Donos de postos no DF têm maior lucro bruto do país

Em Brasília os postos têm um lucro bruto de R$ 0,67 com a venda de gasolina. Veja lista com o preço médio do combustível em todos os estados e capitais do país

Os postos do Distrito Federal têm o maior lucro bruto do país na venda de gasolina. A margem média de comercialização do combustível é calculada a partir da diferença entre o valor pago pelos proprietários às distribuidoras pelo litro da gasolina e o preço final cobrado do consumidor. Na capital do país, os postos pagam em média R$ 3,231 por litro de gasolina às distribuidoras e vendem o combustível a  R$ 3,902. Assim, o lucro bruto obtido é de R$ 0,67 – dez centavos acima do segundo colocado, o Acre, onde os donos de postos têm uma margem de comercialização de R$ 0,57 com a venda de gasolina.

Para ter uma ideia da disparidade, o Amapá é o estado com o menor lucro bruto da venda de gasolina: R$ 0,26. Menos da metade da margem média de comercialização no DF. Os dados foram obtidos a partir do levantamento feito entre os dias 01 e 22 de janeiro pela Agência Nacional do Petróleo.

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF) alega que a diferença na margem de lucro bruto está relacionada a fatores que compõem o preço final do produto. No caso da gasolina, entre outros tributos há o ICMS – imposto estadual que varia de acordo com a unidade da federação, e que no DF chega a 28%. “A diferença do ICMS entre os estados é um dos fatores que ditam o valor do preço final dos combustíveis, mas não podemos deixar de citar outros, como transporte, quantidade de bases distribuidoras, oferta e procura, acordos trabalhistas e renda per capita”, informou a assessoria do Sindicato.

Os consumidores da capital também têm menos opções na hora de procurar gasolina mais barata. Apesar de estar sujeitos à mesma carga tributária, cada empreendimento possui uma estrutura de custos diferenciada – que vai de acordo com o número de funcionários, por exemplo, ou com o valor do aluguel do local. Apesar dessas variáveis, o Distrito Federal apresenta a menor diferença entre os preços da gasolina, apenas R$ 0,22.

Veja a tabela com a margem média de comercialização de gasolina em cada estado:

ESTADO MARGEM MÉDIA
Distrito Federal 0,671
Acre 0,576
Ceara 0,566
Mato Grosso 0,562
Rondônia 0,552
Para 0,541
Alagoas 0,516
Bahia 0,501
Tocantins 0,497
Rio Grande do Sul 0,496
Rio de Janeiro 0,485
Roraima 0,469
Sergipe 0,466
Rio Grande do Norte 0,456
Paraíba 0,454
Pernambuco 0,444
São Paulo 0,440
Piauí 0,425
Espírito Santo 0,420
Minas Gerais 0,418
Mato Grosso do Sul 0,408
Goiás 0,398
Maranhão 0,389
Santa Catarina 0,370
Parana 0,364
Amazonas 0,322
Amapá 0,269

Em relação ao preço médio da gasolina, o Distrito Federal fica em terceiro lugar, atrás do Acre (R$ 4,09) e do Pará (R$ 3,92). No outro extremo, os estados com a gasolina mais barata são Santa Catarina (R$ 3,49), São Paulo (R$ 3,51) e Amapá (R$ 3,55).

Veja a tabela com a relação de preços médios:

ESTADO Nº DE POSTOS PESQUISADOS PREÇO MÉDIO
Acre 93 4,092
Para 351 3,924
Distrito Federal 102 3,902
Rio Grande do Sul 1134 3,890
Rondônia 198 3,876
Ceara 613 3,873
Rio de Janeiro 1242 3,866
Roraima 27 3,858
Alagoas 187 3,805
Mato Grosso 414 3,773
Tocantins 121 3,766
Bahia 1006 3,752
Rio Grande do Norte 179 3,743
Pernambuco 604 3,715
Sergipe 117 3,714
Minas Gerais 1820 3,698
Paraíba 178 3,681
Espirito Santo 352 3,680
Goias 630 3,678
Piaui 189 3,672
Amazonas 196 3,618
Parana 1072 3,607
Maranhão 374 3,579
Mato Grosso do Sul 244 3,573
Amapá 38 3,550
São Paulo 4864 3,514
Santa Catarina 734 3,497

Nas capitais, com exceção de Porto Alegre, o cenário não muda muito. O preço médio da gasolina é maior em Rio Branco (R$ 4,05), Porto Alegre (R$ 3,96) e Brasília (R$ 3,90). Já as menores médias estão Campo Grande (R$ 3,43), São Luis (R$ 3,46) e São Paulo (R$ 3,47).

Veja a tabela:

CAPITAL

Nº DE POSTOS PESQUISADOS

PREÇO MÉDIO

Rio Branco

63

4,051

Porto Alegre

84

3,960

Brasilia

102

3,902

Fortaleza

215

3,874

Boa Vista

27

3,858

Rio de Janeiro

167

3,848

Porto Velho

60

3,847

Maceió

50

3,814

Belém

42

3,775

Cuiabá

156

3,771

Natal

59

3,756

Aracaju

45

3,723

Palmas

21

3,721

Salvador

189

3,709

Recife

69

3,673

João Pessoa

51

3,653

Teresina

87

3,633

Goiânia

120

3,605

Vitória

42

3,587

Manaus

93

3,569

Belo Horizonte

90

3,552

Macapá

26

3,536

Florianópolis

78

3,505

Curitiba

114

3,503

São Paulo

387

3,478

São Luís

105

3,464

Campo Grande

93

3,438

Na última sexta-feira (22), muitos brasilienses fizeram um protesto e deixaram de abastecer seus veículos nos postos da cidade. A medida foi uma reação ao valor da gasolina cobrado e uma forma de protestar em relação à recente revelação de cartel envolvendo esse serviço na capital do país. Nesta segunda-feira (25) o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou uma intervenção na maior rede de postos de combustíveis do DF. Nas próximas duas semanas o Cade nomeará um administrador provisório para gerir os postos da rede Cascol, com bandeira da BR Distribuidora, que concentra dois terços dos estabelecimentos vinculado ao grupo.

O Sindicombustíveis-DF afirmou em nota que o órgão “está cumprindo seu papel em uma ação pontual que necessita da sua atuação”.

Mais sobre cartel

Mais sobre combustíveis

CAPITAL

Nº DE POSTOS PESQUISADOS

PREÇO MÉDIO

Rio Branco

63

4,051

Porto Alegre

84

3,960

Brasilia

102

3,902

Fortaleza

215

3,874

Boa Vista

27

3,858

Rio de Janeiro

167

3,848

Porto Velho

60

3,847

Maceio

50

3,814

Belem

42

3,775

Cuiaba

156

3,771

Natal

59

3,756

Aracaju

45

3,723

Palmas

21

3,721

Salvador

189

3,709

Recife

69

3,673

Joao Pessoa

51

3,653

Teresina

87

3,633

Goiania

120

3,605

Vitoria

42

3,587

Manaus

93

3,569

Belo Horizonte

90

3,552

Macapa

26

3,536

Florianopolis

78

3,505

Curitiba

114

3,503

Sao Paulo

387

3,478

Sao Luis

105

3,464

Campo Grande

93

3,438

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