Dyogo Oliveira assume BNDES e Esteves Colnago será novo ministro do Planejamento

 

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, deixará a pasta para assumir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em seu lugar, o secretário-executivo do ministério, Esteves Pedro Colnago. A troca foi confirmada pelo Planalto no fim da tarde deste domingo (1).

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Colnago é o número dois do ministério do Planejamento desde o ano passado, preside o Conselho de Administração do BNDES e integra o Conselho de Administração da Eletrobras. Analista do Banco Central desde 1998, Esteves Colnago já ocupou cargos estratégicos nos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Já Dyogo Oliveira chegou ao ministério como substituto do senador Romero Jucá (MDB-RR), que ficou menos de duas semanas no cargo. Jucá se licenciou do cargo uma semana e meia depois de ser nomeado, logo após a divulgação do áudio em que dizia que era preciso "estancar a sangria” da Operação Lava Jato. Dyogo foi citado em inquérito da Zelotes, mas não chegou a ser indiciado. Ele foi apontado como um dos possíveis contatos dos réus da operação no governo para negociar textos de medidas provisórias, de acordo com o delegado Marlon Cajado.

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Esta já é a terceira mudança oficializada na Esplanada. Além de Dyogo Oliveira, Ricardo Barros (Saúde) e Maurício Quintella (Transportes) já deixaram as pastas que ocupavam, e serão substituídos por Gilberto Occhi e Valter Casimiro, respectivamente. O nome de Occhi, investigado na Operação Lava Jato, foi confirmado ontem pelo Planalto.

Amanhã (segunda, 2), o presidente Michel Temer (MDB) dará posse a Occhi e Casimiro. O novo ministro da Fazenda deixou a presidência da Caixa Econômica Federal para assumir a pasta da Saúde. Casimiro, novo titular dos Transportes, comandava o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Temer se reuniu hoje (1) com Dyogo Oliveira e Conalgo no Palácio do Jaburu, em Brasília. Também participaram da reunião os ministros Moreira Franco (Secretaria Especial da Presidência), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo), o líder do governo no Senado, Romero Jucá e o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (MDB-RS).

A partir desta semana, boa parte dos ministérios terá novos comandantes. O prazo para desincompatibilização para aqueles que pretendem concorrer às eleições de outubro se encerra no próximo sábado, 7 de abril. Entre os nomes que ainda devem deixar o governo estão o ministro do Turismo, Marx Beltrão, e da Educação, Mendonça Filho. Também existe a expectativa sobre a saída do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; da Integração Nacional, Helder Barbalho; e do Esporte, Leonardo Picciani.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles também deve deixar a pasta para tentar viabilizar uma candidatura em outubro. Ele pretendia disputar a Presidência da República e chegou a se movimentar nesse sentido. Entretanto, ao confirmar sua filiação ao MDB - que será oficializada na terça-feira (3), o ministro afirmou em sua conta no Twitter que só tomará uma decisão nesta semana.

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