Diretor volta a negar recebimento de propina por funcionários da Petrobras

Companhia holandesa teria pago US$ 139,2 milhões a empregados e intermediários da Petrobras. Pedro Arruda já tinha prestado depoimento à CPI instalada no Senado

O diretor de segurança empresarial da Petrobras, Pedro Arruda, disse nesta quarta-feira (20) que a comissão interna da estatal não identificou pagamento de propina pela empresa holandesa SBM Offshore.  Ele prestou depoimento à CPI mista da Petrobras.

De acordo com uma reportagem publicada em fevereiro pelo jornal Valor Econômico, a companhia holandesa, que aluga navios-plataforma a petroleiras, teria pago US$ 139,2 milhões a empregados e intermediários da Petrobras. Arruda coordenou auditoria interna da estatal para apurar as denúncias.

Em depoimento prestado em junho à CPI da Petrobras no Senado, Arruda afirmou não haver evidências de que a SBM Offshore tenha subornado funcionários da estatal brasileira.

Senha

A comissão interna da Petrobras descobriu que a senha pessoal de Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional da estatal, está vinculada a dois documentos sigilosos repassados a executivos da companhia contratada pela Petrobras.

“Na sede da empresa da Holanda, havia dois arquivos em PDF gerados com a chave do diretor Zelada”, disse Pedro Arruda. Os documentos dizem respeito ao plano diretor de desenvolvimento integrado do pré-sal da bacia de Santos e da contratação de uma embarcação da empresa McDermott, concorrente da SBM.

Arruda reconheceu que o repasse de US$ 139 milhões da SBM Offshore para o seu representante no Brasil, Júlio Faerman, é um “sinal de alerta”. Há a suspeita de que Faerman seria o intermediário do suposto pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

Pasadena

A CPI mista também ouviu hoje o gerente jurídico internacional da Petrobras, Carlos Andrade. Ele defendeu as duas cláusulas que geraram polêmica porque teriam causado prejuízo à estatal na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

"Havia em favor da Petrobras cláusulas importantes que davam a ela a primazia ao que lhe interessava: ter voz ativa em relação à reforma da refinaria, tomar decisões onde houvesse situações de impasse, superando a outra sócia. A avaliação ajuda a compreender que realmente houve, por parte da redação do contrato, a inserção de cláusulas que defendiam interesses da companhia", disse Andrade. (Com Agência Câmara)

 

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