“É difícil construir até coalização com 28 partidos”, diz Lula

Principal cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula afirmou estar preocupado com o modelo de coalizão a partir do próximo ano, quando 28 legendas passarão a compor o Congresso Nacional.

Principal cabo eleitoral da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula afirmou estar preocupado com o modelo de coalizão a partir do próximo ano, quando 28 legendas passarão a compor o Congresso Nacional. Na atual legislatura são 22 partidos que compõem as duas casas legislativas.

“Não é possível um país com 28 partidos, 30 partidos. Partido de aluguel, partido laranja para se vender na eleição. Cada coisa que você tem que aprovar no Congresso é uma negociação com 28 partidos. É difícil construir até coalização com 28 partidos”, afirmou o ex-presidente durante entrevista ao comunicador Geraldo Freira na Rádio Jornal de Pernambuco.

Lula defendeu que só a  convocação de uma constituinte para debater a reforma política é fundamental. “Eu acho que nós precisamos – ao falarmos de redução de partidos – nós temos que falar de reforma política. Nós precisamos convocar uma constituinte exclusiva para votar a reforma política e depois os deputados eleitos para a constituinte não poderão ser candidatos, para a gente poder tentar moralizar a política”, destacou.

O ex-presidente assegurou que não pensa em voltar a disputar a cadeira de presidente da República em 2018, quando estará com 72 anos. “Considero que eu já cumpri a minha função. O Brasil será capaz de produzir novas lideranças. No que depender da minha vontade pessoal não disputo mas é leviandade falar em eleição agora quando a eleição atual nem acabou”, destacou ponderando que uma decisão como essa só poderá ser tomada “no momento certo”.

Lula disse ainda que o PSDB não sabe governar para os nordestinos. “É muito importante que o povo nordestino não perca as conquistas que a gente conseguiu. A coisa que mais me dá orgulho é levar universidades no Nordeste. Pra gente colocar os nordestinos nas páginas dos jornais como sinônimo de desenvolvimento. O povo nordestino não deve nada para mim, nem para a Dilma. Nós é que devemos a eles”, destacou.

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