Documentos apontam que Youssef seria sócio oculto de subsidiária da Petrobras

Segundo reportagem do jornal O Globo, o doleiro injetou dinheiro por meio de duas empresas controladas indiretamente por ele na construção da usina termelétrica Suape II

Geraldo Magela/Ag. Senado
Documentos apreendidos por investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato apontam novos indícios de que o doleiro Alberto Youssef foi sócio oculto da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, na construção de uma usina termelétrica em Pernambuco. A informação é do jornal O Globo deste sábado (21).

 

Segundo o periódico, a usina Suape II começou a ser construída em 2008 e as obras terminaram cinco anos depois. O empreendimento teve investimentos da ordem de R$ 600 milhões. Conforme O Globo, os recursos para a obra foram fruto de uma parceria entre a BR Distribuidora e duas empresas controladas indiretamente pelo doleiro: Ellobras e Genpower.

Os documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) revelam uma série de empréstimos entre a CSA Project Finance Ltda, uma das empresas de fachada de Youssef, com Nelson Luiz Belloti sócio da Ellobras Infra-Estrutura e Participações. Os empréstimos, realizados entre 2007 e 2008, chegam a R$ 929 mil

Além disso, pelas informações dos investigados prestadas a O Globo, Youssef também teria mediado a venda da Ellobras e da Genpower, por R$ 35 milhões, ao consórcio formado pela BR Distribuidora e mais cinco empresas. A BR Distribuidora, no entanto, disse desconhecer qualquer relação de negócios entre Youssef e a subsidiária da Petrobras.

Confira a reportagem na íntegra

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