autor de mais de 30 obras e é professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. A escolha se dá em meio às discussões do projeto escola sem partido, que avançou sua tramitação na Câmara nesta quinta-feira.

Na carta divulgada nesta sexta, Vélez indica apoio à proposta em discussão no Legislativo. “A instrumentalização ideológica da educação em aras de um socialismo vácuo terminou polarizando o debate ao longo dos últimos anos”, diz.

O colombiano prossegue e afirma que, “na sua essência, [a sociedade] é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista”. O ministro diz desejar cumprir o que o presidente propõe com o slogan “Menos Brasília e mais Brasil”.

Vélez também aproveita a carta para adiantar o que considera serem as prioridades da pasta. Diz ser necessária uma política de valorização dos professores como forma de elevar os patamares da educação brasileira. Segundo ele, os maiores esforços devem ser feitos no âmbito municipal.

"É o município que deve ser o foco na organização da nossa legislação educacional, olhando para as diferenças regionais e levando em consideração os interesses dos cidadãos onde eles residem", diz.

Leia aqui a íntegra da carta.

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