Ele não tem medo de falar o que pensa

No momento em que todos querem saber o que vai pela cabeça dos jovens brasileiros, ganhamos um colunista com 26 anos, politizado, engajado em movimentos sociais e sem papas na língua

Ele tem 26 anos, é altamente politizado, sabe escrever, desponta como uma das principais lideranças jovens do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) e preside o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Quer hora melhor pra gente ganhar um colunista com esse perfil? Justo no momento em que todos querem saber o que vai pela cabeça dos jovens brasileiros, o estudante de Direito paulista Alessandro Melchior passa a assinar coluna fixa no Congresso em Foco.

Os protestos de São Paulo, iniciados por causa do aumento de vinte centavos no preço da passagem de ônibus, são o tema escolhido por Alessandro para o seu primeiro texto no site.

Na coluna de estreia, ele aponta o dedo contra traços reacionários do estado no qual nasceu e vive. “São Paulo hoje é, seguramente, a locomotiva que puxa o Brasil para o passado”, afirma.

E condena o comportamento tanto do governador Geraldo Alckmin quanto do prefeito Fernando Haddad no episódio que levou para as ruas milhares de pessoas desde a semana passada: “Não ter dialogado com o movimento era algo esperado do governo do estado. A Prefeitura de São Paulo vinha em rota diferente em sua relação com os movimentos sociais. Foi um erro seguido por outro, um erro crasso que pode sair caro. E tem que sair. Porque não se atacam as liberdades democráticas impunemente”

Alessandro Melchior já havia mostrado, aqui mesmo no Congresso em Foco, que não é de esconder o que pensa. Petista, sua preferência partidária não lhe tira em nada a independência para pensar e se posicionar publicamente. Em entrevista ao site, atacou a aliança governista baseada “no fundamentalismo religioso, no apoio à grande mídia e no agronegócio”. “Brincamos que é o eixo do mal”, completou. Também disse que “há descaso total da presidenta Dilma em relação ao tema LGBT” e apontou o dedo nos ministros que, no seu entender, sustentam a articulação conservadora que hoje leva o Brasil a “retroceder em direitos”.

Leia a coluna de estreia de Alessandro Melchior:

São Paulo e o vandalismo de Estado

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